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Ao Relento

Cansei de tomar essa chuva gelada nos ombros
E a minha platéia está vazia
Totalmente no escuro, estou cercada de um mundo mudo
Dominado pela luz de apenas um poste na esquina e fumaça de cigarro de pessoas noturnas.
Totalmente diferente de olhos já olhados e razões perdidas no passado
Sentado aqui, num banco gelado de praça, eu não tenho mais nada pra fazer.
O que eu posso dizer?
Eu tenho medo de trovões desde a infância
E ainda assim eu caminho sem desviar o meu olhar de meus próprios pés ensopados em lamúrias de um relento solitário.

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