Conheça os livros que ganharão as telonas em 2017

Você sabe quais livros serão adaptados para o cinema em 2017? Pois bem! O Estação Imaginária traz uma lista de alguns livros que ganharão as telonas neste ano.

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Resenha – Morte Súbita

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Finalmente eu li, efetivamente, um livro de J.K. Rowling. Não me julguem: eu não li Harry Potter, apenas assisti aos filmes. Mas já prometi que vou ler em breve. Enfim, Morte Súbita, é o primeiro livro que leio com o nome de J.K., apesar de ter lido seus outros três livros sob o pseudônimo de Robert Galbraith (que tem resenha aqui também!). Bom, se eu adorei esses livros, sabia que Morte Súbita não seria diferente. Lembrando que daqui pra baixo tem spoilers e o risco é todo seu! 

Por mais de 500 páginas, eu conheci o pequeno povo de Pagford (e adjacências). Eu diria que essa pequena cidade tem todos os requisitos para um lugar aconchegante, pequeno, que algumas pessoas odeiam mas que as que vivem ali há décadas defendem com unhas e dentes. J.K. consegue mostrar isso com maestria. Ela te introduz na pequena comunidade como se você morasse lá e fosse um observador de toda aquela história que se baseia, no que muitos descrevem, e eu concordo plenamente, em um protagonista ausente: Barry Fairbrother.

Sim, é um grande spoiler, mas, vivo, Fairbrother só aparece nas primeiras páginas. Todas as demais vezes em que ele é mencionado, é apenas a memória do falecido que desencadeia tantas coisa que ao final da leitura, você fica sem fôlego. Eu me senti assim.

Deixe-me caracterizar um pouco os residentes de Pagford (e adjacências): tem os fofoqueiros de plantão, os amantes, os forasteiros, adolescentes pirracentos, pessoas em busca de poder e, um dos pontos principais da trama, os dependentes químicos, Você pode ver a partir disso que Morte Súbita trata de assuntos tão relevantes como o uso das drogas, o preconceito, a infidelidade, entre outros temas.

O fato é que todas essas páginas passam rapidamente enquanto você se envolve na história dos residentes da cidade, tudo, sempre, em consequência à morte de Fairbrother. Quando eu vi a descrição de que esse livro tinha um protagonista ausente, fiquei curioso e me surpreendi como J.K. conseguiu conduzir a história diante desse fato. E não são só as histórias, mas há uma certa filosofia em cada uma dessas pessoas e eu acho que isso, muitas vezes, reflete no que nós pensamos.

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Um pequeno spoiler para, quem sabe, te instigar a ler esse livro: o distrito de Pagford não tem uma prefeitura. Tem um conselho formado por pessoas que tomam as decisões pela cidade. Fairbrother tinha uma cadeira no conselho, e era um dos principais conselheiros, com opinião forte e, com toda certeza, conseguia obter votos a favor de algo que, para ele, era em benefício da cidade. Pois bem, eis que ele morre e sua cadeira fica livre para alguém ocupar. É a partir daí que surge toda a trama: quem substituirá Fairbrother, já que a escolha é primordial para uma decisão que abalaria toda a cidade.

É como uma guerra, ou duas ideologias: a direita e a esquerda. Um lado tem uma opinião contundente sobre o que deve ser feito com a clínica de reabilitação e a permanência de um bairro que, na verdade, é marcado por dependentes químicos. O outro lado defende a permanência dessas pessoas, o apoio a elas já que, para eles, o trabalho tem gerado resultados. Essa é a mesma opinião de Fairbrother e a escolha de seu sucessor depende de tudo isso.

Qual lado ganha? Posso te garantir que até descobrirmos tudo isso, já estaremos tão envolvidos na história que seremos, de fato, residentes de Pagford e do seu receptivo povo. Enquanto isso, recomendo essa leitura e espero que você goste. São pouco mais de 500 páginas de diversas histórias, todas ligadas à mesma pessoa e não fica cansativo nunca. Na verdade, tudo o que você quer ver é: até que ponto as pessoas vão continuar vivendo normalmente até o momento em que tudo explode? Bom, isso, você só vai descobrir lendo!

Ficha técnica

Morte Súbita (título original: The Casual Vacancy)

Autora: J.K. Rowling

Editora: Nova Fronteira

Ano: 2012

512 páginas

Resenha – O Bicho-da-Seda (Robert Galbraith)

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Olá mais uma vez! Bom, depois de O Chamado de Cuco, vamos falar de O Bicho-da-Seda, do mesmo autor, Robert Galbraith, pseudônimo de J. K. Rowling. Pra quem leu o primeiro volume da história do detetive Cormornan Strike, já sabe que J. K. se mostrou um gênio em um dos meus estilos favoritos: romance policial. Antes de mais nada, já sabe, daqui pra baixo pode conter spoilers. A escolha é toda sua!

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Resenha: Cidade dos Etéreos & Biblioteca de Almas

Crianças, hoje vamos falar de dois livros de uma vez! Depois de O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares (ufa!), vamos de Cidade dos Etéreos e Biblioteca de Almas, as sequências do primeiro. Não aguentei e tive que ler correndo para saber como acaba a saga dos peculiares. Bem, digamos que, poderia haver diversas novas histórias, mas esse episódio chegou ao fim e estou torcendo para que o autor, Ransom Riggs, nos presenteie com novas histórias. Bom, vamos às resenhas, com aquele aviso de sempre: cuidado com spoilers. Tento não ser muito estraga prazeres, mas nunca se sabe quando você vai se sentir spoilerizado!

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Resenha – O Chamado do Cuco

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Sou apaixonado por romances policiais e, quando comecei a ler O Chamado do Cuco, de Robert Galbraith (pseudônimo de J. K. Rowling), percebi que ele não me decepcionaria nesse estilo. Não foi diferente. A história é surpreendente e conta o envolvimento do detetive particular Cormoran Strike, falido e sem aquela fama necessária para o seu sucesso com um verdadeiro chamado de Cuco, como alguns amigos conhecem a supermodelo Lula Landry. É a chance de ouro de Strike, sem ele perceber. Mas investigar um aparente suicídio não é tarefa fácil e é a partir desse momento que toda a história começa a se desenrolar. Alerta de spoiler, você foi avisado! Confesso que abusei dessa vez…. eu acho!

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Resenha – Extraordinário

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Esse livro é Extraordinário. Ok, trocadilho ruim, mas convenhamos: não tem outra palavra que descreva melhor esse livro de R. J. Palacio. Um pequeno aviso antes de continuar: tentei não dar muitos spoilers, mas talvez se sinta “spoilerizado” (se é que isso existe). Portanto, você foi avisado!

A autora conseguiu a maestria de fazer você viver um pouco do que August Pullman passa durante o livro. Auggie, como é chamado pelos mais íntimos, tem uma condição genética que, infelizmente, o deixou com uma aparência não muito aceita na nossa “querida” sociedade. Não quero usar a palavra deformação para descrevê-lo, porque acho que isso induz ao preconceito e esse livro tem a importante missão de mudar a visão retrógrada das pessoas quanto àquilo que é diferente do que estamos acostumados a conviver.

“Sei que não sou um garoto de dez anos comum. Quer dizer, é claro que faço coisas comuns. Tomo sorvete. Ando de bicicleta. Jogo bola. Tenho um Xbox. Essas coisas me fazem ser comum. Por dentro.”

2A narração do livro é feita pelo próprio Auggie, do seu ponto de vista em relação ao que tem que passar durante os desafios de ser “diferente”. Em alguns momentos, essa primeira pessoa muda para pessoas que, na minha visão, fazem toda diferença na vida do garoto. Toda a trama do livro se baseia na entrada de August para a escola. É a primeira vez em toda a sua vida que ele vai entrar em uma escola, sem ser a da sua irmã, Via. Fazendo uma ressalva, Via defende o irmão com unhas e dentes, mas a escola vai mudar algumas coisas na rotina do relacionamento de toda a família.

Os pais de Auggie (Nate e Isabel) não são tão protetores quanto eu pensei que seriam. Acho que eles têm momentos assim. Mas o mais incrível desse livro é como o garoto se desenvolve durante as páginas. O garoto que termina o livro não é o mesmo que começa. E isso é perceptível, obviamente, pelos próprios personagens. Mas sua maturidade é o que realmente me surpreendeu. Ele sabe lidar muito bem com a sua condição e, apesar de algumas vezes não conseguir “aguentar a barra”, ele consegue fazer piada de si mesmo, e isso é incrível.

“Toda pessoa deveria ser aplaudida de pé pelo menos uma vez na vida, porque todos nós vencemos o mundo. – Auggie”

Eu não queria que o livro acabasse, confesso. Eu queria ver mais da trajetória de Auggie, entrando para a faculdade, no seu primeiro emprego, no casamento, com os filhos, enfim… Tem tanta história. A gente sofre junto no livro, não tem jeito, chora mesmo, não vou negar. Mas que dá um orgulho de conhecer a história desse garoto, isso não tenho dúvidas. R. J. Palacio se mostrou uma incrível autora. Como sempre digo aqui: gosto daquele autor que consegue te fazer sentir na pele o que o personagem sente. Não foi diferente em Extraordinário.

Eu aprendi muito com esse livro e eu acho que essa é sua maior lição. Você aprende muita 3coisa, você percebe que às vezes uma barreira, por mais difícil que ela pode ser, só pode ser ultrapassada com persistência, com fé, com amigos e com a família. Eu demorei pra comprar e ler esse livro e, agora, gostaria de tê-lo lido há muito tempo. Mas, como dizem, antes tarde do que nunca. Tenho certeza que você vai gostar, vai se emocionar e vai aprender alguma coisa. Eu acho que Extraordinário tem belíssimos exemplos de ser humano. Destaco-os aqui: Auggie, Via, Jack (Will), Summer e senhor Buzanfa (sério). Mas tem muitos outros que passam pela vida de August que também são sensacionais.

Gentileza: depois de extraordinário, acho que é essa a palavra que define Extraordinário.

“Preceito de Setembro do Sr. Browne:
Quando tiver que escolher entre estar certo e ser gentil, escolha ser gentil.”

Eu me pergunto o que eu diria ao Auggie se o visse. E acho que descobri a resposta: “Auggie, você pode ser diferente de todas as outras pessoas do mundo, mas é aí que está o seu trunfo: você pode ser diferente! Todos os outros são iguais…”

Ah, não se esqueçam: Extraordinário chega aos cinemas esse ano! Não dá pra perder, mas corra pra ler antes, porque eu tenho certeza que você vai amar.

Ficha técnica

Extraordinário

Autora: R. J. Palacio

Editora: Intrínseca

Ano: 2012

320 páginas

 

Resenha: O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares

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Eu acho que já falei aqui o quanto amo livros (sério mesmo). Dos mais clássicos, aos mais fantasiosos. Tenho uma queda maior por essa última categoria. Em minha jornada na leitura, me deparei com livros de fantasia que realmente me surpreenderam. O que mais me fascina neles é que consigo imaginar tudo o que eu autor escreve. Não sou o único, e fico feliz por isso. Gosto de autores que conseguem proporcionar essa sensação e essa experiência: de sentir na pele aquilo que é descrito no livro. Pois bem! Não foi diferente com O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares, de Ransom Riggs.

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Aproveitando as promoções antes da Bienal do Livro

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Certo, a Bienal do Livro começou (e nós estaremos lá), mas aí vem aquelas promoções antes do evento e não tem jeito, tem que aproveitar.

Foi o que fiz… e cá entre nós, na verdade, eu fiz um investimento! Vamos aos livros:

Morte no Nilo, O Assassinato no Expresso Oriente e Um Corpo na Biblioteca, todos da Agatha Christie. A intenção é ter a coleção inteira. Tem também As Crônicas de Nárnia, de C. W. Lewis.

Um autor que eu queria ler há tempos é Laurentino Gomes. Comprei 1808, 1822 e 1889 e tenho certeza que vai valer a pena. Eu Sou o Mensageiro e Markus Zusak foi outro que aproveitei pra comprar. Ouvi falar muito bem dele.

Por último mas não menos importante, Extraordinário de R. J. Palacio. Há tempos que queria comprar esse livro, até dei de presente, mas não consegui ler. E como vai ter o filme, não poderia deixar de comprar.

Depois da Bienal tem muito mais. Nos encontramos lá!

Resenha: O Símbolo Perdido de Dan Brown

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Dan Brown é genial. Ok, isso não é novidade, mas decidi começar a resenha assim pois toda sua genialidade me surpreendeu a cada capítulo, enquanto lia O Símbolo Perdido. Me senti prendido a cada página virada. Eu amo livros em que a leitura flui e eu consigo aproveitar cada palavra impressa naquelas páginas. Esse talento de Brown de te colocar na história como se fosse o protagonista, ou no mínimo um mero observador, é para poucos. Sempre disse isso e sempre vou repetir: tem livros que te fazem sentir na pele aquilo que o personagem sente. A dor dele é a sua dor. A alegria dele te faz sorrir feito idiota dentro do ônibus indo pra casa.

Aviso: singelos spoilers podem surgir daqui pra frente. Desculpe, é a vida. Mas garanto que isso só fará você querer ainda mais ler esse romance e, se já leu, ler de novo (e de novo e de novo…). No começo do livro, confesso que estranhei aquilo que estava sendo apresentado. Mas se tratando de Dan Brown, eu poderia esperar qualquer coisa. Ele mostra um incrível estudo sobre tudo aquilo que escreve e sua fixação em contar sobre a maçonaria me surpreende pois consigo ver que há realidade com ficção em tudo aquilo. Na verdade, uma coisa que pensei quando estava acabando o livro é que, o autor consegue fazer você acreditar naquilo que mentes brilhantes dizem ser real, assim como ele tenta convencer o protagonista que toda aquela busca pelos grandes mistérios é, de fato, verdade.

Sempre gostei mais dos “mocinhos” da história do que o antagonista, mas nesse em especial, eu conseguia sentir a loucura daquele homem que acreditava sem qualquer tipo de receio de que existia um poder divino pronto para lhe ser entregue. Para mim, a história não foge daqueles romances policiais em que tentam encontram o ‘bandido’ da história. Em O Símbolo Perdido, todos sabem quem é o antagonista, mas, ao mesmo tempo, ninguém sabe (vide a surpresa nos capítulos finais do livro).

Uma das coisas mais incríveis desse livro é que, todos os eventos de uma única noite são revelados em quase 500 páginas. Ok, há os famosos flashbacks, que são essenciais para que a história seja entendida, mas o terror, a ação e o mistério são todos reproduzidos naquelas palavras. Voltando a falar de genialidade, amo os autores que conseguem fazer o leitor estar na mente dos diversos personagens que pertencem à história. Em um instante estamos vendo tudo o que acontece da mesma forma que Robert Langdon vê. Conseguimos, aliás, ler seus pensamentos (literalmente). Esses detalhes fazem toda diferença em um livro e a forma como o autor consegue expressar em palavras esses detalhes, é fascinante.

Aliás, uma outra coisa que sempre digo (mais pra mim mesmo do que para os outros), é que esses detalhes transformam qualquer leitura. Transformar no sentido de fazer você, leitor, conseguir enxergar o ambiente, a roupa, as tatuagens, os personagens muito ricamente, graças às particularidades de cada um que o autor consegue escrever nas suas páginas. Não falo isso somente para O Símbolo Perdido, e sim para qualquer outro livro que consegue me fascinar dessa forma.

Acho que nem dei tantos spoilers assim como pensei que faria. Fazendo uma comparação com o primeiro livro que li de Dan Brown, Anjos e Demônios, percebo semelhanças, principalmente na fascinação de teorias de conspiração, de segredos escondidos, por mais que fuja dos segredos religiosos, em O Símbolo Perdido, é possível essa relação, mesmo que de forma modesta, mas que no fim ganha uma importância enorme. Outro detalhe que não posso deixar de registrar aqui: mesmo sem estar lá em carne e osso, pude conhecer um pouco de Washington, a famosa capital estadunidense. Assim como em Anjos e Demônios conheci o Vaticano e, um pouco, de sua cultura.

Acredito eu, que até aqui, sua curiosidade tenha sido aguçada. Se ainda não, te garanto: vale a pena a leitura. Aliás, como (novamente) eu sempre digo: toda leitura vale a pena e, dela, muita coisa pode ser obtida. Não é diferente com O Símbolo Perdido. Sempre tive na minha cabeça um desejo de saber a nossa origem (não que esse livro trate disso), essas teorias de conspiração, quero dizer. Os segredos por trás de tantas coisas. E esse livro me instigou a pensar melhor nisso. Quem sabe quantos segredos nossa humanidade esconde, não é? Até a próxima!