Locomotiva Literária

Resenha: O Símbolo Perdido de Dan Brown

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Dan Brown é genial. Ok, isso não é novidade, mas decidi começar a resenha assim pois toda sua genialidade me surpreendeu a cada capítulo, enquanto lia O Símbolo Perdido. Me senti prendido a cada página virada. Eu amo livros em que a leitura flui e eu consigo aproveitar cada palavra impressa naquelas páginas. Esse talento de Brown de te colocar na história como se fosse o protagonista, ou no mínimo um mero observador, é para poucos. Sempre disse isso e sempre vou repetir: tem livros que te fazem sentir na pele aquilo que o personagem sente. A dor dele é a sua dor. A alegria dele te faz sorrir feito idiota dentro do ônibus indo pra casa.

Aviso: singelos spoilers podem surgir daqui pra frente. Desculpe, é a vida. Mas garanto que isso só fará você querer ainda mais ler esse romance e, se já leu, ler de novo (e de novo e de novo…). No começo do livro, confesso que estranhei aquilo que estava sendo apresentado. Mas se tratando de Dan Brown, eu poderia esperar qualquer coisa. Ele mostra um incrível estudo sobre tudo aquilo que escreve e sua fixação em contar sobre a maçonaria me surpreende pois consigo ver que há realidade com ficção em tudo aquilo. Na verdade, uma coisa que pensei quando estava acabando o livro é que, o autor consegue fazer você acreditar naquilo que mentes brilhantes dizem ser real, assim como ele tenta convencer o protagonista que toda aquela busca pelos grandes mistérios é, de fato, verdade.

Sempre gostei mais dos “mocinhos” da história do que o antagonista, mas nesse em especial, eu conseguia sentir a loucura daquele homem que acreditava sem qualquer tipo de receio de que existia um poder divino pronto para lhe ser entregue. Para mim, a história não foge daqueles romances policiais em que tentam encontram o ‘bandido’ da história. Em O Símbolo Perdido, todos sabem quem é o antagonista, mas, ao mesmo tempo, ninguém sabe (vide a surpresa nos capítulos finais do livro).

Uma das coisas mais incríveis desse livro é que, todos os eventos de uma única noite são revelados em quase 500 páginas. Ok, há os famosos flashbacks, que são essenciais para que a história seja entendida, mas o terror, a ação e o mistério são todos reproduzidos naquelas palavras. Voltando a falar de genialidade, amo os autores que conseguem fazer o leitor estar na mente dos diversos personagens que pertencem à história. Em um instante estamos vendo tudo o que acontece da mesma forma que Robert Langdon vê. Conseguimos, aliás, ler seus pensamentos (literalmente). Esses detalhes fazem toda diferença em um livro e a forma como o autor consegue expressar em palavras esses detalhes, é fascinante.

Aliás, uma outra coisa que sempre digo (mais pra mim mesmo do que para os outros), é que esses detalhes transformam qualquer leitura. Transformar no sentido de fazer você, leitor, conseguir enxergar o ambiente, a roupa, as tatuagens, os personagens muito ricamente, graças às particularidades de cada um que o autor consegue escrever nas suas páginas. Não falo isso somente para O Símbolo Perdido, e sim para qualquer outro livro que consegue me fascinar dessa forma.

Acho que nem dei tantos spoilers assim como pensei que faria. Fazendo uma comparação com o primeiro livro que li de Dan Brown, Anjos e Demônios, percebo semelhanças, principalmente na fascinação de teorias de conspiração, de segredos escondidos, por mais que fuja dos segredos religiosos, em O Símbolo Perdido, é possível essa relação, mesmo que de forma modesta, mas que no fim ganha uma importância enorme. Outro detalhe que não posso deixar de registrar aqui: mesmo sem estar lá em carne e osso, pude conhecer um pouco de Washington, a famosa capital estadunidense. Assim como em Anjos e Demônios conheci o Vaticano e, um pouco, de sua cultura.

Acredito eu, que até aqui, sua curiosidade tenha sido aguçada. Se ainda não, te garanto: vale a pena a leitura. Aliás, como (novamente) eu sempre digo: toda leitura vale a pena e, dela, muita coisa pode ser obtida. Não é diferente com O Símbolo Perdido. Sempre tive na minha cabeça um desejo de saber a nossa origem (não que esse livro trate disso), essas teorias de conspiração, quero dizer. Os segredos por trás de tantas coisas. E esse livro me instigou a pensar melhor nisso. Quem sabe quantos segredos nossa humanidade esconde, não é? Até a próxima!

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