Resenha – Social Killers.com

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“Porque a todos é concedido ver, mas a poucos é dado perceber. Todos veem o que tu aparentas ser, poucos percebem aquilo que tu és”.

Maquiavel

Esta frase caracteriza todo o conteúdo deste livro, então, não se impressione somente com a sofisticação da belíssima capa platinada, pois não é tão magnífica quanto o seu conteúdo.

Por acaso, não é assim que agem os psicopatas no mundo virtual? Eles estão dispostos a tudo e, para atrair suas vítimas, precisam apresentar algo convidativo aos olhos delas, ser tudo o que todas elas desejam, mas, no seu interior, eles escondem o que realmente são e, infelizmente, as vítimas só se dão conta da existência desse perigo quando se veem cara a cara com o mal.

Com o surgimento das redes sociais, crimes de todos os tipos vêm ocorrendo constantemente, graças à grande facilidade das pessoas de se conectarem uma com as outras, em qualquer lugar no mundo, o que facilitou a interação das pessoas. No entanto, não é nenhuma novidade os crimes envolvendo o mundo virtual, todos os dias, seja na TV ou jornal, estamos sempre sendo alertados sobre os perigos no interior do mundo virtual, mas nem isso parece ser o suficiente para aumentar a vigilância das pessoas com quem elas andam se conectando.

Quando ouvimos relatos de um crime passional envolvendo o mundo virtual, temos a nítida impressão de que estamos ouvindo o mesmo noticiário. Mas, infelizmente, a resposta é não. Espantosamente, casos desse tipo se repetem todos os dias. Talvez, por esse motivo, a Dark Side Books trouxe aos leitores o livro “Social Killer.com – Amigos virtuais, assassinos reais”, escrito por RJ Parker e JJ Slate.

O livro aborda crimes chocantes que ganharam as paginas policiais, antes e após o mundo digital, envolvendo assassinos que atraiam suas vítimas por meio de catálogos de jornais, seja na contratação para um emprego inexistente, estupradores dos classificados, que entravam em contato com mulheres que vendiam itens domésticos. Mas nada supera os crimes envolvendo o mundo cibernético. Por mais que eles digam quem são, seus olhos jamais enxergarão do que suas mentes perversas são feitas.

“Pessoalmente, Anthony Powell podia até parecer um sujeito normal, mas quem o visse na internet logo perceberia estar diante de uma pessoa desequilibrada”

Verdade seja dita, a internet facilitou a vida de todos e vem evoluindo cada vez mais. Não, isso não é ruim, mas existe um grupo especifico de pessoas que também veem evoluindo seus métodos para caçar suas vítimas. As pessoas são ingênuas ao liberarem informações pessoais demais nas redes sociais e parecem descrentes com os perigos que as rodam, atraindo para si esses tipos de predadores. Se vocês são do tipo de pessoas que precisam de muito para se convencerem, eu os desafio a ler este incrível livro, preparado para alertar todos vocês. O mundo virtual de um sonho pode se transformar num pesadelo real.

“Não se esqueça de que eu só tenho 12 anos”

Social Killers.com

 

É culpa da vítima

A culpa é da vitima Sem dúvida, toda vítima de abuso sexual é culpada. Ela apenas dormia quando o agressor invadia seu quarto, quando ela o olhava implorando para que ele não o fizesse. Na verdade, ela o sugeria que continuasse, ela não gritou, não pediu ajuda, porque era egoísta, não estava preocupada se sua mãe ouvisse, ou o que ele seria capaz de fazer contra ela ou alguém que ela tanto amasse. Ela se silenciou por puro despeito, porque ela queria ser tocada, ela desejava aquilo mais que qualquer outra coisa. E sobre a esposa que não estava bem, ou apenas queria descansar, ela disse “não”, pois queria ser agredida fisicamente e psicologicamente, ela queria ser jogada na cama e ser penetrada com força, pois era isso que ela lia nos livros eróticos. E aquelas que ainda tentam reconhecer as letras que formavam o seu nome? Aquelas que apenas brincavam com as amiguinhas? E o que dizer das exibidas, que usam roupas do momento? O nosso clima não é nem um pouco tropical pra elas andarem se mostrando dessa forma. Elas não se cuidam porque amam seus corpos, elas usam roupas curtas com um único propósito, um convite. É isso o que todas querem, seja em casa, na escola, numa festa, numa reunião em família, ou numa igreja, afinal, todas as mulheres querem ser estupradas, nasceram para isso, para se sujeitarem à humilhação oferecida por alguém que reconhece um convite.

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No G1 saiu a seguinte matéria :

Edição do dia 21/09/2016, 21/09/2016 13h43 – Atualizado em 21/09/2016 15h19

Um em cada três pessoas diz que estupro é culpa da vítima, diz pesquisa

O mais alarmante é que 32% das mulheres entrevistadas na pesquisa também concordam com esse pensamento.

Segundo a pesquisa, muitos dos entrevistados transferiam a culpa para o estilo de roupa que as meninas tem preferência em usar e não ao agressor.

Não é justificativa apontar para o shortinho curto. Se fizerem uma pesquisa, meninas que aderem esse estilo de roupa não ficam nem em terceiro lugar nos casos de estupros. Veja como são os pensamentos de pessoas pequenas, presas em seus mundos pequenos, alienadas por um conceito que se difere anos após ano. Uma agressão sexual não é justificável. É isso que todos precisam entender. A cultura do estupro tem que acabar.