Locomotiva Literária

Resenha: As Feiticeiras de East End

Essa é uma resenha bem curta. Razoavelmente curta. E não por que eu quero, mas porque não há muito o que se falar deste livro depois de ter assistido ao seriado cancelado na segunda temporada pela Lifetime.

Há muitas coisas neste livro que são mudadas na série, como por exemplo: Freya e Ingrid são imortais, elas não morrem varias vezes como é na série. Além disso, Joanna não tem a tia Wendy como irmã, o que nos leva a outra irmã, uma chamada Helda que habita o submundo. Grave essa referência, por que se você, meu caro leitor, assistiu Witches Of East End até o final (ou seu respectivo e maldito cancelamento), vai entender boa parte da história da série nos livros.

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Bom, o que posso falar desse livro? Eu ainda não criei, certamente, uma opinião própria sobre ele além do pacato “gostei” “dou tantas sei lá quantas estrelas” e mimimi. Na verdade, tudo isso por que é difícil falar do livro sem buscar alguma referência da série, ainda mais quando eu assisti primeiro a série e depois li o livro. Não é decepção, não é ponto morto e muito menos um trágico “não sei opinar”. Na verdade, estou tentando ser o menos criteriosa possível para escrever para vocês.

O livro tem seus altos e baixos. A série tem sua produção e efeitos especiais. Tudo muda, mas novamente: difícil falar de um sem tomar a referência do outro.

Não sei se vocês sofrem do mesmo que eu, que é quando você assiste antes de ler e depois fica se perguntando como seria se fosse o contrário. Eu odeio isso, me deixa confusa.

Mas tudo o que posso dizer é: não descarte este livro só pela minha resenha! Ele não é ruim, se você assistiu a série primeiro, como eu, talvez te agrade muito pelo livro ter mais detalhes que na série não são relevantes, mas talvez você também odeie por que você prefere a produção da série que é mais plausível do que as explicações do livro. E pra você que não conhece, está aí uma ótima oportunidade de conhecer e embarcar, talvez você se apaixone, só o que encontrei não foi muita novidade, ou talvez eu esperasse que fosse mais igual à série, embora alguns detalhes mereçam palmas pelo capricho e cuidado de Melissa de la Cruz, pontos que na série são um incrível e enorme ponto de interrogação.

Bom, respira e vamos lá!

A história é semelhante, lá está as mulheres Beauchamp tentando sobreviver em sua cidade como pessoas normais, elas são protegidas por um tipo de conselho que restringe elas de usarem bruxaria, mas sabemos que, não fica só por aí quando muita coisa estranha e duvidosa começa a acontecer e elas são obrigadas a se defender da melhor forma que sabem: usando magia!

Parece clichê, mas a história é fantástica, com detalhes meio viajados sobre as bruxas, mas interessante para quem gosta de ficção e ainda mais do tema. E claro, não para por aí, esse livro nos da a impressão de que muito mais virá pela frente assim que terminamos de ler, o que deixa o leitor intrigado.

Falando um pouco sobre a impressão: não achei das melhores, poderia melhorar sim, mas como gosta de olhas amareladas e fontes um pouco maiores, já dou 10. E não só isso, cada personagem tem sua própria narrativa, ou seja, só as mulheres Beauchamp. Tudo é bem bonitinho e organizado, a leitura não é demorada ou chata, na verdade ela segue uma linha de raciocínio linear, embora eu ache que os acontecimentos no final foram feitos na correria e poderia ter tido mais explicação, embora passe longe daquele típico final Disney de felizes para sempre, nos trazendo uma bela surpresinha, que tanto na série quanto no livro, eu não esperava. Também é válido falar aqui que todas as mulheres Beauchamp são exatamente iguais as da série, não só fisicamente quando se vê a descrição de cada uma, mas o temperamento e a forma como cada uma é, também é igual da série.
O livro nos trás familiaridade quando o lemos depois de assistir a série, e ouso até dizer: mata um pouco da saudade.

Abaixo uma frase do livro para você se interessar mais:

Droga, ele tinha que ser tão bonito? Ela pensou estar imune a esse tipo de coisas. Que clichê: alto, moreno e bonito. Ela odiava caras arrogantes e metidos, que pensavam que as mulheres viviam para servir seus vorazes apetites sexuais. Ele era o pior criminoso do tipo, fazendo guinchar sua Harley; e que cabelo ridículo, aquele tipo de franja confusa e farta caindo nos olhos, aquele calor sensual de chega-mais. Mas havia outras coisas. Uma inteligência. O saber em seus olhos. Era como se, ao olhar para ela, ele soubesse exatamente o que ela era e como ela era. Uma feiticeira. Uma deusa. Alguém não desta Terra, mas também não fora dela. Uma mulher a ser amada, temida e adorada.”

Bom, a partir daqui darei meu ponto de vista sobre os principais pontos do livro em relação a série, não sei se é bom vocês lerem, mas se quiserem fiquem a vontade, só não vale reclamar depois. O aviso foi dado ❤

ATENÇÃO: CONTÉM SPOILERS

Pontos positivos: O livro detalha melhor o relacionamento de Freya com os irmãos Gardiner, na verdade, o relacionamento deles é até diferente da série (ah vah) e não me culpem, eu achei o livro ótimo, só que gostei mais da série. Porém, o livro vai revelar coisas sobre os irmãos Bran (Dash na série) e Killian Gardiner que na série são um tremendo mistério. Até por que na série vemos o gêmeo de Freya tretar de leve com Killian e isso tem algo em comum com o livro, por que em algum determinado ponto dele, esse irmão gêmeo vai aparecer e dizer que quer se vingar de Killian por que não sei hahaha e o pior, não sei mesmo, mas da pra ter uma noção, já que Bran apronta horrores nesse primeiro volume.
Além desse ponto positivo, eu gostei muito das duas histórias, da série e do livro serem parecidas, terem um cenário confortável. Gostei muito de cada mulher Beauchamp ter um mascote, por exemplo: Freya tem um gato preto chamado Siegfried, Ingrid tem um grifo chamado Oscar e Joanna um morcego chamado Gilly, e elas podem se transformar ou adotarem a mesma forma desses mascotes.
E o ponto mais interessante é que na série vemos uma restrição de magia que é imposta por Joanna durante toda a trama, no livro há um conselho que restringe as bruxas de usarem seus poderes enquanto habitam o mundo humano, chamada de terra do meio.

Pontos negativos: O que mais odiei foi a falta que senti de Wendy, me decepcionei em saber que na série ela é uma figura criada e no livro ela não existe. Pelo menos não sei até que ponto do livro ela não existe, mas fiquei muito decepcionada com isso, uma vez que a nossa querida tia Wendy era a alma da coisa toda, dava humor e tinha um espirito carismático. Esse foi, pra mim, o ponto negativo principal. Mas pelo menos temos uma breve ideia do que é o inferno que ela se meteu no final da segunda temporada, pois no livro fala brevemente sobre o submundo, onde é habitado por Helda, irmã de Joanna. O interessante é como tanto o livro quanto a série aborda o tema de deuses e deusas nórdicas, é por isso que acho tão incrível, por que nunca vi alguém falar disso de uma maneira inteligente.
Outro ponto negativo: Os nomes de alguns personagens foram mudados, por exemplo, Dash da série se chama Bran nos livros, e o pai de Freya que se chamava Viktor na série tem outro nome no livro. Isso foi algo que logo de começo confunde um pouco dependendo da perspectiva.

♠ ♠ ♠

Finalizando, esse foi o nosso especial mês das bruxas, não pudemos fazer mais do que algumas resenhas no tema, o que foram 4, mas nós continuamos com certeza a todo vapor idependente da data e é isso aí. Se você gostou, não deixe de continuar nos acompanhando, pois são vocês que fazem toda a diferença por aqui. Um grande beijo ❤

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2 thoughts on “Resenha: As Feiticeiras de East End

  1. Já adianto que não assisti à série ou li ao livro.

    Série e livro são dois universos distintos, cada um com o seu público alvo. Série abrange um público bem maior, por causa da acessibilidade à televisão, internet, smartphones, computadores, notebooks e por que não aos livros. Não dependem tanto de explicações (profundas como no livro), sendo que a maioria delas não são narradas, mas se passam em imagens, efeitos de som e músicas que o público deve subentender em sensações visuais, auditivas e emocionais “programadas” pelo diretor e equipe de produção e pós-produção. Além de contar com trailers que instigam as pessoas a assistirem, muitas vezes o trailer não tem nada haver com o filme em si, serve apenas para vender. E sabemos, vende. E depois que você está na sala de cinema, vai desistir? Acho que não, né? Livro abrange um público mais seleto, que gosta de imaginar, de fazer a história rolar na mente. De fazer suas próprias ligações e associações mentais, criando um meio ambiente pra história que lê, derivado de sua bagagem literária, musical e por que não visual (vindo de filmes do gênero, que definem padrões de ficções, por exemplo). São raros todos os livros bons serem divulgados, uma por que existem muitas editoras, muitas editoras pequenas, muitos escritores e muitos escritores pequenos e sem editoras para lançar mercadologicamente seu livro. Dependendo de alguns recursos como o de alguns site que propõe imprimir o livro em baixas cópias para suprir essa necessidade do escritor de disseminar sua escrita. Na maiolica dad vezes não existem trailers ou pulicidades no facebook, salvo de grandes escritores como J. K. Rolling, que tem a grande massa às mãos devido aos livros e filmes rodarem no mundo todo e ser do conhecimento de todos. Livro depende de resenhas, reviews na internet e de leitores que indiquem a leitura aos outros. Os livros têm o seu charme. E, posso dizer por mim: adoro ler! Prefiro mil vezes ler do que assistir. Assistir é automático, você senta e espera vir a informação. Ler não, você tem que virar a página, e depois as vezes voltar algumas páginas para voltar a ler alguns trechos. Você pega, sente no tato a capa, a textura do papel, o cheiro gostoso da tinta no papel (se assemelhando ao cheirinho e sensação de carro novo), corre os olhos por cada linha e tenta decifrar palavras novas, aumenta seu intelecto e associações, está com a mente no mundo das idéias igual à de quem escreveu.

    As vezes é por isso que a série muitas vezes não tem muito ou nada haver com o livro. Pois são pessoas, como vimos acima, MUITO distintas. E bota tintas nosso!

    Ah, espero ter ajudado! Abraço, Nini!

    Liked by 1 person

    1. Com certeza, Paulo. Compartilhamos da mesma opinião. Ainda que, eu leia pelo tablet, também prefiro impresso, temos isso em comum, o cheiro de tinta, de folha, de coisa nova. Tudo isso é um grande prazer pra mim e não há nada que me tire essa sensação. Inclusive quando o livro já está velho. Outro cheirinho bom!!
      Sobre a diferença entre séries e livros, realmente você tem razão, e o que ocorre muito é aquela crítica danada de que a série ou filme não é igual, mas é uma adaptação, não é pra ser igual, e temos que saber reconhecer que tanto um quanto outro podem ser bons. No caso de Witches Of East End, quando eu assisti nem sabia que tinha livro, e embora triste por ter sido cancelada, comprei o livro e foi sossegado. É uma leitura bem leve, embora acho que no próximo volume dê mais detalhes!! Estou esperando por isso!!

      #nini

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