Sorteio de Inverno

Bem-vindo inverno, e ao segundo sorteio do Estação Imaginária!

Como adoramos um bom friozinho, decidimos fazer um super sorteio de inverno propício a leituras quentinhas.

E o nosso escolhido foi o recém lançamento da Editora GaleraEm Águas Sombrias da autora Paula Hawkins, mesma autora de A Garota no Trem.

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Para participar é muito simples, primeiro você deve acessar seu Instagram e entrar no nosso perfil. Clique aqui!

REGRAS DO SORTEIO

Assim que tiver acesso ao nosso perfil, deverá procurar a foto oficial do sorteio colorida e seguir o passo a passo na descrição da imagem, que consiste em: curtir a foto, compartilhar no modo público, marcar três amigos por comentário e seguir nosso perfil.

Mas atenção: não contamos marcações de perfis fantasmas, perfis desativados e perfis de famosos, também não vamos dar credibilidade a perfis que deixarem de nos seguir antes da conclusão do sorteio, cada uma dessas coisas geram pontos e quem pontuar mais alto ganha 😉

Temos como principal regra ao ganhador: Este deverá se apresentar no chat privado do Instagram com dados para envio até 24h depois de anunciado, caso contrário será escolhido um novo ganhador que deverá respeitar também o prazo.

IMPORTANTE

Não nos responsabilizamos pela entrega, pois ela será feita mediante às informações fornecidas pelo ganhador e pela transportadora das livrarias online em que será feita a compra do livro.

O sorteio será finalizado no dia 31/07/17.

♠♠♠

Desejamos aos participantes que a sorte esteja a seu favor e agradecemos por mais um sorteio aqui no blog ser possível ❤
Um ótimo friozinho a todos!!

Atenciosamente,
A Equipe Maria Fumaça!

Happy Valentine’s Day <3

A todos os casais, a todos os amantes, a todas as pessoas que nutrem algum sentimento amoroso por alguém especial, a todas as pessoas que precisam de amor para respirar, a todas as pessoas que ainda não encontraram sua alma gêmea e vão sim encontrá-la, a todas as pessoas que espalham esse amor da forma mais pura. Este dia é de vocês, que amam intensamente a cada dia.

Nesta data, toda a equipe agradece por serem leitores tão apaixonados, por serem nossos leitores, nossos amantes. E acima de tudo desejamos ainda mais romance na vida de vocês, desejamos que tenha um feliz dia dos namorados ao lado daquela pessoa que vocês amam e que te ama também. Sendo ele ou ela personagens literários ou não.

Nós também amamos e por isso amamos todos em conjunto!

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Atenciosamente,

A equipe Maria Fumaça!! ❤

Leitura em #trio

Este mês, as top leitoras do #EstaçãoImaginária entram numa leitura tripla e o bonito escolhido é um lançamento do mês de abril, da autora Paula Hawkins: Em Águas Sombrias. Mesma autora do best seller A Garota do Trem.

Clique nas imagens para ampliar:

Os livros foram um presente da nossa linda #KFSchneider, a loirinha de óculos mais amorzinho que você vai ver hoje e que você respeita, isso é que é amiga de verdade: que compra livros e envia com todo carinho do mundo para as outras ❤

Além de tudo, nossa amiga vai estar na Bienal do Livro do Rio este ano para pegar autógrafos com a autora. A notícia não é fantástica?

Então galere, partiu ler!

E você? Já ganhou algum livro de uma amiga top? E qual sua leitura do mês? Conta pra gente que super queremos saber!!

Novos Marcadores!! 🚃🚃🚃

Olá galera! Como estão?

Hoje estamos trazendo uma novidade que está fervendo. Ficaram prontos os novos marcadores do blog e nós não poderíamos estar mais felizes com isto!! Eles chegaram ontem a tarde!!

Ganhamos a arte dos marcadores de um amigo da equipe que, em comemoração ao primeiro aninho do blog, no ano passado, nos fez essa homenagem. Não podíamos deixar de aproveitar. Então, agora eles ficaram prontos, embora meio tarde, mas não tínhamos condições antes de fazê-los. Em breve faremos um sorteio e o ganhador levará pra casa alguns desses lindos marcadores ❤

Então, meu agradecimento especial vai para o Wesley que projetou esses marcadores. E um agradecimento mais que especial a todos vocês que fazem esse blog ser possível sempre. É por vocês que estamos aqui, lutando contra a rotina, para trazer sempre novidades. Um agradecimento também à toda a equipe que tem trabalhado nesse tempo todo com muito carinho!!

Também estaremos distribuindo esses marcadores na semana que vem aos leitores. Então quem se interessar, comente “Eu quero” lá embaixo, deixe suas informações para correspondência que estaremos enviando! 😀

Um grande beijo a todos, uma boa leitura e estejam sempre todos à bordo!

Feliz 2017 🎉🎉🎉

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Ano velho partindo, ano novo chegando!!

A equipe Maria Fumaça do Estação Imaginária agradece por todo o apoio que os leitores tem dado durante esse um ano em que estivemos juntos, queremos lembrar que, sem toda essa dedicação, carinho, amor, não estaríamos hoje, aqui, todos juntos.

E embora tenhamos ficado ausentes nesse meio tempo, sempre estamos aqui para receber de braços abertos a todos vocês. Que neste novo ciclo que se inicia, cada vez mais, estejamos unidos e com cada vez mais conteúdos e dicas diferenciados.

Que este ano façamos sempre o nosso melhor!!

Boa leitura aos leitores viciados como todos nós, que a sorte esteja com vocês ✌✌✌

#HappyBDay Estação Imaginária!!

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Há exatamente um ano uma ideia se iniciava, com tantos exemplos de como se criar um nome. Com tantas opções a serem escolhidas.

Então nasceu o Estação Imaginária, que tem como inspiração a ideia dos pensamentos serem transportados como trens rodoviários para uma ida sem volta aos confins da imaginação. Afinal, esse é nosso lema. Trabalhar a criatividade, os textos, os poemas, as dicas, as fotografias, tudo o que amamos e só pôde ser possível neste um ano com o apoio de todos que tem nos acompanhado. E agradecemos, claro, com muito carinho e orgulho por termos sobrevivido no nosso primeiro e pequeno ano. Ainda somos um bebê.

Chegamos até aqui, e agora não tem mais volta!!

Pra esse um aninho de vida do blog, desejamos mais livros ❤ queremos mais força, mais amor ao que fazemos, mais inspiração, mais criatividade. Tudo que alegre os rostos dos nossos queridos leitores. Queremos que vocês, mais uma vez estejam conosco por que sozinhos estamos apenas sozinhos.

Foram inúmeras as nossas realizações, cada mês superávamos uma meta. Cada livro lido, cada resenha escrita, nosso primeiro sorteio de mil seguidores no instagram, toda a atenção que temos recebido com carinho e esmero, e somos tão gratos por isso, a criação do Expresso Imaginário onde divulgamos todas as histórias que compomos para ser mais um meio de entreter nossos leitores. É claro que, ainda falta mais, ainda há trabalho a fazer, mas com tudo o que realizamos somos imensamente felizes. E somos gratos, ainda mais pelas pessoas que se submeteram a trilhar esse mesmo caminho e trabalhar conosco dando forma a esse conjunto: Maria Fumaça do Estação Imaginária.

Sem todos vocês, nossa pequena estação rodoviária nunca funcionaria!

O nosso muito obrigado ❤

A equipe!!

OMG!! Tem SORTEIO chegando 😱😱😱

Primeiramente, bom dia a todos!!
Segundamente, a equipe do Estação Imaginária agradece humanamente termos chego a este momento: o momento de um sorteio em comemoração aos nossos primeiros e únicos 1k de seguidores no instagram!!

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Há alguns meses prometemos que este sorteio aconteceria, mas acabamos por não divulgar muito e deixar as coisas acontecerem. Na época tínhamos metade de seguidores do que temos hoje. E como prometido, aqui ele está e veio pra ficar para a alegria de vocês ❤

Para participar é muito fácil, basta seguir as regrinhas abaixo:

  1. Acessar nosso instagram >>> @estacaoimaginaria
  2. Seguir nosso perfil;
  3. Curtir a imagem colorida do sorteio;
  4. Marcar 3 amigos por comentário (lembre-se que quanto mais, mais chance de ganhar você tem);
  5. Não vale marcar amigos desativados ou perfis de famosos, ok? 😀
  6. Residir em território nacional

O resultado do sorteio sairá aqui, no nossa insta e respectivas redes sociais no dia 30 de outubro às 23h. Os três ganhadores terão 24h para reclamar o prêmio ou será realizado um novo sorteio.
Lembrando que, não nos responsabilizamos pela entrega dos livros, uma vez que será realizada compra online por lojas como Submarino / Saraiva – que será enviado diretamente para o nosso ganhador.

E para o primeiro colocado reservamos a escolha de um destes dois livros maravilhosos ❤
Para o segundo colocado: um pack de marcadores (e não são poucos) que pegamos na Bienal do Livro; E, finalmente, para o terceiro colocado: nossos próprios marcadores.

Não é ótimo?

Então venham participar!!! Que a sorte esteja ao seu favor 😉

Resenha: O Cavaleiro de Bronze I – Paullina Simons

O Cavaleiro de Bronze (The Bronze Horseman no original) não é um livro qualquer. É um livro rico e cheio de valor. É um romance com foco na Segunda Guerra Mundial, que mostra a realidade que a União Soviética passou em tempos de guerra e não só a realidade da Mãe Russia, mas dos nossos protagonistas principais Alexander Belove, Tatiana Metanova e toda a família Metanov.

O que me impressiona neste livro não é o romance proibido que tenta viver em tempos de guerra, mas sim a realidade e o quanto a obra de Paullina Simons é real. É tão real que deveria se chamar: Viver nos tempos de Guerra. E não é piada minha, caro leitor, eu digo isso por que Paullina nos mostra um mundo de destruição, de fome, de frio e morte. Pessoas matando por comida, pessoas morrendo congeladas e doentes. Quem acha que sabe o que é crise, um conselho: pare para ler O Cavaleiro de Bronze e esqueça tudo o que você aprendeu sobre crise, pois nada é crise comparado ao que este livro retrata. Este é um daqueles livros que quando você começa não consegue imaginar o final e é aí que surpreende ainda mais.

o cavaleiro de bronze 1 - resenha

E devo dizer, a obra de Simons era uma meta de leitura há uns 2 anos atrás, quando entrei para a faculdade em 2014, eu havia abandonado a leitura, pois este era o primeiro livro em pdf que eu leria pelo tablet e ainda estava me acostumando à ideia. Então retomei do começo a leitura, já sabendo que este é um livro que me conquistaria inteiramente, mas não imaginando que me prenderia ao livro ao ponto de, até mesmo, sonhar com ele :O

E pra quem não sabe, como todo bom leitor, eu tenho minha listinha de livros favoritos, mas eu não esperava que O Cavaleiro de Bronze entrasse para esta lista. Se não o melhor, um dos melhores que já li. Não é como Beleza Perdida ou Como eu era antes de você, que são títulos que te mudam como pessoa e te transformam mais em ser humano, tampouco se parece com A Menina que Roubava Livros, livro de grande sucesso por retratar, também, a guerra. Não, não é, realmente. Mas é o tipo de livro que mostra ao leitor uma imagem nítida da realidade da guerra, ainda mais ampla, eu diria; é o tipo de livro rico que nos mostra outro tipo de cultura, uma cultura socialista difícil de ser vivida e em épocas ainda mais difíceis  de se manter, até mesmo, vivo.

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“A Segunda Guerra Mundial ainda não havia alcançado a cidade de Leningrado, onde as duas irmãs Tatiana e Dasha Metanova viviam, dividindo um pequeno cômodo com seu irmão, seus pais e avós.
Tudo muda quando as tropas de Hitler atacam a União Soviética e ameaçam invadir a grande, mas decadente, cidade. Fome, desespero e medo tomam conta de Leningrado, durante o terrível inverno no qual a cidade foi submetida ao cerco alemão.”

Não há palavras que descrevam ao certo a magnitude do quão esse livro é profundo e tocante. Além do romance crescente entre o Tenente Belove com Tatiana, que envolve sua irmã mais velha, Dasha, e forma um triângulo amoroso diferente de qualquer romance que já tenha lido.

Sem dúvidas, um livro digno de 5 estrelas e, se pudesse, mais 5. Esta leitura deveria ser obrigatória em todas as escolas, em todos os níveis. As pessoas precisam ler O Cavaleiro de Bronze.

ATENÇÃO: CONTÉM SPOILERS

Olááá e bem-vindos leitores à sessão de spoilers. Onde todo spoiler é contado sem violência e um debate nos comentários pode ser iniciado por leitores que já leram a obra e querem dizer o que acharam numa boa. Já que tem um aviso enorme acima e, caso você seja um perdido que ainda não leu, vaza já daqui ❤ porque não é minha culpa se você ignorou o aviso e prosseguiu. Cof cof, desculpe a delicadeza, cof cof. Então vamos lá.

eu e o cavaleiro de bronze

Em primeiro lugar: Quando conhecemos Tatiana, imaginamos uma personagem infantil, mimada e toda engraçadinha. Mas esse esteriótipo se quebra muito rapidamente a medida com que vai se envolvendo com Alexander e se tornando uma garota mais madura. Mesmo que algumas de suas ações futuras possam vir a ser infantis como dar piruetas, cambalhotas e brincar de soldado no telhado com os amigos de infância. Mas o que surpreende mais em Tatiana é a forma com que é habilidosa e aprende tudo muito rápido. O quão é determinada e forte, sendo ela o pilar de toda a narrativa que sustenta todo o restante de sua família que, infelizmente, morre toda e aos poucos quando a profunda guerra chega trazendo para a cidade de Leningrado fome, frio, doenças, escassez, medo e morte.
E assim como Tatiana, eu também não esperava a força dos alemães e todas as consequências da guerra, mesmo sabendo que ela havia sido devastadora em todos os sentidos.

“Daqui desta estação de clima calmo
Embora estejamos no interior distante
Nossas almas têm a visão daquele mar imortal
que nos trouxe aqui,
Posso em um momento viajar para lá;
e ver as crianças brincando sobre a areia,
e ouvir o mar intenso sempre a rolar.
WILLIAM WORDSWORTH (Tradução livre)”

O começo é algo bem esperado de romance, que ainda assim é uma coisa gostosa de ler, embora embaraçoso para Tatiana. É o dia em que a família Metanov descobre que haverá guerra e decidem enviar o gêmeo de Tatiana, Pasha à um acampamento de meninos em Luga, para a sua segurança. Nem precisa ser um gênio para saber que Pasha é o primeiro a morrer da família, mas ainda assim mantemos uma certa esperança. Neste dia, o pai de Tatiana pede a ela que vá aos armazéns e compre comida. Tatiana então sai toda arrumada usando salto vermelho e um vestido de verão de quando tinha 14 anos, mas que ainda lhe servia e era seu favorito, pois tinha rosas vermelhas por todo o tecido. Ela vê todos os armazéns lotados e domada pela preguiça não entra em nenhum, parando em um ponto de ônibus para ir a outro armazém. Quando o ônibus estava passando ela atravessou a rua para tomar um sorvete, pegaria o ônibus depois, e quando voltou ao ponto tomando o sorvete ela reparou que um soldado a observava do outro lado da rua. Um ônibus passou e ela saiu correndo achando que aquele era o ônibus, mas desistiu de pegar o ônibus, queria continuar vendo o soldado, o motorista gritou e logo após o soldado correu atrás do ônibus desistindo em seguida, o motorista gritou novamente e os dois sentaram no ponto de ônibus esperando pelo próximo. Subiram os dois no próximo ônibus e nenhum deles descia em todos os pontos em que o ônibus parava. Tatiana e Alexander desceram no ultimo ponto e começaram a conversar, ela lhe contando que estava indo na casa da prima Marina e que tinha que passar em algum armazém, mas estavam todos lotados. Alexander a levou para o armazém dos oficiais e no caminho encontrou com Dimitri, um soldado que prontamente se encantou por Tatiana, mas não tinha espaço entre ela e Alexander. Ambos ajudaram Tatiana com as compras a chegar em casa e um choque se instalou entre Alexander e Tatiana quando Dasha, a irmã mais velha surgiu, contando a Tatiana que Alexander era o homem de sua vida com quem tinha saído algumas vezes.

“Era um dia perfeito. Por cinco minutos não havia guerra e era simplesmente um domingo glorioso num junho de Leningrado.
Quando Tatiana tirou os olhos do sorvete, viu um soldado, que a observava do outro lado da rua. Não era nada incomum numa cidade de guarnições, como Leningrado, ver um soldado. Leningrado estava cheia de soldados. Ver soldados na rua era como ver velhas senhoras com bolsas de compras, ou filas, ou cervejarias.
Tatiana o teria olhado de relance ao longo da rua e continuado em frente, só que esse soldado estava do outro lado, olhando-a com uma expressão que ela nunca vira antes. Parou de tomar o sorvete.
Uma sombra já descera no lado da rua em que ela estava, mas via-se o lado dele banhado pela luz do cair da tarde. Tatiana olhou-o firme por um momento, e, ao olhar o seu rosto, alguma coisa mexeu dentro dela; ela gostaria que fosse de uma forma imperceptível, mas esse não era bem o caso. Foi como se seu coração começasse a bombear sangue através das quatro câmaras de uma vez, lançando-o em seus pulmões e inundando o seu corpo. Ela piscou e perdeu um pouco o fôlego. O soldado derretia no asfalto debaixo da pálida luz amarela do sol.
O ônibus chegou, obstruindo a visão de Tatiana. Ela quase gritou e levantou-se, não para subir no ônibus, não, mas para correr adiante através da rua, para não perdê-lo de vista. A porta do ônibus abriu, e o motorista olhou, esperando. Tatiana, suave e silenciosa, quase gritou com ele para que saísse da frente.
– Vai subir, senhorita? Não posso esperar para sempre.
– Subir? Não, não, não vou.
– Então que diabo está fazendo esperando pelo ônibus? – o motorista gritou e bateu a porta.
Tatiana voltou ao banco e viu o soldado correndo ao redor do ônibus.
Ele parou.
Ela parou.
De novo se abriram as portas do ônibus.
– Precisa do ônibus? – perguntou o motorista.
O soldado olhou para Tatiana e depois para o motorista.
– Oh! Pelo amor de Lênin e Stálin! – o motorista berrou, batendo a porta do veículo pela segunda vez. Tatiana ficou em pé na frente do banco. Recuou, tropeçou e rápido sentou-se.”

Sem dúvidas esta é a parte mais engraçada e legal do livro onde ambos se desconcertam e não demora muito para que criem certa proximidade.

Depois de descobrir o envolvimento de Dasha com Alexander, Tatiana tenta sem muitas expectativas se afastar dele, ela chega a dizer isso a ele, e eles continuam se vendo até certo momento que Tatiana já não consegue mais conviver com o peso de estar fazendo algo errado pelas costas da irmã. Na verdade, ela pensa que só de ter sentimentos, ela se torna culpada, como uma vilã. Eles até se chamam carinhosamente como Tatia e Shura, criam uma profunda intimidade que só eles conhecem.

“-Oh, Alexander – ela disse. -O que você quer de mim…
-Tudo! – ele sussurrou num tom feroz.”

E todas as tentativas de se afastarem é um grande fracasso, pois até mesmo o destino tenta reunir Tatiana e Alexander.
Quando numa noite Tatiana escuta sua mãe chorar em descrença pelo filho enviado para mais perto da guerra, pensando que ele estaria morto e perguntando-se por que não uma de suas filhas, Tatiana procura por Alexander para saber se ele pode conseguir uma informação do irmão, e quando ela não obtém ela se junta aos voluntários do povo para cavar trincheiras, uma desculpa para procurar seu irmão em Tolmachevo, em Luga. Dasha, descobrindo o plano da irmã mais nova, corre ao encontro de Alexander e pede que ele traga sua irmã de volta, com medo de perdê-la.

“-Por que, Georgi? Por quê? Eu sei que você pensa da mesma maneira. Você não trocaria a Tania pelo nosso filho ou até mesmo a Dasha? Mas a Tania, tão tímida e fraca, nunca será coisa alguma na vida.
-De todo modo, que espécie de vida ela pode ter aqui, tímida ou não? – disse o pai de Tatiana.
-Não como nosso filho – disse mamãe. -Não como nosso Pasha.”

E temos aí uma das cenas mais românticas e bonitas do livro, que é quando Alexander consegue achar Tatiana debaixo de escombros de uma estação de trem bombardeada depois de tanto procurá-la pela região. Alexander a levou para o acampamento e pediu um médico, mas o médico havia morrido e o que havia sobrado era seu assistente que analisou Tatiana e nada podia fazer, pois os recursos eram poucos. Alexander levou-a até sua tenda e ela acordou, ele limpou todo seu cabelo, seu corpo. Ela estava envergonhada e sentindo dor, mas deixou e no dia seguinte ele lhe conseguiu roupas de alguma enfermeira que havia morrido e a levou de volta a Leningrado. Não antes de passar por um novo bombardeio e beijar Tatiana pela primeira vez.

“-Alexander.
-Agora que amanheceu, de repente sou Alexander outra vez?
-Oh, Shura… -E Alexander não aguentava mais. Curvou-se perto de seu rosto e a beijou. Como ele imaginava, os lábios de Tatiana eram macios, jovens e cheios. O corpo inteiro de Tatiana tremia enquanto ela o beijava com tamanha ternura, tamanha paixão, tamanha carência, que Alexander, sem querer, deu um pequeno gemido. Ele estava aturdido pelas mãos de Tatiana, que puxavam sua cabeça e não a soltavam.
-Meu Deus… – ele sussurrou na boca semiaberta de Tatiana.”

Depois disso a guerra entrou mais a fundo e a situação começou a ficar precária. O inverno que chegou, o racionamento de comida, pois os alemães haviam feito um certo que bloqueava a passagem de mantimentos. Os alemães estavam aniquilando os russos pela fome e a cada dia mais bombardeios, mais pessoas morrendo. Um a um a família de Tatiana ia morrendo, a história do livro chegou a um momento em que faltou até mesmo água e energia elétrica, ela havia emagrecido mais e o corpo estava fraco, mal podia andar, mas fazia esforço, agora, pela sua irmã que estava doente na cama e não conseguia se levantar.
Alexander conseguiu que Tatiana e Dasha fossem retiradas de Leningrado para um lugar mais seguro e com mais comida, havia esperanças de Dasha sobreviver. Na verdade eu queria e não queria que ela morresse, por que pra mim ela era uma pedra no caminho de Tatiana e Alexander, mas uma personagem que acabei gostando. No final ela percebeu o amor entre os dois, que mesmo Tatia e Shura negando, estava ali, e um diálogo entre Dasha e Tatiana se iniciou. Acho que, o mais triste, pois é o momento em que a verdade aparece.

“–Você o ama desesperadamente, não? – Dasha falou. –Como você conseguiu esconder isso de mim, Tania? Você não poderia amar tanto um homem.
Eu não poderia amar tanto um homem.
–Dasha – disse Tatiana com firmeza e graça –, eu amo mais você. – Ela não abriu os olhos enquanto falava.
–E você não escondeu isso de mim – disse Dasha. –De jeito algum. Você colocou o seu amor por ele numa prateleira, não num armário. Marina tinha razão. Eu estava cega.
Ela fechou os olhos e sua voz repercutiu no caminhão, chegando à mulher com o bebê e o marido, à Tatiana, ao motorista.
–Você deixou esse amor em mil lugares para que eu o visse. Eu agora vejo cada um desses dolorosos lugares. – Ela começou a chorar, rompendo num ataque de tosse. –Mas você era uma criança! Como podia uma criança amar alguém?”

Depois disso Dasha morre diagnosticada por tuberculose, eu sinceramente chorei, não queria que ela morresse, mesmo ela sendo uma pedra no caminho, eu pensava que talvez ela sabendo a verdade tiraria o time de campo sem mais delongas e não teria qualquer sentimento de ódio, ciúmes, enfim, por Tatiana e Alexander. Mas penso eu que, pelo menos, ela morreu sabendo a verdade. Não sei, talvez por ter me envolvido demais e até sonhado com a história eu me colocava no lugar de Tatiana, Dasha era como uma irmã mais velha pra mim também e por isso achava importante o papel dela na história. Também por que, agora, Tatiana ficou sem ninguém de sua família, além de sua avó em Molotov.

Ah, e antes que eu encerre esta resenha, não vamos esquecer do incansável e apaixonado Dimitri (não tão apaixonado), que conhece toda a história de Alexander Barrington, o nosso Shura. Alexander na verdade é americano e há toda uma história dolorosa por trás disso. Seus pais, desistiram da America quando ele ainda era uma criança e o trouxe para a Rússia para viver o comunismo, mais tarde ele se tornou Belove, pois seus pais haviam sido presos e torturados por terem procurado a América, pois se viram em situação de aperto e quiseram voltar atrás. Alexander teria sido morto se não tivesse pulado de um trem em um rio e todos achado que ele tinha morrido. Então se escondeu com uma família e quando todos foram fuzilados menos ele, tomou o nome da família. Ninguém tinha provas e então foi enviado a uma tia que há muito não via os sobrinhos daquela família, portanto não o reconhecia, mas o aceitava e a ele também foi dado novos documentos e ele começou a viver uma segunda vida. Pegou amizade com Dimitri na escola e sabendo que o pai servia ao Exército Vermelho, teve de lhe contar a verdade em troca de sua lealdade para ver o pai, ainda preso. E este é um dos fatos por que detesto tanto Dimitri, ele sempre quer alguma coisa de Alexander, por causa desse favor, ele sente muita inveja de Alexander e quer tudo o que Alexander tem, inclusive Tatiana. E esta é a parte legal, por que Tatiana percebe e conta a Alexander e eles vão fingindo indiferença um pelo outro até que Dimitri não sente mais nada por ela, a deixa em paz e até mesmo some do livro por um tempo até a parte final, onde se encontram no leito de morte de Dasha.

♣ ♣ ♣

Enfim, há muita coisa acontecendo em The Bronze Horseman (título original) e tudo acaba com a morte de Dasha, o que por mim poderia ter sido o Dimitri no lugar dela. Esse é só o primeiro volume de uma trilogia já publicada no Brasil, o que eu acho um absurdo, pois no original O Cavaleiro de Bronze é um livro só (vulgo os dois primeiros volumes). Mas a leitura é sempre dinâmica, uma narrativa impecável, não é uma leitura cansativa e alguns nomes são quase impossíveis de decorar, mas que envolve muita história, muita cultura, a época em que se passa. Paullina Simons caprichou neste livro e o que me compra logo de cara para este livro é, logo no começo, a breve dedicatória que ela faz aos seus avós que passaram por ambas as guerras. Eu acredito que ela tenha se inspirado sim nos avós para concluir sua obra e acredito sim que alguns fatos do livro são, também, baseados nos fatos vividos por seus avós.

Mais uma vez: este livro é incrível, Paullina é incrível, não sei por que não o li antes, mas se eu pudesse obrigaria todos a lerem, ele é perfeito. E pra quem ama história, até mesmo colegiais que tem dificuldade em aprender, este é um bom livro para se começar. Espero que o próximo seja ainda melhor que este e eu tenho certeza que será. Um beijão pra quem fica e até a próxima resenha ❤

Bem vindos!!

Bem vindos, leitores do Estação!

A equipe agradece, primeiramente, pela sua visita e por nos acompanhar por todo esse tempo. Pode acreditar, estamos honrados em recebe-los à bordo do nosso expresso.

Sintam-se a vontade, pois viajaremos longas distâncias juntos e deverá demorar, viajaremos por lugares incríveis, iremos para os confins da imaginação. Um mundo sem preconceitos, sem sofrimento. Um mundo onde o que vale é a imaginação e a simplicidade em contar histórias.

Faremos, ainda, uma conexão com o Expresso Imaginário, nosso trem mais rápido que, a todo vapor, passará por distintos universos. Para saber mais, clique na imagem abaixo:

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SORTEIO!!

E em apenas alguns meses de vida, a equipe do Estação se compromete a realizar seu primeiro sorteio literário.

Como vai funcionar, é muito simples: basta seguir nosso perfil oficial no instagram (@estacaoimaginaria), indicar mais pessoas para nos seguirem, não tem limite e quando chegarmos a 1k de seguidores iremos sortear o livro que originou o filme tão aguardado da autora Jojo Moyes, Como eu era antes de você.

Então, se você ainda não nos segue, corre que dá tempo e em breve iremos anunciar o sorteio do livro ❤

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Skoob: Estação Imaginária

O Estação Imaginária agora está na rede mais usada por leitores, autores e editoras. O famoso Skoob.

Sem título

Pra quem não conhece, o Skoob é a rede social dos livros, onde você interage entre fãs de livros do Brasil todo, além de se aproximar de autores favoritos e editoras.

Como funciona? Você lista seus livros favoritos entre diversas categorias e busca pessoas para se relacionar, você tem a liberdade de enviar comentários e criar resenhas para os livros que mais gosta, os que menos gosta e listar os que você quer ler, além de colocar metas de leituras (mesmo a gente sabendo que é quase impossível concluir todas rsrsrs).

É uma das ferramentas mais eficientes para organizar suas leituras!!

Aproveite e venha nos adicionar: CLIQUE AQUI para acessar 😀

Resenhando com Olhei no Rodapé – Como Eu Era Antes de Você

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Sinopse oficial: Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Tudo parece pequeno e sem graça para ele, que sabe exatamente como dar um fim a esse sentimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro.

Eu não comecei Como Eu era Antes de Você com grandes expectativas. Mesmo com a edição simples mas bem trabalhada da Intrínseca, a capa delicada e o renome de Jojo Moyes, eu esperava um punhado de açúcar e um final que eu conseguisse prever desde o terceiro capítulo, como aconteceu com inúmeros romances que li nos últimos tempos. Pensei em deixá-lo por último na lista ou ignorar o maravilhoso trailer do filme (você pode conferí-lo no final do post, inclusive), com Emilia Clarke e Sam Claflin. A estreia ocorre na próxima quinta-feira, 3 de março, e meu cérebro estava precisando de uma pausa de livros sangrentos e cheios de crime por alguns dias. Então, resolvi começar… E me surpreendi muito.

Eu nunca tinha lido nada da Moyes. Pois é; nenhuma de suas tramas me interessou ao ponto de eu adiar minha leitura de algum outro tema. Contudo, a ideia de um tetraplégico e sua cuidadora desastrada me trouxe boas impressões desde os primeiros capítulos: em parte pela narrativa deliciosa da autora, em partes pela fuga dos clichês. Infelizmente, eu tenho tendência a ser aquela pessoa ranzinza que adivinha o final de filmes românticos nos primeiros minutos… Por isso, alguns dos principais requisitos para que eu goste de um romance é a) não ter a menor ideia de como ele vai terminar b) ter uma ideia do final, mas se recusar a acreditar nele por saber que será extremamente emocionante, doloroso ou profundo. Como Eu Era Antes de você não emociona apenas no final. A autora constrói personagens arrebatadores, complexos e ambíguos. Vamos conversar um pouco sobre eles?

– Enfim, mamãe ficou muito surpresa. Acho que esperava encontrar o Quasímodo.

– O problema é esse, Treen – falei, jogando o resto do meu chá no canteiro. – As pessoas sempre esperam.

Louisa Clark é uma jovem de origem humilde, muito esforçada e com um senso de humor cativante. É muito possível se identificar com ela em pelo menos um aspecto. Porém, Moyes construiu uma personagem sem pretensão: não é uma jovem tola e desastrada apenas para que o leitor se veja nela. Ela é ingênua e batalhadora por ser assim e por fazer parte de sua construção, o que é brilhante: não é um personagem criado apenas para vender, mas para fazer sentido na história e encantar verdadeiramente o leitor sem que ele se sinta barganhado.

Will Traynor – preciso alertar sobre isso – é o tetraplégico mais charmoso e inesquecível da história literária. Sim, sem exageros. Diferente de outros deficientes ou outros personagens “vitimizados” (perdoem-me por colocar dessa forma), Will tem uma dose cavalar de humor e sarcasmo que o faz ser um dos mais brilhantes personagens dos últimos tempos. Sem aceitar sua condição, o rapaz brilha em cada reação. Você vai se surpreender pela mistura de emoções que Will Traynor lhe trará, mas com certeza ele é indispensável na trama.

Nathan, o enfermeiro de Will, é um carismático e atencioso rapaz que tem um papel coadjuvante extremamente simpático. Aparecendo em momentos cruciais, Nathan entra na história aos poucos e acaba sendo responsáveis por alguns dos trechos mais marcantes e sensíveis do livro.

Os pais de Will, a família de Louisa e seu histórico de traumas são espetáculos à parte. Não posso me prolongar muito mais nessa parte para que vocês se deixem levar por cada detalhe da história, mas Jojo tem um cérebro excelente para conectar seus personagens, seus estilos de vida e seus demônios internos. Diferente de tramas em que o milionário é plenamente feliz e esfrega isso na cara do leitor a todo momento (como se uma personalidade marcante e sem problemas viesse junto com o dinheiro), Como Eu Era Antes de Você mostra que uma vida é algo tão complexo, bonito e profundo que nem todo o dinheiro do mundo é capaz de demonstrar.

“Alguns erros apenas tem consequências maiores que outros. Mas você não precisa deixar que aquela noite seja aquilo que define quem você é.”

Sobre o final? Bom, vocês sabem que sou contra spoilers de qualquer natureza. Só posso dizer que foi o mais realista, adequado e profundo possível. É um daqueles livros para ler e refletir durante dias ou até semanas. São histórias como essas que me fazem acreditar que ainda existem autores dedicados a fazer um romance que vende bem, mas que não desafia a inteligência e a maturidade dos leitores.

Como Eu Era Antes de Você é mais do que uma leitura, é uma experiência. Dê uma chance a uma das mais lindas, tocantes e plausíveis histórias românticas dos últimos tempos e surpreenda-se com um excelente clássico da nova geração.

Como prometi pra vocês no começo do post, segue o trailer do filme que estreia em breve. Recomendo a experiência de dar o play neste vídeo antes e depois da sua leitura! Contem pra mim o que acharam dessa resenha e, é claro, desse livro incrível. Espero vocês! Beijos

 

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Juramento

O meu caminho torna-se cada vez mais solitário, pois estou cansado das muitas tentativas frustradas. Começo a pensar que o isolamento e a abdicação do amor é a saída desse mar de lágrimas que me vejo agora. As percas tornaram cíclicas; parece que elas tem um tempo predeterminado para ocorrer. Sempre a mesma história se repetindo a cada ano, sempre a mesma angústia que aperta o coração, sempre aquelas lágrimas silenciosas que rasgam a face como lâminas no cair da noite, sempre a cabeça ausente no travesseiro ao lado, sempre o calafrio da carência por um abraço torturando o meu corpo. Estou cansado, a idade não me permite mais sonhar, cansei de ser objeto de desejo voluptuoso, sendo que meu olhar sempre idealiza um amor eterno, uma casinha com varanda, uma tarde chuvosa juntos fazendo cafuné; uma história de conquistas, de construção, apenas um amor de verdade, que se prolongue por entre os anos. Mas não, os outros não vêem da mesma forma, sou apenas um objeto descartável, um corpo para saciar seus sórdidos desejos e depois me deixar. Cansei dessa superficialidade, cansei das palavras supérfluas e promessas vazias. Quero apenas me perder em mim mesmo como um romântico solitário, preso em meus delírios. Cansei das lágrimas, da carência de um abraço, do idealismo bobo e da projeção em pessoas que não valem a pena. Não, eu não permitirei mais brincarem com minhas lágrimas, não mais sangrarei, fecharei-me num jazigo de silêncio, de apatia, de frialdade, caminharei perdido pelos meus sonhos, pelas ruelas do cemitério de meu coração e como sepulturas da saudade, tornarei minha carência em poesia noctivaga. Sou apenas um renegado do amor, um ser amaldiçoado a viver em mim mesmo. Portanto, afastai o forasteiros que tenhais a audácia de adentrar em meu santuário, não conseguirais entrar na necrópole de meu coração, se continuardes a tentar adentrar em minhas feridas, com certeza sofrerais uma terrível punição. Então retirai-vos e deixai-me solitário em minha cripta existencial.

por #FratoStruktoro

You’re the one that I want

Eu achei que ele fosse estar aqui e me dar todo o apoio que eu precisava, que eu merecia, mas não, ele nunca esteve aqui, na verdade. Na verdade, ele não é você e eu preciso parar com esse incessante e constante costume de te procurar em todos com quem me relaciono, Rick. Não há ninguém como você, não há ninguém que tenha os mesmos olhos azuis infinitos e tão profundos quanto todo o oceano. Não há ninguém Rick que me entenda tão perfeitamente como você e não há momento em que eu não me arrependa do mal que te fiz quando tudo começou. Não há ninguém que tenha uma mão tão forte quanto a sua que seja capaz de me levantar quando estou caída ao chão tentando respirar. A verdade é que sempre vou te amar, mesmo se eu estiver com outra pessoa, em outro lugar, a verdade é que sempre será você, sempre.

Um tributo ao anjo que me salvou há 5 anos atrás. #ninichristie