Resenha: O Símbolo Perdido de Dan Brown

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Dan Brown é genial. Ok, isso não é novidade, mas decidi começar a resenha assim pois toda sua genialidade me surpreendeu a cada capítulo, enquanto lia O Símbolo Perdido. Me senti prendido a cada página virada. Eu amo livros em que a leitura flui e eu consigo aproveitar cada palavra impressa naquelas páginas. Esse talento de Brown de te colocar na história como se fosse o protagonista, ou no mínimo um mero observador, é para poucos. Sempre disse isso e sempre vou repetir: tem livros que te fazem sentir na pele aquilo que o personagem sente. A dor dele é a sua dor. A alegria dele te faz sorrir feito idiota dentro do ônibus indo pra casa.

Aviso: singelos spoilers podem surgir daqui pra frente. Desculpe, é a vida. Mas garanto que isso só fará você querer ainda mais ler esse romance e, se já leu, ler de novo (e de novo e de novo…). No começo do livro, confesso que estranhei aquilo que estava sendo apresentado. Mas se tratando de Dan Brown, eu poderia esperar qualquer coisa. Ele mostra um incrível estudo sobre tudo aquilo que escreve e sua fixação em contar sobre a maçonaria me surpreende pois consigo ver que há realidade com ficção em tudo aquilo. Na verdade, uma coisa que pensei quando estava acabando o livro é que, o autor consegue fazer você acreditar naquilo que mentes brilhantes dizem ser real, assim como ele tenta convencer o protagonista que toda aquela busca pelos grandes mistérios é, de fato, verdade.

Sempre gostei mais dos “mocinhos” da história do que o antagonista, mas nesse em especial, eu conseguia sentir a loucura daquele homem que acreditava sem qualquer tipo de receio de que existia um poder divino pronto para lhe ser entregue. Para mim, a história não foge daqueles romances policiais em que tentam encontram o ‘bandido’ da história. Em O Símbolo Perdido, todos sabem quem é o antagonista, mas, ao mesmo tempo, ninguém sabe (vide a surpresa nos capítulos finais do livro).

Uma das coisas mais incríveis desse livro é que, todos os eventos de uma única noite são revelados em quase 500 páginas. Ok, há os famosos flashbacks, que são essenciais para que a história seja entendida, mas o terror, a ação e o mistério são todos reproduzidos naquelas palavras. Voltando a falar de genialidade, amo os autores que conseguem fazer o leitor estar na mente dos diversos personagens que pertencem à história. Em um instante estamos vendo tudo o que acontece da mesma forma que Robert Langdon vê. Conseguimos, aliás, ler seus pensamentos (literalmente). Esses detalhes fazem toda diferença em um livro e a forma como o autor consegue expressar em palavras esses detalhes, é fascinante.

Aliás, uma outra coisa que sempre digo (mais pra mim mesmo do que para os outros), é que esses detalhes transformam qualquer leitura. Transformar no sentido de fazer você, leitor, conseguir enxergar o ambiente, a roupa, as tatuagens, os personagens muito ricamente, graças às particularidades de cada um que o autor consegue escrever nas suas páginas. Não falo isso somente para O Símbolo Perdido, e sim para qualquer outro livro que consegue me fascinar dessa forma.

Acho que nem dei tantos spoilers assim como pensei que faria. Fazendo uma comparação com o primeiro livro que li de Dan Brown, Anjos e Demônios, percebo semelhanças, principalmente na fascinação de teorias de conspiração, de segredos escondidos, por mais que fuja dos segredos religiosos, em O Símbolo Perdido, é possível essa relação, mesmo que de forma modesta, mas que no fim ganha uma importância enorme. Outro detalhe que não posso deixar de registrar aqui: mesmo sem estar lá em carne e osso, pude conhecer um pouco de Washington, a famosa capital estadunidense. Assim como em Anjos e Demônios conheci o Vaticano e, um pouco, de sua cultura.

Acredito eu, que até aqui, sua curiosidade tenha sido aguçada. Se ainda não, te garanto: vale a pena a leitura. Aliás, como (novamente) eu sempre digo: toda leitura vale a pena e, dela, muita coisa pode ser obtida. Não é diferente com O Símbolo Perdido. Sempre tive na minha cabeça um desejo de saber a nossa origem (não que esse livro trate disso), essas teorias de conspiração, quero dizer. Os segredos por trás de tantas coisas. E esse livro me instigou a pensar melhor nisso. Quem sabe quantos segredos nossa humanidade esconde, não é? Até a próxima!

Soldado

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A maior parte do tempo venho procurado por você, meu soldado. Meu coração sabe que você está aí em algum lugar ferido esperando para ser encontrado. Minha mente acredita insanamente na sua vida.
Nenhum outro rosto, nenhuma outra vida.
Por todos os lados que olho, ninguém é você.
Por todos os lados que olho, ninguém pode ser você. E ninguém pode tomar o seu lugar.
Antes eu me sentia perdida e você gentilmente me guiava pelo caminho enquanto estava vendada por suas mãos. Brincadeiras de verão só nossas. Hoje, sei que você é o caminho.
Como sinto falto. Eu era só uma menina quando você partiu, as necessidades me obrigaram a ser mulher para que nunca perdesse as esperanças e batalhasse com a mesma força que você atacou o inimigo no campo de batalha, só pra te achar.
Ás vezes, ainda acho que estou perdida, mas recorro as tuas memórias, e elas me convencem de que não. Elas me lembram de como resolvíamos as coisas, de como sentávamos no telhado à noite, quando confusos, e observávamos um mar de estrelas sobre nossa cabeça, sempre de mãos dadas. Você costumava explicar, que elas eram nossos guias, que quando sentíssemos perdidos, deveríamos achar o caminho por meio de uma estrela. Será que você se tornou uma estrela também? Está tão distante que pode brilhar? Eu espero que sim, pois assim é mais fácil. Deixe-me sonhar novamente, deixe-me ter esperanças novamente, deixe-me ver o seu rosto novamente, deixe-me encontrá-lo e trazê-lo, novamente para mim.
Eu te procurarei até o meu ultimo suspiro, nem que pra isso eu renuncie uma vida toda. Talvez você odiasse a ideia, mas eu odeio ainda mais a ideia de ter abandonado um grande amor, quando ele ainda poderia estar tão vivo quanto o ar que respiramos. No final, não há fracasso se não houver tentativas!
foto: tumblr

Olha só o que eu ganhei!!

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Como meu aniversário está próximo (14 do mês que vem), hoje chegou um grande presente de dona mamis. Eu estava de olho nestes livros já tem uns bons 2 / 3 anos e nunca consegui comprá-los por serem muito caros em loja física, e estarem com preço absurdo (também) nas lojas virtuais.

E quem me conhece sabe que eu não costumo comprar na Estante Virtual, não por que não seja bom ou não confie, mas por que quase sempre em minhas compras o frete dos livros saem mais caro que os próprios livros. E não é que desta vez eu consegui o que eu queria?

Sim, aquele preço exorbitante das livrarias online abaixou um pouquinho e deu brecha para que eu pedisse esse presentão de aniversário. Mamis concordou e pra ajudar o Submarino inteiro estava com frete gratuito, o que ficou mais barato ainda e me deixou super contente.

Enfim, os livros chegaram hoje e estavam a minha espera na cama. Tem como não ficar feliz quando o presente é livro?  Obrigada Mamis!! ❤

Em breve resenhas lindas desses livros lindos ❤

Resenha: Nas Fronteiras de Alice de Marcelo Nogueira Siqueira

Como devo começar esta resenha falando deste livro do meu amigo escritor Marcelo? Eu estou sem palavras e chocada pela narrativa, pelos personagens, a série de acontecimentos explosivos da história e derretida pelo romance de Yuri e Alice.

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Lembro-me de quando conheci a obra de Marcelo, ela ainda estava somente na fanpage que fazia muito sucesso, eu decidi acompanhar, pensando que este era um livro que prometia muito, e realmente era. Todas as minhas expectativas foram muito além quando comecei a ler Nas Fronteiras de Alice. Me surpreendi ainda mais pela elaboração do texto e a construção dos capítulos, o fato de ser narrado por uma figura masculina deu originalidade ao livro, que foi preparado com minucioso cuidado e dividido em partes. O mesmo cuidado e organização que me lembrou do personagem principal da trama, Yuri. Gostei muito da estética e o papel amarelado relaxou uma leitura em que eu me acorrentava. Quando ia perceber já estava na metade do livro. Ah, e o cheiro. Vocês querem saber do cheiro? Este livro cheira bem demais (rsrsrs).

Uma nota muito importante é que, o livro todo é, na verdade, um relato feito pelo personagem Yuri Valverde de dentro de um avião indo para a França, logo após passar por um cartaz da Gucci e ver a foto de uma modelo que lhe lembrou Alice, a nossa protagonista, por quem Yuri nutre um amor incondicional. Então a partir daí ele começa o relato de quando eles se conheceram, dando detalhes furtivos de seu relacionamento e descrições profundas de Alice.

O romance se refere a Alice, uma menina de 20 anos, enquanto Yuri tem o dobro de sua idade, é casado e bem sucedido. Eles se conhecem num café em Porto Alegre durante um Simpósio e o lançamento de seu livro, também está tendo várias atrações e os hotéis todos lotados, Alice não tem onde ficar e deixa suas coisas com Yuri enquanto vai a um show do Slipknot. A partir daí, um romance entre os dois se inicia e Alice mostra diversas faces existentes nela, mas todas elas verdadeiras. Ela é sempre bem sincera e impulsiva, o que torna a história mais emocionante, pois acompanhamos todos os picos de humor dela. Acho-a muito divertida, em alguns momentos até pude me identificar com ela; e Yuri me fez rir muitas vezes logo na primeira metade do livro. Se eu pudesse descrever o romance dos dois protagonistas, eu diria que este é um romance montanha russa, justamente pela mudança sempre repentina de humor de Alice.

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Bom, como de costume, dou meu aviso de spoilers antes que uma tragédia entre vocês e eu aconteça (rsrsrs). Então se você ainda não leu o livro do Marcelo, vá logo ler que não haverá arrependimentos, se você não gostar eu libero o tapa de costa de mão na minha cara. E se você, meu leitor, leu, prossiga com esta resenha e vamos discorrer no final que é bom!

ATENÇÃO: SPOILERS

Não tem muito o que falar a mais deste livro mais do que já falei e elogiei. Eu gostei muito, fato. Ponto, acabou. Contudo, não quero finalizar esta resenha sem antes deixar aqui, preto no branco, alguns trechos e pontos que mais me chamaram a atenção.

“Senti a falta do tempo, a ausência do espaço, a perda de referências. O infinito estava ali, a solidão estava ali, o nada estava ali. A xícara voltou ao seu lugar sem o derradeiro gole, pois  não havia mais cappuccino, nem revista, reportagem, Débora, Maria Regina, ditaduras, fotografias, Porto Alegre… Não existia mais nada naquele instante, não havia cenário, personagens, contexto. Existia apenas aquele menina, aquela menina de saia xadrez que me deixou sólido, sem ar e suspenso da realidade que me rodeava.”

Este é o trecho de quando Yuri vê Alice pela primeira vez e fica pretérito. É como se ele tivesse dado de encontro com a sua salvação perante o perigo, ele perde totalmente a reação e se esquece até mesmo do tempo que parece ter parado quando a garota entrou no café. A reação dele e a urgência em conhecê-la me faz lembrar um pouco de Lolita de Vladimir Nabukov. Aliás, sendo este um dos livros favoritos de Alice, citados na obra de Marcelo.

Alice é meiga, divertida, engraçada, vaidosa, sabe o que quer e sabe também o que não quer. A imagem de Alice passa a ser até mesmo um pouco mimada e pode irritar o leitor às vezes (me chocou ela revelar que tem borderline, que, pra quem não sabe é uma doença psicológica que não tem cura), ou até mesmo fazer pensar: ela diz isso, por que eu não pensei nisso antes? Mas ela é apenas um misto de emoções e sensações, o que a torna uma personagem original e que tem carisma e seu próprio jeito.

Ouso dizer que, até mesmo me identifiquei com ela quando o Yuri começa a contar a história de sua vida e ela fica tediosa achando que ele enrola pra chegar no ponto, na verdade me identifiquei com ela em vários momentos. E, na verdade, a história toda que Yuri estava contando sobre ele era o ponto que ele queria chegar. Eu demorei um pouco pra ler essa parte justamente por causa dessa demora de algo acontecer e me surpreendi quando Alice levantou, colocou o dedo na cara de Yuri e xingou com todas as forças, desabando em choro depois. Acho que foi a parte da história da vida de Yuri que mais teve ação e que ele não esperava.

“-Então você casou com essa mulher por que ela era virgem? Que coisa mais deplorável, ridícula e machista! Não sei por que estou aqui com você, você é um pré-histórico, um nojento machista que acha que somos propriedade de vocês, machos dominantes. Eu estou com nojo de você! Você se casou por que ela era virgem? Eu não acredito nisso! Ah, claro, ela também era alta, loira, olhos verdes, pura! Que coisa sem sentido! Você é um idiota, não sei como eu pude ir para cama com você! Aliás, o que você deve achar de mim, né? Uma vagabunda, uma putinha que você seduziu e agora quer dispensar falando essas coisas, me comparando, me humilhando. Eu não sou essa mulher perfeita, não sou pura, não sou virgem! Você é um canalha, Yuri. Eu não quero nunca mais vê-lo! Eu vou embora daqui agora!”

Calma Alice, não precisa ficar nervosa, sabemos que você não é perfeita e é justamente por isso que amamos você ❤

Não vou mentir, Nas Fronteiras de Alice é um livro que quando eu olhava eu sentia muita preguiça de ler. Não sei se talvez por estar envolvida com outros livros de maneira diferente. Mas uma leitura que não larguei e que, mesmo com preguiça, quando começava a ler de onde parei, não conseguia mais. É simples, mas te prende de forma clara.

É um romance doce com direito a tudo, e profundo na narrativa de Yuri que, sempre é muito cheia de significado e perspectiva, além de mostrar-se sempre cheio de cultura e lembrar-se de muitos momentos dele, de sua juventude, que ele nunca quis estar no convencional ou quisesse tratamento especial. E me fez reparar, também, no fato dele ter tido uma banda chamada Pepinos Amestrados, acho essa parte do personagem muito legal, da até pra imaginar e dar umas boas gargalhadas.

Pra finalizar, um trecho do prólogo que eu simplesmente amei, se não foi o que mais gostei, não digo nada, e deixa aquele gostinho de quero mais e aquela dúvida marota: vai ter continuação? É bom que tenha!!

“Alice era múltipla, com fronteiras tênues e misteriosas. Sua aparição repentina me fez repensar tudo ao meu redor, meus valores e a mim mesmo. Eu sempre soube que não conseguiria resistir a ela. Por vezes, tive de recorrer às poucas fotos de que eu dispunha daquela semana louca para ter a certeza de que tudo aquilo realmente aconteceu. Ver aquela Alice, congelada no tempo, no ápice de sua juventude, era como se eu tivesse a possibilidade de voltar no tempo e olhar aqueles olhos misteriosos, sedutores, desafiadores, irônicos, tristes…”

♣ ♣ ♣

Ao meu amigo e autor do livro, meus agradecimentos por esta obra, meus agradecimentos por ela ter chego até mim e por nossa amizade que nunca falta assunto. A essência deste livro é incondicional e há beleza em cada linha e cada palavra. Marcelo é com certeza um modelo para que eu persiga meu sonho de ter meu próprio livro publicado. Nas Fronteiras de Alice me trouxe esperança e força para que eu lute por isso. Eu espero que o meu leitor leia este livro e sinta-se da mesma forma que eu.

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E antes que eu me vá, deixo mais uma foto deste incrível livro com meu tigre de pelúcia Nane que está comigo há quase 20 anos. Sou grata por ter esse amiguinho e ele também adorou Nas Fronteiras de Alice 😀

Um beijão, uma boa leitura e até a próxima resenha!!

Eyes, Eyes… Eyes!

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Venho por meio desta nota contar-lhe tudo que aprendi comigo mesmo: Eu entrava nas redes sociais e via sempre dois nomes que apertavam meu coração, e que faziam minha mente vibrar… Ambos os nomes… paixões falhas devido aos meus erros, mas tudo bem, quer dizer, eu acho. Ambas tinham lindos sorrisos, brancos e brilhosos, ambas tinham cabelos macios, lisos e cheirosos, porém cada qual com olhos “exclusivos”, uma de claros olhos que lembram por de sol, e a outra com olhos de nascer de lua, pura penumbra… Aprendi com aqueles olhos, que mesmo de longe, se bem visto, refletem o sorriso de quem vê, que penetram a alma de quem procura ver. Hoje aqueles olhos não regem um pingo de luz, pelo menos não na minha direção. Nem com mil relógios rodando o tempo você esquece o olhar de quem você ama ou já amou, eu deixei passar o tempo e os relógios viraram os olhos que não brilham, faziam o tempo não passar. Eu devastei minha mente, a procura da semente que gerou o fruto do amor, cacei por eras… ou não. Achei então uma folha amarelada com o seguinte dizer “quem você já amou, você sabia que amaria; e quem você amará, isso você ainda não se tornou“. Estava eu pensando outrora como eu poderia me tornar quem amo. Aí lembrei, sou da carne gerada do amor dos meus pais, minha mente é da poeira dos pensamentos do destino… destino, uma palavra tão pequena que designa algo tão extenso. Eu deitei realmente por muito tempo, dormir por tempos e tempos, na manhã que acordei, vi a sombra de um assassino, vi minha própria sombra, eu havia matado quem eu era antes… Tornei me vazio e sem paixão, um morto ambulante, um ser sem razão. Pelo menos até eu trombar com aqueles olhos de novo, que maldito me tornaram, com amor inundaram, e em mim mesmo me afundei. Sabe o poder dos olhos das mulheres nos homens? Tão poderosos quantos hipnose ou lavagem cerebral, olhos belos não esquecemos, e de olhos belos vivemos. Aprendi com o sono, que somos apenas uma casca, os olhos são portas pra deixarem os outros entrarem em você, jamais deixar, jamais esquecer. Faz muito tempo que não vejo ela sorrir por minha causa… mas é cada olhar que eu a vejo dar, mesmo que de ódio de mim… Lembra dos sorrisos? Nenhum deles era tão feliz quanto o meu quando eu as via, mesmo que sejam olhares de ódio em sorrisos de amar. Aprenda com o tempo, que temos todo tempo pra observar.

A multidão em meu coração tem chamado seu nome!!

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Hoje eu escreverei algo sobre o meu tempo com você. O tempo que vivemos juntos e eu acreditava que você estava morto, que você tinha partido meu coração com a sua partida sem ter me levado junto. Mas você continua tão vivo em mim como nunca esteve. Era como brasa em pele, eu ainda podia sentir seu toque quando me virasse na cama e fechasse os olhos.
É tão delicioso me lembrar da sua expressão carinhosa, ou quando ficava magoado e a única coisa que melhorava seu humor era quando o colocava sobre meu colo e imaginava milhões de estrelas sobre sua face iluminada. É tão delicioso me lembrar da textura que aqueles momentos que você me carregava pelos ombros e me colocava deitada sobre a grama no verão me proporcionava, ou até mesmo quando dançávamos sobre a chuva, descalços, rindo um da cara do outro por que éramos simplesmente nós.
E o que realmente pesa nesse meu coração é saber que aqueles dias nunca mais existirão além da memória e do tempo.
Você se foi e é insubstituível aqui. Te amarei daqui à eternidade, isso é uma promessa, por que sei que em sua eternidade você também me amou e não estava em seus planos me ferir dessa forma.
Por muitas noites eu chorei implorando para Deus que o trouxesse de volta, mesmo sabendo da impossibilidade, talvez eu só precisasse de um milagre para acreditar novamente e talvez eu tenha me cegado quando pensei nisso.
Você foi muito mais do que um sonho que eu pudesse sonhar até o final, acho que você sabia disso por que me mostrou o lado bom e o lado ruim de estar viva, me ensinou a ser forte da mesma forma que você sempre foi e agora está me testando na prática, provavelmente dando o melhor sorriso bobo que você tinha enquanto me vê tropeçar em meus próprios pés, mas não o culpo por isso, eu realmente sou engraçada, mas eu sinto como se depois de todo o riso você ainda pudesse me carregar e dizer: tudo bem, você caiu, e dai? Vamos cair de novo. Esse seria você, de sempre. E eu espero, profundamente, que de onde você está, saiba que nem sempre é tão fácil como pensávamos que seria. Não tem sido fácil. Mas gosto de acreditar que você realmente esteja aqui me vendo tentar e me incentivando, e não apenas isso, desejo que saiba que eu continuo por você, pela sua vida, pela sua memória, por que eu conheço o seu enorme coração de luz e sei que gostaria disso.
Como uma tempestade, você se foi, mesmo sendo sereno como o mar que muitas vezes mergulhamos juntos e eu sou grata por sempre ter sido você. Você é como uma montanha, um precipício, uma estrela cadente. Tudo o que pode ilustrar todos os sentimentos de uma vez só, e era sábio por ter me mostrado seu mundo, por que ele se tornou meu depois de você.
Texto: #nini
Imagem: tumblr

O Som

Levemente desaparecia
Alma translúcida de veneno
O Anjo já não era mais anjo;
O Humano já não era mais humano;
Mas algo de irrefutável acontecia
Enquanto ele partia sem previsão de volta.
Os sinos tocaram lá no fundo
Anunciando que não haveriam palavras a serem ditas, expostas, jogadas.
O vento traria liberdade quando fosse a hora,
Mas aquela distância silenciosa perpetuava no tempo como história.
Ah, a morte, a doce e cruel morte lambia a vida para longe do que vivia,
Depois dela o que restava eram apenas espólios do tempo e da dor de uma tristeza trincada.
Vidro espelhado cortava,
Chuva de tinta pintava,
Enquanto algo brilhoso derramava.
Todos estavam perdidos em seus santuários de pedra
Inertes, abandonados.
Como filhos esquecidos.
Estátuas de mármore choravam,
Dor se fazia presente.
Já nada mais importava.

Você está pronto para esse livro?

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Leitura não é uma prática exata que envolve uma fórmula ou cálculos. Para o leitor é uma experiência grandiosa que necessita apenas de imaginação. O leitor em geral não consome livros, ele vivencia histórias. Se deixa levar para um universo paralelo, que muitas vezes nem se trata de ficção científica, ele viaja em contextos diversos, sejam eles cotidianos, históricos, banais, épicos, românticos, surrealistas…

Qual é a melhor parte de se ler um livro? Alguns responderão que são as novas informações que coletamos durante a leitura, outros afirmarão que se trata de absorver sabedoria, seja de um personagem que te tocou ou mesmo do autor que conseguiu triunfantemente transcender a escrita e conversou com você intimamente.

Para mim, ler se trata de ser transportado de onde quer que eu esteja para outro lugar. Não importa se estou lendo na sala sentado numa poltrona, se o livro for capaz de fazer me imaginar deitado em um gramado verde, o objetivo foi alcançado com louvor.

Sempre que termino de ler um livro me pergunto logo em seguida: “Fez sentido?” Essa pergunta parece um pouco ingênua e também presunçosa. Ingênua porque nem tudo precisa necessariamente fazer sentido e presunçosa porque: “Quem sou eu para estipular parâmetros para a literatura? ” O bom de se fazer essa pergunta é que nela estão embutidas outras tantas perguntas: Houve desenvolvimento de personagens? O desfecho foi mastigado ou fomentou minha inteligência? Houve utilização de clichês? A ambientação condisse com o enredo? E principalmente: Dentro do que se foi proposto, houve coerência?

Tenho plena consciência que se eu me propuser a ler um livro escrito e publicado para jovens adultos, eu terei que vestir a minha capa de adolescente para desfrutar ao máximo a experiência, mas… e se mesmo lendo com a minha capa, eu chegar à conclusão que aquele livro não cumpriu o seu papel? A resposta para: “Fez sentido?” Será: “Não”.

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É triste para um leitor quando isso acontece. Nós nos sentimos pequenos e isso é fácil de explicar e a explicação está lá em cima. Nós vivemos a história. Nós vivemos aquilo que foi narrado e consequentemente vivemos de uma forma incompleta, assim como o personagem. Seja por culpa do escritor que não encontrou um caminho mais feliz para narrar os acontecimentos, da editora que por algum motivo quis “isso” e não “aquilo”.

E quando a culpa é nossa? Jogue a primeira pedra quem não leu um livro em um determinado momento da vida que não devia e depois pensou: Vou deixar para reler em um momento mais apropriado ou simplesmente taxou o livro como ruim. É natural isso acontecer e não se sinta culpado, somos humanos e nem sempre estamos prontos para viver uma determinada trajetória, assim como na vida, na leitura também precisamos estar maduros para certas experiências. Isso não significa que o livro seja ruim, as vezes significa que o melhor a se fazer é esperar por um momento mais propício para voltar para aquele livro e daí sim saborear todos os pormenores que ele pode oferecer.

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Por: D.W.T.M.

 

Resenha: O Sol é para todos de Harper Lee

Livro: O sol é para todos.

Titulo original: To kill a mockingbird.

Autora: Harper Lee.

Publicado: 1960.

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Conheçam o Teddy

“You never really understand a person until you consider things from his point of  view” – Artticus.

(Você nunca vai entender uma pessoa até que considere as coisas a partir do ponto de vista dela.)

O sol é para todos é um clássico da literatura norte americana. Eu li esse livro há um tempo e, pessoalmente, amei. A escrita é fluída, fácil de ler, muito gostosa. O livro é doce e cheio de alegrias e pensamento infantis. A história é narrada em primeira pessoa pela protagonista Scout. Uma adorável menina que vive em uma cidade no interior do sul dos EUA com seu pai e o irmão. Através do ponto de vista simples dessa menininha, ela vai nos narrando eventos sobre o que vai acontecendo em sua vida e na sua cidade.

This time we aren’t fighting the Yankees, we’re fighting our friends. But remember this, no matter how bitter things get, they’re still our friends and this is still our home” – Atticus.

(Dessa vez nós não estamos lutando com estranhos, nós estamos lutando contra nosso amigos. Mas lembre-se, não importa quão difícil isso fique, eles ainda são nosso amigos e esse lugar contínua sendo nossa casa.)

Mas é claro que nem tudo é tão simples assim. Nesse livro, não tem vilões ou mocinhos, é um história sobre natureza humana. Como reagimos, lidamos com o diferente. O preconceito não está somente nos adultos, mas também nas crianças.

A primeira metade do livro é focada mais em Scout, seu irmão Jem e nas suas brincadeiras e travessuras de crianças, as vezes incluindo seu amigo Dill. Uma dessas travessuras era ‘atazanar’ um vizinho estranho que vive perto da casa da menina. Só pelo fato desse vizinho ser diferente, as crianças começam a pensar que tinha algo de errado com ele por não ser igual aos outros e nunca ser visto por ninguém.

Atticus é o pai de Jem e da Scout. Uma figura justa e correta que tenta ensinar as crianças com bons exemplos. No decorrer da história, o pai de Scout é encarregado de cuidar da defesa de uma pessoa que foi acusado de cometer uma atrocidade com uma moça da comunidade. A partir disso podemos ver que os preconceitos que antes não eram tão óbvios assim começam ser muito visíveis. O modo como as pessoas dessa cidadezinha do interior trata as pessoas que são diferentes, até mesmo as mulheres.

Na segunda metade do livro as aventuras de verão e as brincadeiras são trocadas pelo julgamento da pessoa que o pai de Scout está defendendo. Durante esse processo ela e seu irmão vão amadurecendo e começando a  perder a inocência da infância, aos poucos indo para o mundo estranho e confuso dos adultos, e apreendendo a lidar com isso, mas ao mesmo tempo não deixam de ser as crianças que ainda são.

We know all men are not created equal in sense some people would have us believe […] some people are born gifted beyond the normal scope of most men.” -Atticus

(“Sabemos que nem todos os homens são criados iguais no sentido que algumas pessoas querem nos fazer crer […] Algumas pessoas nascem favorecidas para além do âmbito normal da maioria dos homens”)

[SPOILER]

Opinião pessoal: Não preciso nem dizer que meu personagem favorito de longe é o pai das crianças, Atticus. Como adoro esse homem, sempre tão certo e justo, não somente no que ensina para seus filhos nas também em suas atitudes.

Acredito que isso que autora queria passar. Que o preconceito pelo diferente está em todos nós, até mesmo nas crianças. Isso fica claro quando elas ficam atormentando o vizinho que mora perto da casa da Scout. As pessoas não reagem bem ao diferente, porém cabe aos adultos ensinar como as crianças deveriam reagir, explicar e instruí-las. Como Atticus fez, e no fim seus filhos entenderam um pouco da profundidade do seu ensinamento.

Então, quem vocês acham que matou Bob Ewell? Foi um acidente? Foi o Boo Radley ou o Jem? Eu pessoalmente penso que foi o Boo. Eu pensei que Jem ia morrer, que algo ia acontecer com a Scout. Ainda bem que no fim ninguém saiu gravemente ferido.

Achei que foi a coisa mais doce do mundo quando Boo esconde pequenos presente dentro do buraco da arvores para as crianças acharem. Ele com certeza é uma pessoa mal compreendido.

Me surpreendi horrores quando é revelado como aconteceu o suposto abuso sexual contra a menina Ewell. Mas, não dá para culpá-la também, apesar de um ser inocente. Com a família que tem é difícil  ser ‘normal’. O discursos do Atticus no tribunal é uma das melhores coisas do livro. Me partiu o coração quando soube que o cara que foi julgado morreu. Poxa, depois de tudo que Atticus fez por ele.

Eu amei o livro. Com certeza entrou na minha lista de favoritos da vida.

#Bebêsquechegaramhoje – V

Eu devo ser campeã-mundial-olímpica de atrasar posts sobre livros que chegam em casa. Mas ok, vamos lá, vocês me perdoam depois. Vamos conversar um pouquinho amigos leitores. Um elogio: vocês são demais!!

box halo, infinito mais um e miu - bebes que chegaram hoje

Eu atrasei simplesmente por que tive meu cartão de memória emprestado por duas semanas. Falha minha, pois eu poderia ter ido buscar e não fui, sabendo que livros chegariam em casa. E vocês sabem, claro, ou já repararam, como eu amo fotografia e faço questão de fotografar para o blog, então minha câmera (ou eu) não vive sem um cartão de memória, e como a tia nini está pobre, não tem um reserva. Mas cá estamos novamente com mais livros que chegaram, já tenho uma pilha para ler e livros continuam chegando. Melhor coisa, alguém me entende?

Aliás, conheçam a Miu, nossa modelo que emprestou sua carinha de sono para a foto cima, ela tem quase 3 anos e é bem cuidada.  =^.^=

saga halo - bebes que chegaram hoje

Recebi esse lindo box da saga Halo em perfeito estado do ig @warofcult no instagram na segunda-feira passada (ou será que foi terça?), ainda não sei se é bom, mas como sou apaixonada por livros e anjos eu decidi comprar, paguei beeeem mais barato do que nas livrarias online, as capas são lindas demais e a história parece ser boa. Alguém me diz um ponto positivo dessa série?

infinito + um - bebes que chegaram hoje

E nesta segunda dia 3 de julho, recebi Infinito + Um da autora Amy Harmon, esperando ansiosamente que esse livro faça jus à sua fama depois de Beleza Perdida que me conquistou imensamente como fã de Harmon. Também espero que a editora Verus traga mais livros desta autora incrível que mexe com os nossos sentimentos de uma forma inquestionável. Também gostaria de saber, de quem já o leu, sua opinião sobre o livro e o que achou. Fico esperando nos comentários e logo, logo sai mais resenha por aqui ❤

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Um beijo da tia #nini e boa leitura!!

Resenha: Beleza Perdida – Amy Harmon

Deus lhe deu um rosto e você arranja outro” – Hamlet

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Beleza Perdida é um livro que, como diz a sinopse original, conta uma história sobre perdas – perda coletiva, perda individual, perda da beleza, perda de vidas, perda de identidade, mas também ganhos incalculáveis.

“[…] É um conto sobre o amor inabalável de uma garota por um guerreiro ferido. […]”

Portanto, meu amor, se você não está preparado para chorar com cada linha deste livro, termine de ler esta resenha aqui mesmo. Mas, caso seja corajoso de verdade e esteja disposto a amar, também, cada linha deste livro, continue, sem medo, por que você vai chorar e vai chorar horrores, além de se apaixonar cada vez mais foi Fern, Bailey e Ambrose!

resenha making faces 1

Bom, o que posso dizer antes que meus leitores leiam a resenha com spoilers? Beleza Perdida foi uma leitura que me conquistou logo na primeira página, e foi uma leitura muito gostosa, até diminuí o ritmo no final para durar um pouco mais o gostinho doce e melancólico que esse livro me trouxe. E vou ser bem sincera, quando conheci esse livro, eu não havia me convencido de que ele era isso tudo. Quando li a sinopse na contra capa do livro, eu nem me dei ao luxo de terminar, achava que era boa demais para esse livro. Só por que começava com um simples “Ambrose Young é lindo, alto e musculoso“… Achava que essa não era a leitura que eu estava procurando. Burra! Era exatamente essa leitura que estava faltando no meu mundinho. E depois que li tantas resenhas falando bem do livro, eu simplesmente decidi dar uma chance, li o resto da sinopse, me surpreendi com o que dizia e disse: Esse livro foi feito pra mim, é esse mesmo! E assim que ele chegou em casa, foi o primeiro livro, dentre tantos outros que chegaram junto, que eu quis ler. E logo no primeiro capítulo já tinha caído lágrima ou outra. Esse livro tem marcas de lágrimas, e não apenas o sofrimento dos personagens, mas o meu também por que chorei em cima dele (rsrsrs). É um livro que eu recomendo muito, me conquistou e entrou para a minha lista de livros favoritos. Eu não posso dizer mais do que isso ou estarei revelando spoiler a quem ainda não leu. Mas o que posso dizer é que: Ambrose Young realmente é lindo! E você, meu querido leitor, vai amá-lo de todas as formas, assim como ele também aprendeu a amar de todas as formas.

Beleza Perdida, ou Making Faces em seu título original, é a história de uma cidadezinha onde cinco jovens vão para a guerra e apenas um retorna. […] Este é um livro profundo e emocionante sobre a amizade que supera a tristeza, sobre o heroísmo que desafia as definições comuns, além de uma releitura de A Bela e a Fera (meu livro favorito da infância) que há tanto beleza quanto ferocidade em todos nós.

Beijos pra quem fica por aqui e uma boa leitura.

AVISO: CONTÉM SPOILERS

para resenha beleza perdida

Em primeiro lugar, por que eu amaria tanto um livro? Ok, pra começo de conversa, só o fato de Fern Taylor amar livros e escrever já me ganhou. Amo simplesmente quando os personagens tem isso em comum comigo, pois é um dos meios de incentivar a leitura a todo tipo de público consumidor. E acho isso incrível, além de me sentir aquela melhor amiga da personagem. Em segundo lugar, realmente esse livro foi o que mais chorei, cada página era uma lágrima que escorria. Cada frase um turbilhão de emoções que me faziam chorar, e não só isso, os acontecimentos tristes do meio do livro em diante me fizeram ficar depressiva por um tempo.

Minha frase favorita desse livro, foi uma que o Bailey, o primo da Fern, que tem distrofia muscular e perdeu todos os movimentos do pescoço para baixo, disse. É uma frase linda que simplesmente me definiu.

“-A Fern decidiu que super-heróis não eram para ela – disse Bailey da parte de trás. -Ela decidiu que ia ser uma fada, porque gostava de poder voar sem a responsabilidade de salvar o mundo.”

É claro que temos a obrigação com o nosso próximo, mas é tão bom quando nada é esperado de nós e podemos voar com liberdade sem que sejamos cúmplices ou devamos algo a alguém. Essa frase diz muito sobre o que Ambrose sentia e pensava quando ele era um lutador e todos esperavam que ele ganhasse a luta, por que ele era simplesmente um ídolo e não queria que as pessoas esperassem isso dele, pois ele sabia que não era perfeito e, ainda assim, tentava ser para não ver decepção no rosto de ninguém, nem de seus amigos. Por isso fez algo inesperado, ele foi para a guerra e convenceu os amigos a irem também, por que não queria ir sozinho. E aí, você já sabe, todos morrem, mas Ambrose não. Ele tem seu rosto bonito, sua marca registrada que são os cabelos compridos simplesmente roubados de sua juventude. Ele passa por várias cirurgias para retirar estilhaços e mesmo o rosto desfigurado não conseguiu se recuperar completamente, ficando, pela metade, com cicatrizes enormes.

Então ele se esconde das pessoas quando retorna à cidadezinha natal, Hannah Lake, não recebe visitas e nem vai visitar as famílias de seus colegas mortos na guerra, mas continua ajudando o pai na padaria, trabalhando a noite, onde dificilmente alguém o veria. Da pra entender todo o sofrimento causado pela guerra, Ambrose está ferido de todas as formas e carrega sobre seus ombros a culpa pela morte dos amigos. Nisso, Fern o encontra num dia voltando a noite do trabalho no supermercado e descobre que Ambrose, sua paixão a vida toda está trabalhando a noite na padaria. Então ela começa uma aproximação e aí que vem o ponto mais legal do livro: Fern e Ambrose trocam frases de Shakespeare numa lousa em frente a padaria, mais precisamente Hamlet. E acho incrível um livro que cite Shakespeare da maneira como Harmon colocou, fiquei impressionada. E, mais legal que isso é que, no começo do livro, quando Fern e Ambrose ainda estão colégio, eles trocam cartas poéticas. Fern fingindo ser sua amiga Rita, pois Rita havia ficado um tempo namorada de Ambrose e ele muito inteligente havia percebido que a garota das cartas não era ela. Acho que foi a partir daí que o romance dos dois realmente começou, foi antes de Ambrose ir para a guerra.

“Ele tentou suavizar o toque de sua boca contra a dela, tentou dizer que estava arrependido, mas ela ficou congelada em seus braços, como se não pudesse acreditar que, depois de todo o acontecido, ele pensava que podia deixá-la de coração partido e ainda roubar um beijo.
-Me desculpa, Fern – Ambrose sussurrou contra sua boca. -Me desculpa.
De alguma maneira, as palavras derreteram o gelo que o beijo não havia conseguido, e Ambrose sentiu o suspiro de rendição tocar seus lábios. As mãos de Fern subiram até seus bíceps, abraçando-o enquanto ele a apertava, e ela abriu a boca, permitindo a entrada. gentilmente, com medo de destruir a frágil segunda chance que ela concedia, ele moveu os lábios nos dela, tocando sua língua suavemente, deixando que ela o explorasse. Ele nunca tinha agido com tanto cuidado, ou tentado com tanto esforço fazer as coisas do jeito certo. E, quando ela se afastou, ele deixou. Os olhos de Fern estavam fechados, mas havia rastros de lágrimas em seu rosto, e seus lábios pareciam machucados onde ele tinha pressionado forte demais no início, desesperado para apagar a vergonha.
Então ela abriu os olhos. Dor e confusão passaram por seu rosto apenas por um instante, e seu olhar se voltou para baixo. Seu maxilar se apertou, e Fern deu as costas para ele. Sem dizer uma única palavra, ela entrou na van e foi embora”

Então, Ambrose e Fern se aproximam, também com ajuda do primo Bailey, o personagem mais engraçado e altruísta desse livro, vivia de bom humor e nunca reclamava de suas condições físicas. Ele foi um grande novo amigo de Ambrose que o ajudou a ver a vida de outra maneira. O trecho mais engraçado desse livro foi um diálogo entre ele e Ambrose em que Bailey dizia que nunca pode ter um cachorro por que ele nunca pode limpar a própria bunda, e que quando ele pediu a mãe, ela chorou e então ele percebeu que, se não podia nem cuidar de si mesmo, não poderia cuidar de um cachorro. Ambrose abriu os olhos e parou de temer os olhares das pessoas quando vissem seu rosto, agora ele se importava apenas com Fern, e Fern não se importava com seu rosto desfigurado, ela via Ambrose como sempre o vira.

“Eu acabei de te explicar que não consigo ir ao banheiro sozinho, cara. Dependo da minha mãe para abaixar as minhas calças, assoar a droga do meu nariz, passar desodorante nas minhas axilas. E, para pior, quando eu fui para a escola, tinha que confiar em alguém para me ajudar lá também, com  quase todas as malditas coisas. Foi embaraçoso. Foi frustrante. mas foi necessário! Não me restou nenhum orgulho, Ambrose! Nenhum orgulho. Mas era o meu orgulho ou a minha vida. Eu precisei escolher. E você também precisa. Você pode ter seu orgulho e ficar aqui sentado fazendo cupcakes, ficar gordo e velho, e ninguém vai dar a mínima depois de um tempo. Ou você pode trocar esse orgulho por um pouco de humildade e ter a sua vida de volta.”

Bailey foi um grande amigo de Ambrose, como eu disse: foi!
É, meu caro leitor, quando tudo parecia certo, Bailey parte desta para uma melhor da pior forma. E foi quando eu chorei um oceano inteiro, pois era mesmo o personagem mais querido, e o pior, a gente bem sabia que esse personagem não duraria muito por ter distrofia muscular, e que em algum momento do livro ele partiria, difícil mesmo era acreditar e aceitar. O que restou foi um senta e chora maroto. Foi quando fiquei um tempo sem ler o livro chorando sobre o travesseiro. Foi como se eu tivesse perdido alguém e a partir daí o livro estava acabando e eu não queria que acabasse nunca.

Mas por que o Bailey morreu se não foi pela distrofia?
Bailey morreu por que estava passando sozinho na frente de um bar e ouviu o choro de uma criança, ele parou para averiguar e de longe viu Rita, seu grande amor desde sempre desmaiada no automóvel do marido ignorante Garth, com o filho chorando alto. Ele ia se encontrar com Fern, ligou para a policia no caminho com a criança no colo, temendo que Garth matasse seu próprio filho. Ele caiu da cadeira de rodas em uma poça funda de lama onde se afogou enquanto Garth pegava o filho sem prestar socorro. Fern que já voltava do trabalho de bicicleta viu uma grande movimentação no local, e quando viu uma cadeira de rodas sendo tirada da lama, ela soube que era Bailey e que ele tinha partido, deixando então todos os familiares tristes. Ambrose soube quando viu Garth no hospital com a mãe de Rita, o filho e a própria esposa, que tinha sido ele, pelo fato da criança ter lama em sua roupa. A mesma lama em Bailey. Mas Garth fugiu e não foi achado até uma noite quando pegou Fern de surpresa saindo da padaria e a agrediu querendo notícias de Rita, o que ela não diria nem se morresse. Ele perguntou se Rita estava com Ambrose e Fern disse que ela estava com Ambrose, o que Garth riu dizendo que Ambrose nunca ficaria com ela. Ambrose, com o rádio ligado e a batedeira também ligada sentiu um pressentimento, algo que seu amigo sempre lhe dizia “Está sentindo isso?” então saiu da padaria sentindo algo errado pairando no ar e viu a bicicleta de Fern tombada, conseguiu socorre-la e prendeu Garth depois de apanhar bonito (merecido, me senti vingada nessa parte), chamando a polícia em seguida. Fern voltou para casa e Ambrose pediu permissão ao pai dela para que o deixasse passar a noite e um diálogo profundo entre os dois se estabeleceu. O que mais gostei desse diálogo foi uma fala do pai de Fern, Joshua que ele diz que a beleza está na alma.

“-Às vezes a beleza, ou a falta dela, se torna um obstáculo para realmente se conhecer uma pessoa. Você ama a Fern porque ela é bonita?
Ambrose amava a aparência de Fern, mas de repente se perguntou se amava sua aparência porque amava a forma como ela ria, como dançava, como boiava de costas e fazia comentários filosóficos sobre as nuvens. Ele sabia que amava seu altruísmo, seu humor e sua sinceridade. E essas coisas a tornavam bonita para ele.
[…]
-Ambrose, a Fern já enxerga quem você realmente é. É por isso que ela te ama.”

O final deste livro foi surpreendente, não falei de todos os pontos dele, mas dos que achei que deveria e seriam essencial para esta resenha. Amy Harmon conquistou meu coração, me fisgou pela emoção e me comprou como nova leitora de suas obras. E o que me deixou ainda mais chocada, foi quando li os agradecimentos deste livro e vi riqueza. Vi a riqueza deste livro baseado em experiências, em pesquisas, em fundamento. Harmon, até o final deste livro não deixou o foco desaparecer e nem cambalear para o lado. Esse é um livro não apenas de amor, romance, mas de superação e esse é o ponto mais forte e alto. Espero ler mais livros como este, que te mudam profundamente, te fazem olhar para as pessoas com empatia e solidariedade, te transforma em alguém melhor, te transforma em ser humano. Ambrose Young realmente é lindo e o grande herói desta história, este livro não mentiu nenhuma vez.

“-A verdadeira beleza, aquela que não se desvanece ou se esvai, precisa de tempo, de pressão, precisa de uma resistência incrível. É o gotejamento lento que faz a estalactite, o tremor da Terra que cria as montanhas, o constante bater das ondas que quebra as rochas e suaviza as arestas. E da violência, do furor, da ira dos ventos, do rugido das águas emerge algo melhor, algo que de outra forma nunca existiria. E assim suportamos. Temos fé na existência de um propósito. Temos esperança em coisas que não podemos ver. Acreditamos que há lições na perda e poder no amor, e que temos dentro de nós o potencial para uma beleza tão magnifica que o nosso corpo não pode contê-la.”

Adesivos ou giz de cera?

Cárcere Ilusório

Já deu o tempo.
Na prisão, sou prisioneiro.
O guarda não libera nada.
Nem luz, nem alimento, nem água.
Me sinto como um animal, porém na jaula.
Não sei ao certo quem é você nessa história.
Não é túnel, mas me faz fugir dessa prisão.
Tu não tem pá nem colher, mas cavou até meu coração.
Não trouxe nem sol nem lua, trouxe liberdade, nua e crua;
Trouxe o futuro, a esperança, uma chance pra mim.
Trouxe ao mundo uma nova vida, a minha, a sua, sem volta, só ida.

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