Locomotiva Literária

Resenha: Beijada por um Anjo Vol.2 – Elizabeth Chandler

Ok Ok, podem me martirizar, crucificar, eu aceito! Realmente sumi das resenhas e não tenho trazido tantas novidades como gostaria. Mas felizmente encontrei tempo para continuar lendo esta série arrebatadora de livros que me prende a leitura de uma forma que beira ao paranormal.

Enfim, eu realmente não tive tempo de terminar outras leituras, como as de Janeiro e Fevereiro postadas aqui no blog, por conta de alguns problemas. E quem é leitor sabe que queremos ler tudo ao mesmo tempo e nunca dá certo. Mas calma que ainda teremos resenhas sobre Grim Reaper e O Jardim dos Esquecidos mais pra frente. Então, no momento, vamos nos contentar com o que temos e borá!

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Bom, como se trata da resenha de um segundo volume, pra quem ainda não leu o primeiro, recomendo a ler a resenha que eu fiz no começo do ano e parar por aqui por que toda resenha minha contém spoilers depois do aviso. E se você, meu anjinho leitor não tiver lido o primeiro volume, vai ver spoiler em tudo, por que a resenha nada mais é do que discorrer sobre um ponto de vista de uma história e para contar meu ponto de vista preciso falar sobre a história. Então sejam compreensivos e fiquem a vontade —- > Clique aqui para ler a resenha do primeiro volume com muito carinho.

E agora que já escancarei esse lindo aviso pra vocês, vamos começar a resenha?

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Neste segundo volume se Beijada por um anjoA Força do Amor” temos um Tristan esperançoso, embora morto, e sabemos que um echo ficou no final do primeiro volume, descobrimos que o acidente de carro de Tristan, não foi bem um acidente. Por aí já temos um indício de que a história que prossegue pode ser mais assustadora do que imaginamos no começo. E eu realmente tive esse toque de medo enquanto lia. Custou para entender que não era o Tristan o alvo dos acontecimentos e sim a Ivy. Então, nesse segundo volume, vamos percebendo cada vez mais que a Ivy é a garota que corre perigo e precisa ser protegida por que há algo ou alguém atrás dela para feri-la ou até pior.

E por isso nós temos o Tristan e Lacey, uma atriz famosa que morreu dois anos antes, que desde a morte do nosso anjo favorito está o ajudando a perseguir Ivy, tentando descobrir quem quer machucá-la, quem armou para que o carro dele não tivesse freio no dia da sua morte, quem está por trás de todo esse rolê do mal e qual a razão. E claro, Lacey sempre o ajudando a aumentar seu poder para que se comunique com pessoas de canal aberto para orientar Ivy a não pisar nas bombas do campo minado, que geralmente são sua amiga Beth, seu irmão Philip e um Will que não sabemos ainda o que ele é da Ivy, apenas que ela não quer uma aproximação com ele.

Porém, embora hajam esses avisos para Ivy, ela vive surtada, por que ela não consegue esquecer Tristan, não consegue mais acreditar nos anjos que ela passou a vida toda acreditando e isso cria um bloqueio para que Tristan não consiga chegar até ela ou que seus avisos soem piadas ou brincadeiras de mau gosto, o que coloca os amigos de Ivy e seu irmão numa saia justa.

Enfim, dentro desse contexto, o que posso dizer é que, cada página que li me prendeu de uma forma surpreendente, o livro é simples, a escrita é simples e descomplicada e por isso flui naturalmente, ou seja, não há nada demais, mas o mistério que corre devagar, o envolvimento dos personagens e os sonhos que Ivy vem tendo desde a morte de Tristan que combinam sempre com o “suicídio” da mãe de Gregory, cada pista que ela vem tendo nesses sonhos vem trazendo cada vez mais um aprofundamento, questões que precisam ser resolvidas e que me deixaram afobada pra saber logo o que acontece. É por isso que esse livro não fica para trás, não perde a graça. Ouso até mesmo dizer que ele traz um pouco de Hush Hush para dentro do contexto, só que um pouco mais melancólico e devagar.

Até agora, falei apenas dos principais personagens, mas não mencionei Gregory, irmão adotivo de Ivy, que pra quem não se lembra, veio do casamento do seu pai com a mãe de Ivy, e acredito não ter dado muitos detalhes na outra resenha; e Suzanne, sua melhor amiga. Nem mesmo Eric, melhor amigo de Gregory, que apesar de tudo, faz tanta parte desse enredo como qualquer outro personagem.

Acontece que, Gregory é uma pessoal completamente diferente nesse segundo volume, o que o torna um suspeito muito provável, por que a gente sabe né galere, uma pessoa só fica boazinha quando quer alguma coisa. E eu desde o começo não vou com a cara desse metido. O que me leva a detestar a Suzanne cada vez mais, por que essa amiga da Ivy simplesmente começou a virar uma vadia encrenca logo após começar a sair com o Gregory. E Eric, bem, esse é um personagem peso morto, viciado em drogas e sempre com jogos perigosos, desafiando Ivy e se metendo onde não deve. O problema é que, por ele ser justamente assim que ele se torna um forte alvo para Tristan investigar e ligar as coisas.

ATENÇÃO: ALERTA DE SPOILERS

Bom, como já falei um pouquinho do que acontece na história, sem literalmente falar o que acontece na história, agora esta é a parte em que eu falo os pontos positivos e negativos da história, contando um pouco de spoilers para quem já leu para que a gente converse sobre isso, enfim.

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A Lacey é um dos principais pontos positivos, ela sempre tem um comentário para ser feito que tire o leitor um pouco dessa orbita de mistério e melancolia, digamos que ela é o personagem que da graça para o livro mas que nós ainda não sabemos qual é o propósito dela ali e sabemos muito pouco sobre ela. Tudo o que sabemos é que ela é uma estrela de Hollywood que morreu num acidente aéreo. Tirando a grande ajuda que ela dá a Tristan. Enfim, acho a Lacey incrível e uma personagem que está se desenvolvendo cada vez mais.

O segundo ponto positivo, embora ache a maioria negativa no contexto de: Tristan é um anjo e nada pode ser feito é: essas pequenas dicas que a autora vai criando, vai dando para alimentar a nossa imaginação a cerca de Tristan, ele é quem faz a ligação dos pontos, ele é quem entra na mente, no sonho, no corpo das pessoas e fazem com que elas façam coisas ou digam / escrevam coisas que não querem e fazem-nas se sentir invadidas ou estranhas depois, e tudo isso para um bem maior que no final cada personagem vai entendendo melhor o que está acontecendo e acreditando com mais facilidade. Então Tristan é um personagem grandioso, ele sabe que Ivy corre perigo por que ela viu alguma coisa referente ao “suicídio” da mãe de Gregory, e por isso querem dar cabo a ela. Inclusive, é o nosso grande anjo da guarda quem a salva desse irmão adotivo que quer feri-la e só nos damos conta das intenções de Gregory justamente no final, quando ele a deixa drogada e a leva para uma estação de trem para dar cabo a ela. Então Tristan usa Philip para ir atrás de Ivy e salvá-la. Isso abre um grande espaço sobre o que realmente aconteceu no final.

Outro ponto positivo da história em relação a Tristan é a presença que ele tem sobre os amigos de Ivy, os avisos que ele manda para Ivy usando seus amigos, ela nunca acredita e acaba sendo vítima todas as vezes, tudo por que na mente dela, se os anjos realmente existissem, Tristan não teria morrido.

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Para os pontos negativos, eu deixo com certeza a Suzanne em primeiro lugar, por que olha, nesse segundo volume, ela ganhou de chata e insuportável, até mesmo de Eric, mas a diferença é que Eric a gente já sabe que é chato desde o início e por isso suporta um pouco. Mas essa menina, ela não me desceu um mísero segundo. Tudo por causa da obsessão insana dela por Gregory e um ciúme anormal dele com Ivy. Não há um momento durante toda a história que ela não da uma de chata pra cima de Ivy por que Gregory fica olhando pra ela, correndo atrás, passando tempo. Então, ela simplesmente se tornou a insuportável da história e acho que ela merece muito bem esse título.

O segundo ponto negativo é que, apesar do ciúme da Suzanne ser algo besta, ele não é de fato algo besta, por que a partir do comecinho do final do livro Gregory começa a investir em Ivy, eles se beijam, rola um clima, enfim. E eu acho isso nojento, ainda mais depois de quatro semanas Tristan ter morrido. Talvez na cabeça do leitor haja uma condenação por conta da personagem, eu mesma achei isso sem critério. Mas a jogada principal está aí: por que não se aproveitar de uma garota fragilizada pela morte do namorado para criar aproximação e confiança para que ela não desconfie de algo que está acontecendo? Esse é o intuito de Gregory. Então vemos a história criar formas e contornos cada vez mais, ele é culpado de algo, Ivy vai começar a se lembrar do que, a desconfiar e ele precisa incessantemente que ela confie nele para que ele dê cabo nela. E por favor, nem venham defender o cara, no final do livro ele drogou a menina e tentou matá-la numa estação de trem. Quem acha que foi Gregory que matou a própria mãe levanta a mãozinha aí 🙌🙌🙌

Eu tenho certeza que foi ele, e além de tudo com a ajuda de Eric e a cobertura do próprio pai Andrew. Aquela desculpinha de “vim buscar uns documentos da faculdade para levar no passeio” não colou muito comigo não. E se você não percebeu esse buraco negro sobre esse personagem que menos aparece, então lê de novo e tenta enxergar que mais cedo ou mais tarde vai ter uma reviravolta e ele vai aparecer também.

Outra coisa que me deixou muito louca é essa descrença da Ivy nos anjos, a raiva que ela criou sobre eles e a mágoa. No final do primeiro volume ela tentou quebrar todas as suas estátuas de anjos e acabou dando para Philip se ele nunca mais falasse de anjos. Ok que aos poucos vemos uma evolução na volta da crença dela. No primeiro volume eu achava que isso era uma coisa sem nexo, e logo após é que ligamos que é a morte de Tristan que dá nome ao livro, que traz a crença nos anjos e que não é só uma coisa banal que a autoria criou. Então a Ivy me irritou um pouquinho sim, por que na falta de acreditar ela não podia enxergar Tristan, nem ouvi-lo, e ele muito menos podia entrar na mente dela, nos sonhos dela para orientá-la diretamente sobre os perigos que ela corre. E quando ele fazia pelos amigos e o irmão de Ivy, isso a irritava, fazia com que ela se afastasse e eu tinha vontade de pular dentro do livro e dar um sacudão nela e falar: pelo amor de deus, acorda, menina!!

Então, é isso pessoal, espero que tenham gostado dessa resenha, eu sei que esse livro, essa série já está pra trás há um tempo, já é uma série “idosa” entre as leituras atuais, mas acho que os blogs de literatura não precisam só se ater a livros contemporâneos, a livros que estão saindo das editoras amanhã para consumo. Nós temos que levar todo tipo de leitura ao público e acho que não importa qual, mas desde que possamos transmitir, é válido.

Um grande beijo a todos, desejo uma boa leitura e logo, espero, temos mais resenhas por aqui ❤

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