Resenha: Em Águas Sombrias – Paula Hawkins

Pra quem simplesmente amou o sucesso de A Garota no Trem, best seller de Paula Hawkins que conquistou milhares de leitores no mundo, simplesmente não pode esperar menos de Em Águas Sombrias, novo sucesso da autora.

Intrigante e desesperadamente profundo, não apenas pelo cenário escolhido pela autora, Em Águas Sombrias é aterrorizante, é um pesadelo em forma de livro, mas que você não consegue por fim, não consegue interromper, você só consegue continuar seguindo em frente. E no final da leitura só consegue pensar em como a autora te levou pelo caminho que ela queria que você fosse e o quão surpreendente é sua inteligência por construir um livro tão bem segmentado e uma linha de raciocínio inabalável.

Esse sem dúvidas será seu próximo best seller.

em águas sombrias 02

Sinopse: “Cuidado com superfícies muito calmas, nunca se sabe o que pode haver embaixo delas. Da mesma autora do best-seller internacional A garota no trem.
Nos dias que antecederam sua morte, Nel ligou para a irmã. Jules não atendeu o telefone e simplesmente ignorou seu apelo por ajuda. Agora Nel está morta. Dizem que ela se suicidou. E Jules foi obrigada a voltar ao único lugar do qual achou que havia escapado para sempre para cuidar da filha adolescente que a irmã deixou para trás. Mas Jules está com medo. Com um medo visceral. De seu passado há muito enterrado, da velha Casa do Moinho, de saber que Nel jamais teria se jogado para a morte. E, acima de tudo, ela está com medo do rio, e do trecho que todos chamam de Poço dos Afogamentos… Com a mesma escrita frenética e a mesma noção precisa dos instintos humanos que cativaram milhões de leitores ao redor do mundo em seu explosivo livro de estreia, A garota no trem, Paula Hawkins nos presenteia com uma leitura vigorosa e que supera quaisquer expectativas, partindo das histórias que contamos sobre nosso passado e do poder que elas têm de destruir a vida que levamos no presente.”

Bom, vamos começar falando desse livro pela narrativa surpreendente e que no começo me fez embananar tudo. É que cada personagem tem a sua narrativa, alguns em primeira pessoa como a Jules, outros em terceira pessoa. Essa mudança de narrativas foi uma coisa que confundiu um pouco, tive que ler mais de uma vez um mesmo trecho pra poder entender a ligação que cada personagem tinha com o texto e outros personagens. Mas isso, não chega a ser de fato um ponto negativo.

Pra ser bem sincera, a respeito do livro, no começo eu fiquei com muita raiva da maioria dos personagens, na verdade todos menos a Jules, eu a transformei na coitadinha da história por que só o lado dela, o que ela pensava e sentia faziam sentido pra mim. Então odiei todos os personagens menos ela logo de cara, mas algo que no decorrer da história fui consertando porque fui conhecendo cada personagem melhor e, alguns personagens que imaginei que nunca ia gostar, acabei gostando, como a Lena, sobrinha da Jules. No começo ela parecia muito mimada, mas era só uma menina sentindo a dor do luto e que não tinha espaço para viver esse luto direito. Então aos poucos fui notando o crescimento dela dentro da história e me surpreendi com o que descobri sobre ela: lealdade, garra e determinação. Não consigo imaginá-la como essas protagonistas perfeitinhas demais, ela simplesmente é imperfeita com qualidades chamativas e por isso tem um papel muito importante na história.

Eu posso dizer que Lena e Jules são as personagens que mais me liguei e mais gostei durante toda a trama, achei a história vigorosa, horrorosa (não de ser um livro ruim de se ler, mas de causar um pouco de horror sobre a série de histórias sobre mortes no Poço dos Afogamentos que o livro conta, e os trechos que ressaltam tudo isso e nos dão certa sensação de suspense ao mesmo tempo em que é fascinante), com um discernimento e uma linha tênue de raciocínio inabalável. É até difícil de imaginar tudo de uma vez e por causa de certos elementos é perceptível a presença da autora, é como se esse livro nos dissesse: Paul Hawkins está presente em cada trecho deste livro e você está exatamente aonde ela quer que esteja.

Então o leiam, se puderem, porque este livro é incrível e não há nenhum ponto negativo sobre a perfeição dele durante a leitura.

em águas sombrias 01

ATENÇÃO: CONTÉM SPOILERS

Fazia tempo que não escrevia uma resenha com a parte de spoilers presente, mas achei necessário que esta leitura deveria ter para os curiosos de plantão que não aguentam esperar pra saber e para os que já leram e querem dividir seus pontos de vista, assim como eu.

Bom, eu não achei nenhum ponto negativo, como disse, porque achei tão incrível cair nas redes da autora e ser direcionada pra onde ela quisesse que me bastou por aí classificar esse como o melhor livro que li este semestre. Acabou por aí. Ponto.

Mas não, quero colocar aqui e deixar marcado meu ponto de vista. Desde o começo achei que Mark Henderson era o culpado, mas não conseguia imaginar ou ligar ele a nada, absolutamente nada, até que mais uma personagem morta apareceu: Katie Witthaker. Porém, dava pra acreditar na integridade de Mark, que eles se apaixonaram, tudo lindo e tal e realmente foi burrice a menina se suicidar alguns poucos meses antes da idade legal pra eles assumirem o relacionamento. Ou seja, uma cagada que acabou com a vida dos dois e que no final a gente não sabe se a Lena matou ele ou o que houve com ele, apenas que ele sumiu, simplesmente. Bom, este é um ponto.

O segundo ponto é que, se Louise Witthaker não fosse tão evidente o tempo todo, não daria pra ligar uma morte na outra. No começo eu me perguntava exatamente o que essa mulher tem a ver com tudo? Ok, ela odiava a protagonista mais que essencial da história, Nel Abbott, mas mesmo assim, qual o motivo dela estar ali o tempo todo? E aí as coisas foram fazendo sentido, só que de uma forma que não era uma ligação tão sólida a morte de Katie e Nel. Ok, tem todo aquele esquema de comprar remédios pra emagrecer no cartão de Nel, mas ainda assim, não era uma justificativa sólida demais para criar um elo, mesmo que Katie fosse melhor amiga de Lena.

O passe chave de tudo isso é Mark, sempre foi ele e Nickie Sage, eles são a chave que abre a porta com todas as respostas. Por que Nickie é uma senhora Medium que conversa com os mortos e sabe de coisas do passado que liga exatamente ao presente e ao por quê da morte de Nel, conhece todas as histórias macabras que envolvem mortes de mulheres no rio da cidade. E Mark por que havia achado a pulseira de Nel no escritório de Helen Townsend.

A partir daí criamos mais suspeitas, suspeitas em cima de Helen que nada mais era do que uma inocente ingênua na história toda. Então, todos os personagens de alguma forma estão ligados. E vou dizer, entendo a situação da Helen, mas ela é patética do começo da história ao final. Assim como Patrick, outro personagem que odiei, mas que no final se mostrou um pai protetor, embora culpado por ter assassinado a esposa e conseguido ocultar o fato por ser policial. Protetor por que ele simplesmente assumiu a culpa de ter matado Nel. E é aí que a gente acha que acabou, mas a surpresa vem como um back e derruba a gente como um furacão: quem matou Nel foi Sean Townsend. E pra você ver como o cara é mau caráter, deixou o pai levar a culpa e fugiu pra qualquer lugar do mundo para nunca ser encontrado. Está certo que ele matou Nel pela série de perguntas e investigações sobre a morte da mãe de Sean, o que claramente é mostrado durante toda a história que o assunto o abala de uma forma que o deixa nervoso. Dentro dos padrões do normal, mas não muda o fato. Então ele simplesmente a empurrou penhasco abaixo e ela morreu.

Então a minha conclusão sobre a morte de Nel é que foi um assassinato passional, passional por que os dois tinham um relacionamento sexual, e homicídio com intenção de matá-la, pois nos trechos finais ele fala que pela série de questionamentos sobre o passado dos pais dele que ele não queria responder e o fato dele saber sobre os encontros de Nel e Nickie que lhe contava histórias reais sobre o passado, ele queria se afastar dela, e por estar a envolvendo com os braços ele a empurrou. Colocou um ponto final para afastá-la para sempre.

O lado ruim é que Sean Townsend não foi punido.

Talvez este seja o único ponto negativo de toda a história. Sean Townsend não foi punido, mas todos viveram felizes para sempre.

Talvez o leitor se pegue pensando que há mais pontos que não foram resolvidos ou que ficaram nas entrelinhas na história. Como o paradeiro de Mark, o que Lena fez com ele durante o sequestro. Mas acredito que isso ficou bem especificado quando eles fizeram o acordo de Mark entregar a pulseira de Nel à Lena e dizer onde encontrou em troca dela limpar a barra dele com a polícia. Eu sinceramente acredito que ele realmente gostava da Katie, mas achei a morte dela completamente sem sentido, mas que sem isso a história não teria o mesmo sabor e o resultado que, provavelmente, Paula Hawkins esperava, não seria o mesmo.

Comprinhas do mês!

Essas comprinhas veio pra fechar o (lindo, porém tortuoso) mês de maio com chave de ouro. E bota ouro nessa chave hein rsrsrs.

opala

O primeiro foi o Opala, terceiro volume da série Lux da autora Jennifer L. Armentrout. Eu simplesmente amo essa série, embora não tenha feito resenha de nenhum livro dela. Mas garanto que em breve haverá uma sequência de boas resenhas dessa série, pois é uma das minhas prediletas e o humor que ela traz é uma das razões de ser minha queridinha, dentre outros fatores.
Eu comprei o Opala pela Saraiva, já estava de olho nele há um tempo, apenas esperando o preço abaixar por ser um volume bem caro. Então nessa eu aproveitei e de quebra encomendei o próximo livro dessa listinha chuchu ❤

farmacia literária

Junto com o Opala, veio o Farmácia Literária, um livro que também já estava de olho há meses desde que o vi pela primeira vez exposto numa das pilhas que ficam na entrada da Livraria Nobel. Como é um volume que eu acho absurdamente caro para o meu orçamento, era outro que estava esperando abaixar o preço, e foi ao mesmo tempo que o Opala, então pude fazer uma compra só de dois livros incríveis que estava esperando. Viu senhor leitor compulsivo? Às vezes é melhor esperar uma boa oportunidade hahaha.
E este livro, em especial, tem uma promessa básica que é: ser um remédio para todo tipo de dor, seja ela física, emocional, o que for, ela te dá um livro para cada tipo de problema que você possa ter no seu dia a dia. Leitura obrigatória da tia #nini pra vocês!!
E atenção, nem tentem piratear, vocês não vão achar esse livro para sucatear na internet nem se passar as 24h do dia procurando, completamente impossível, então vá a livraria, ou melhor, veja o melhor site com promoções e descontos e o compre, ele tem que estar na sua estante de qualquer jeito.

diversos

Já estes volumes que eu classifico como diversos, mas que me chamaram muito a atenção, eu comprei numa promoção da Livraria Nobel, cada volume eu paguei em torno de R$9,90. E acredite, haviam livros ótimos na mesa que eles montaram só para esses livros, mas como o money está curto, então tive que maneirar um pouco, mas a história de cada um parece ser impressionante, foram os livros que mais me chamaram a atenção quando comecei a xeretar. Lembrando que já tinha ido há um tempo atrás na livraria e já havia comprado um livro lá, nessa mesma promoção que eu simplesmente amei, o Derby Girl, que em breve terá seu espacinho aqui no blog.

♣ ♣ ♣

Galera, espero que tenham gostado das novidades, eu também gostei muuuuitíssimo das minhas comprinhas e acredito que agora nas férias terei bastante coisa para ler e trazer pra vocês. Então fiquem de olho e aguardem novidades!!

Hugs and Kisses ❤

Resenha: Beijada por um Anjo Vol.3 – Elizabeth Chandler

Yaaay, a leitura está cada vez mais frenética! Perceptível né? Então, não consigo desgrudar as retinas desta série e não acredito que mais três livros e eu termino. Aí vem aquela safada da ressaca literária e eu fico triste.

Bom, começando a resenha, vai ser naquela mesma proporção das anteriores, vou comentar um pouco sobre o que achei do livro e depois fazer uma parte com spoiler dos pontos positivos e negativos. Então gatos, torno a dizer, se você ainda não leu os volumes anteriores, nem perca seu tempo de ler esta resenha. Sem grosseria, mas acho importante salientar, como na resenha do segundo volume da série, que: mesmo que eu esteja discorrendo sobre o livro, contando o que achei sem spoiler, alguma coisa você vai ficar sabendo. Então, se alguém não leu os volumes anteriores, não adianta ler a resenha do terceiro volume. Esse é um aviso que, enquanto eu escrever resenhas sobre séries, sempre vai estar aqui. E não é só por que eu gosto de falar (rsrsrs), mas também para o bem da humanidade ❤

Vol 03 - 02

Então, falando um pouco sobre o “Almas Gêmeas“, terceiro volume da série Beijada por um anjo, o que eu senti foi que: a Ivy tinha morrido no final do anterior e esse volume ia começar com o funeral dela. A minha impressão foi essa, então estava morrendo de medo de continuar, mas morrendo de curiosidade o suficiente pra prosseguir. Então, claro, a Ivy não estava morta, mas estava com a pulga atrás da orelha e sendo acusada de tentativa de suicídio. O que eu achei cliché. Isso é típico de personagens que tramam algo para a vítima inocente e se dão mal, e depois falam que a vítima tentou suicídio por tal motivo para se livrarem da suspeita. Clichézão! Mas de qualquer forma, eu esperava que ela tivesse morrido e a história seguisse com ela morta e tentando fazer Gregory se dar mal.

Mas o que realmente me chamou a atenção dentro de todo esse cliché, foi que naquele momento a Ivy viu a luz de Tristan, ela acreditou nos anjos novamente, aquilo bastou para que a sua crença voltasse com todas as forças, e por isso, ela não podia acreditar que estava louca.

Confesso que, achei que a Suzanne fosse melhorar, mas minha raiva dela só cresceu a cada capítulo, ela é a pior amiga do mundo, insegura demais, ciumenta demais e possessiva demais, vendo apenas o que o Gregory queria que ela visse e esquecendo que a Ivy era sua amiga há anos, na verdade essa personagem teve um crescimento simbólico dentro de todo esse sentimento ruim, essa onda, só mostrou que tanto ela quanto Gregory, um presta menos que o outro. E por falar no diabo, Gregory se mostrou quem realmente era, e isso já estava na hora também por que começou a ficar cada vez mais evidente e, desculpe-me leitor frustrado que gosta dele, massssssss: eu avisei que ele não era flor que se cheirava desde o início. Mas concordo que, sem a chatice da Suzanne e o anjo mau Gregory, o livro não teria graça alguma. Então dou um pouco de crédito por isso.

Vol 03 - 01

E como falei, na ultima resenha, as peças vão se ligando cada vez mais, Ivy vai aumentando novamente sua crença a ponto que ela consegue ver e conversar com Tristan, que também está cada vez mais forte, o que traz um certo alívio, por que agora ele pode avisá-la dos perigos, das descobertas e os dois trabalham juntos para desvendar todo o enigma que embola a trama desde o início. E como também tinha dito antes, essa leitura realmente me pescou de uma forma sobrenatural que eu não consigo largar por um mísero segundo.

Will e Beth também estão cada vez mais presentes, Philip também que se impressiona com a volta da crença da irmã e isso tudo é uma coisa muito linda, por que Ivy, embora tenha um amor inexplicável por Tristan, está seguindo em frente, está aceitando os fatos, mesmo correndo perigo e fazendo de tudo pra dar um jeito em Gregory e descobrir quais são seus reais motivos para a perseguição e as tentativas de assassinato. Também não podemos deixar de fora o Eric, que faz parte desse jogo todo tanto quanto qualquer um faz. Então por todos esses motivos, vale a pena ler o terceiro volume e mergulhar de cabeça nessa leitura, ela continua mantendo o mesmo ritmo dos anteriores, numa ordem surpreendente que faz com que o leitor acompanhe muito bem a linha de raciocínio ao mesmo tempo que os personagens narram seus pensamentos, suas ideias e isso é incrível.

AVISO: CONTÉM SPOILERS

E de praxe, é aqui que eu conto o que eu vi como ponto positivo e negativo dentro de todo o contexto do livro. Eu espero que possamos conversar depois, caso alguém já tenha lido sobre o que acha desses pontos, enfim.

01

Como primeiro ponto positivo o que eu vi foi o progresso da Ivy em relação a Gregory, ela começou a desconfiar dela, começou a se lembrar de tudo o que aconteceu na estação de trem quando ele tentou matá-la. E aí eu bati palmas, por que estava no finalmente pra isso acontecer e não acontecia logo. O que eu mais queria era ver o Gregory dar de cara com o poste. Então, essa visão destampada da Ivy me trouxe certo alívio, ela começou a procurar o por que, a saber os motivos e com a sua crença nos anjos voltando, a cortina que a dividia da comunicação com Tristan se abriu e ela pôde novamente falar com ele, ver ele, não da mesma forma de quando estava vivo, mas conseguia e ele contou tudo a ela, os perigos que corria. Então, nesse volume eu realmente fiquei contente com esse progresso.

Acreditem se quiser, mas eu não gostei de Eric ter morrido, embora, achei necessário por que ele deixou para Ivy uma pequena chave, mas que abria um baú cheio de segredos que poderia entregar Gregory à policia e revelar o por que dele ter matado tantas pessoas e ainda estar atrás de Ivy. No final, achei que ele foi muito útil, embora cúmplice de Gregory. Vamos dizer que, ele morreu em paz consigo mesmo e também deu pra se livrar de um personagem chato e medíocre.

Outra coisa também, foi a Lacey, a personagem sumiu no final do livro, deixou um gostinho de quero mais, mas ela teve um desempenho incrível, eu simplesmente amei a Lacey, notei que algo nela havia mudado, talvez tivesse se apaixonado por Tristan, mas essa garota é durona, não gosta de despedidas e é o que continuou trazendo graça com suas piadas e brincadeiras para dentro da história. Eu espero vê-la novamente nos próximos volumes.

Também gostei muito de Will, a aproximação dele com Ivy no final, logo quando Tristan despediu-se, Will trouxe esperança na vida de Ivy. Embora ela sempre vá amar Tristan pelo que ele é, pelo que foi, pelo que fez, pelos motivos certos, Will é seu novo amor, e como todos sabemos, cada novo amor é diferente do anterior. Espero gostar cada vez mais do Will nos próximos volumes, uma coisa é certa: quando amamos alguém queremos o bem para ela, mesmo que isso seja vê-la feliz com outra pessoa, mesmo se estivermos infelizes com isso. Eu vi isso em Tristan durante toda a história, mas que aos poucos ele foi se desapegando, foi vendo que seu caminho ali estava terminado e Ivy tinha que seguir em frente. Foi uma coisa linda, humana.

E Eric, não vamos esquecer do peso morto, Eric, que no final das contas não era tão inútil assim. Ele sabia que algo aconteceria com ele se abrisse o bico ou não, então deixou algo para ajudar Ivy, que foi a razão de Caroline ter morrido, um teste de DNA alegando que Gregory não era filho de Andrew. E isso foi o ápice da história, um choque e eu juro que não esperava que fosse isso, embora as evidências de um homem sempre visitando o túmulo de Caroline estivesse a todo esse tempo debaixo do nariz. Esse homem, nada mais era do que o verdadeiro pai de Gregory e justamente por Gregory saber que esse pai não poderia dar nada a ele do que tinha com Andrew é que ele silenciou a própria mãe e estava disposto a se livrar de quem descobrisse. Gente, eu fiquei em choque! Isso foi muito bem trabalhado, então de fato, Eric não era tão inútil assim, ele só era chato mesmo e acabou ajudando para ficar em paz consigo mesmo.

02

Como sempre, eu vejo a Suzanne sempre em primeiro lugar como ponto negativo. Gente, não tem como, eu simplesmente não consigo gostar dessa personagem desde o início e cada vez mais ela é muito chata. E nesse volume ela deu uma piorada na maldade. Na sua festa de aniversário ela pegou Gregory e Ivy no seu próprio quarto e ao invés de ficar do lado da amiga, ficou do namorado manipulador. O que me fez pensar: eles realmente se merecem. E claro que, Gregory se aproveitou da situação pra continuar tramando contra a Ivy e queimar seu filme ainda mais com Suzanne. Ou seja, não adiantava explicar, a garota não entendia e achava que Ivy estava afim de Gregory. Meu Deus, que vontade de socar a mão na cara dela.

O segundo ponto foi que, eu senti uma raiva sobrenatural de Gregory, não por que ele estava fazendo todos esses joguinhos de manipulação e maldade pra cima de Ivy, usando as pessoas que ela amava contra ela e se passando por bomzinho. Mas por que ele simplesmente envolveu a gata de Ivy, Ella em tudo isso, machucando a gata de diversas formas. O filho da mãe matou a gata com uma corda no pescoço pendurada na janela. Meu Deus, isso pra mim foi o fim. Se eu já não gostava desse personagem desde o início, agora eu queria eu mesma matar ele. Pra mim foi o ponto mais forte do livro, eu fiquei muito irritada e triste ao mesmo tempo, embora seja só uma história.

Também fiquei um pouco decepcionada pelo pai de Gregory não ter nenhum envolvimento na morte de Caroline e as mortes que sucederam ela. As tentativas de Gregory de matar Ivy, eu estava convicta de que Andrew tinha um papel dentro de tudo isso, mas no final ele era só mais um personagem figurante que estava lá só por estar, um quadro na parede fazendo sua função: a de decorar.

Odiei as atitudes da mãe de Ivy de ter achado que ela tinha matado a própria gata e ter achado que ela era louca por ter surtado por que Gregory havia tirado Philip para um passeio perto das ferrovias de Trem. Achei isso uma atitude estúpida, se você é mãe você acredita nos seus filhos. Então basicamente é isso.

Eu espero que tenham gostado da resenha, que tenham curtido o livro, quem leu, e vamos conversar sobre, comente o que achou ❤

Uma boa leitura a todos!! :*

Cold Bones

cold bones
Respire, ele diz.
Mas não consigo. A medida que a traqueia se fecha e engasgo na água fria, é cada vez mais inútil tentar.
Salve-se, ele continua.
Mas ele não vê que é impossível?
Então as lágrimas descem e os olhos ficam vermelhos, as pupilas dilatadas tão negras quanto o breu de uma esquina mal iluminada a noite.
Ele me tira da água, as roupas pesadas puxando meu corpo para baixo. Para baixo.
Mas ele é forte e sempre foi a minha montanha. Ele grita, me sacode, empurra meus pulmões para dentro de mim. Mas estou tão pálida e fria que não sinto mais.
Acorde, ele me agita desesperado.
Então tudo é salvação quando suas mãos chegam ao meu coração e o assopram para viver.
Dá-me fôlego para que possa aguentar só mais um segundo, dá-me o próprio ar para que possa respirar, dá-me o calor para que possa me aquecer.
Não fique nervosa, esfregarei as tuas costas – ele diz com um sorriso, para quando tudo se acalmar. E, por favor, não se vá. Ele continua.
E pede para que não desista, nunca.
A sensação é branca.
Foto: Pinterest

Resenha: Beijada por um Anjo Vol.2 – Elizabeth Chandler

Ok Ok, podem me martirizar, crucificar, eu aceito! Realmente sumi das resenhas e não tenho trazido tantas novidades como gostaria. Mas felizmente encontrei tempo para continuar lendo esta série arrebatadora de livros que me prende a leitura de uma forma que beira ao paranormal.

Enfim, eu realmente não tive tempo de terminar outras leituras, como as de Janeiro e Fevereiro postadas aqui no blog, por conta de alguns problemas. E quem é leitor sabe que queremos ler tudo ao mesmo tempo e nunca dá certo. Mas calma que ainda teremos resenhas sobre Grim Reaper e O Jardim dos Esquecidos mais pra frente. Então, no momento, vamos nos contentar com o que temos e borá!

vol 02 - 02

Bom, como se trata da resenha de um segundo volume, pra quem ainda não leu o primeiro, recomendo a ler a resenha que eu fiz no começo do ano e parar por aqui por que toda resenha minha contém spoilers depois do aviso. E se você, meu anjinho leitor não tiver lido o primeiro volume, vai ver spoiler em tudo, por que a resenha nada mais é do que discorrer sobre um ponto de vista de uma história e para contar meu ponto de vista preciso falar sobre a história. Então sejam compreensivos e fiquem a vontade —- > Clique aqui para ler a resenha do primeiro volume com muito carinho.

E agora que já escancarei esse lindo aviso pra vocês, vamos começar a resenha?

vol 02 - 01

Neste segundo volume se Beijada por um anjoA Força do Amor” temos um Tristan esperançoso, embora morto, e sabemos que um echo ficou no final do primeiro volume, descobrimos que o acidente de carro de Tristan, não foi bem um acidente. Por aí já temos um indício de que a história que prossegue pode ser mais assustadora do que imaginamos no começo. E eu realmente tive esse toque de medo enquanto lia. Custou para entender que não era o Tristan o alvo dos acontecimentos e sim a Ivy. Então, nesse segundo volume, vamos percebendo cada vez mais que a Ivy é a garota que corre perigo e precisa ser protegida por que há algo ou alguém atrás dela para feri-la ou até pior.

E por isso nós temos o Tristan e Lacey, uma atriz famosa que morreu dois anos antes, que desde a morte do nosso anjo favorito está o ajudando a perseguir Ivy, tentando descobrir quem quer machucá-la, quem armou para que o carro dele não tivesse freio no dia da sua morte, quem está por trás de todo esse rolê do mal e qual a razão. E claro, Lacey sempre o ajudando a aumentar seu poder para que se comunique com pessoas de canal aberto para orientar Ivy a não pisar nas bombas do campo minado, que geralmente são sua amiga Beth, seu irmão Philip e um Will que não sabemos ainda o que ele é da Ivy, apenas que ela não quer uma aproximação com ele.

Porém, embora hajam esses avisos para Ivy, ela vive surtada, por que ela não consegue esquecer Tristan, não consegue mais acreditar nos anjos que ela passou a vida toda acreditando e isso cria um bloqueio para que Tristan não consiga chegar até ela ou que seus avisos soem piadas ou brincadeiras de mau gosto, o que coloca os amigos de Ivy e seu irmão numa saia justa.

Enfim, dentro desse contexto, o que posso dizer é que, cada página que li me prendeu de uma forma surpreendente, o livro é simples, a escrita é simples e descomplicada e por isso flui naturalmente, ou seja, não há nada demais, mas o mistério que corre devagar, o envolvimento dos personagens e os sonhos que Ivy vem tendo desde a morte de Tristan que combinam sempre com o “suicídio” da mãe de Gregory, cada pista que ela vem tendo nesses sonhos vem trazendo cada vez mais um aprofundamento, questões que precisam ser resolvidas e que me deixaram afobada pra saber logo o que acontece. É por isso que esse livro não fica para trás, não perde a graça. Ouso até mesmo dizer que ele traz um pouco de Hush Hush para dentro do contexto, só que um pouco mais melancólico e devagar.

Até agora, falei apenas dos principais personagens, mas não mencionei Gregory, irmão adotivo de Ivy, que pra quem não se lembra, veio do casamento do seu pai com a mãe de Ivy, e acredito não ter dado muitos detalhes na outra resenha; e Suzanne, sua melhor amiga. Nem mesmo Eric, melhor amigo de Gregory, que apesar de tudo, faz tanta parte desse enredo como qualquer outro personagem.

Acontece que, Gregory é uma pessoal completamente diferente nesse segundo volume, o que o torna um suspeito muito provável, por que a gente sabe né galere, uma pessoa só fica boazinha quando quer alguma coisa. E eu desde o começo não vou com a cara desse metido. O que me leva a detestar a Suzanne cada vez mais, por que essa amiga da Ivy simplesmente começou a virar uma vadia encrenca logo após começar a sair com o Gregory. E Eric, bem, esse é um personagem peso morto, viciado em drogas e sempre com jogos perigosos, desafiando Ivy e se metendo onde não deve. O problema é que, por ele ser justamente assim que ele se torna um forte alvo para Tristan investigar e ligar as coisas.

ATENÇÃO: ALERTA DE SPOILERS

Bom, como já falei um pouquinho do que acontece na história, sem literalmente falar o que acontece na história, agora esta é a parte em que eu falo os pontos positivos e negativos da história, contando um pouco de spoilers para quem já leu para que a gente converse sobre isso, enfim.

01

A Lacey é um dos principais pontos positivos, ela sempre tem um comentário para ser feito que tire o leitor um pouco dessa orbita de mistério e melancolia, digamos que ela é o personagem que da graça para o livro mas que nós ainda não sabemos qual é o propósito dela ali e sabemos muito pouco sobre ela. Tudo o que sabemos é que ela é uma estrela de Hollywood que morreu num acidente aéreo. Tirando a grande ajuda que ela dá a Tristan. Enfim, acho a Lacey incrível e uma personagem que está se desenvolvendo cada vez mais.

O segundo ponto positivo, embora ache a maioria negativa no contexto de: Tristan é um anjo e nada pode ser feito é: essas pequenas dicas que a autora vai criando, vai dando para alimentar a nossa imaginação a cerca de Tristan, ele é quem faz a ligação dos pontos, ele é quem entra na mente, no sonho, no corpo das pessoas e fazem com que elas façam coisas ou digam / escrevam coisas que não querem e fazem-nas se sentir invadidas ou estranhas depois, e tudo isso para um bem maior que no final cada personagem vai entendendo melhor o que está acontecendo e acreditando com mais facilidade. Então Tristan é um personagem grandioso, ele sabe que Ivy corre perigo por que ela viu alguma coisa referente ao “suicídio” da mãe de Gregory, e por isso querem dar cabo a ela. Inclusive, é o nosso grande anjo da guarda quem a salva desse irmão adotivo que quer feri-la e só nos damos conta das intenções de Gregory justamente no final, quando ele a deixa drogada e a leva para uma estação de trem para dar cabo a ela. Então Tristan usa Philip para ir atrás de Ivy e salvá-la. Isso abre um grande espaço sobre o que realmente aconteceu no final.

Outro ponto positivo da história em relação a Tristan é a presença que ele tem sobre os amigos de Ivy, os avisos que ele manda para Ivy usando seus amigos, ela nunca acredita e acaba sendo vítima todas as vezes, tudo por que na mente dela, se os anjos realmente existissem, Tristan não teria morrido.

02

Para os pontos negativos, eu deixo com certeza a Suzanne em primeiro lugar, por que olha, nesse segundo volume, ela ganhou de chata e insuportável, até mesmo de Eric, mas a diferença é que Eric a gente já sabe que é chato desde o início e por isso suporta um pouco. Mas essa menina, ela não me desceu um mísero segundo. Tudo por causa da obsessão insana dela por Gregory e um ciúme anormal dele com Ivy. Não há um momento durante toda a história que ela não da uma de chata pra cima de Ivy por que Gregory fica olhando pra ela, correndo atrás, passando tempo. Então, ela simplesmente se tornou a insuportável da história e acho que ela merece muito bem esse título.

O segundo ponto negativo é que, apesar do ciúme da Suzanne ser algo besta, ele não é de fato algo besta, por que a partir do comecinho do final do livro Gregory começa a investir em Ivy, eles se beijam, rola um clima, enfim. E eu acho isso nojento, ainda mais depois de quatro semanas Tristan ter morrido. Talvez na cabeça do leitor haja uma condenação por conta da personagem, eu mesma achei isso sem critério. Mas a jogada principal está aí: por que não se aproveitar de uma garota fragilizada pela morte do namorado para criar aproximação e confiança para que ela não desconfie de algo que está acontecendo? Esse é o intuito de Gregory. Então vemos a história criar formas e contornos cada vez mais, ele é culpado de algo, Ivy vai começar a se lembrar do que, a desconfiar e ele precisa incessantemente que ela confie nele para que ele dê cabo nela. E por favor, nem venham defender o cara, no final do livro ele drogou a menina e tentou matá-la numa estação de trem. Quem acha que foi Gregory que matou a própria mãe levanta a mãozinha aí 🙌🙌🙌

Eu tenho certeza que foi ele, e além de tudo com a ajuda de Eric e a cobertura do próprio pai Andrew. Aquela desculpinha de “vim buscar uns documentos da faculdade para levar no passeio” não colou muito comigo não. E se você não percebeu esse buraco negro sobre esse personagem que menos aparece, então lê de novo e tenta enxergar que mais cedo ou mais tarde vai ter uma reviravolta e ele vai aparecer também.

Outra coisa que me deixou muito louca é essa descrença da Ivy nos anjos, a raiva que ela criou sobre eles e a mágoa. No final do primeiro volume ela tentou quebrar todas as suas estátuas de anjos e acabou dando para Philip se ele nunca mais falasse de anjos. Ok que aos poucos vemos uma evolução na volta da crença dela. No primeiro volume eu achava que isso era uma coisa sem nexo, e logo após é que ligamos que é a morte de Tristan que dá nome ao livro, que traz a crença nos anjos e que não é só uma coisa banal que a autoria criou. Então a Ivy me irritou um pouquinho sim, por que na falta de acreditar ela não podia enxergar Tristan, nem ouvi-lo, e ele muito menos podia entrar na mente dela, nos sonhos dela para orientá-la diretamente sobre os perigos que ela corre. E quando ele fazia pelos amigos e o irmão de Ivy, isso a irritava, fazia com que ela se afastasse e eu tinha vontade de pular dentro do livro e dar um sacudão nela e falar: pelo amor de deus, acorda, menina!!

Então, é isso pessoal, espero que tenham gostado dessa resenha, eu sei que esse livro, essa série já está pra trás há um tempo, já é uma série “idosa” entre as leituras atuais, mas acho que os blogs de literatura não precisam só se ater a livros contemporâneos, a livros que estão saindo das editoras amanhã para consumo. Nós temos que levar todo tipo de leitura ao público e acho que não importa qual, mas desde que possamos transmitir, é válido.

Um grande beijo a todos, desejo uma boa leitura e logo, espero, temos mais resenhas por aqui ❤

Winter Bird

17793465_10212595796036212_1858815945_n

Você é meu pássaro branco que veio para a minha salvação, com seus braços longos e seu sorriso brando. Talvez eu não esperasse, ou esperasse muito, por que olhei em seus olhos a primeira vez que te vi e eu enxerguei além do que você poderia imaginar.
Eu vi máscaras num baile, vestidos esvoaçantes. Uma satisfação, um romance.
Nós dois jogávamos o jogo sem saber, mas nenhum de nós perderia. Loucos!
Dançávamos até cansar, e não cansávamos nunca de nossas mãos juntas e nossos encontros em segredo. Éramos o segredo um do outro, a cumplicidade nua e crua e nada parecia importar, desde que estivéssemos o suficientemente perto para ouvir nossas respirações e nossos corações baterem em um ritmo que nem o mais talentoso músico conseguiria pautar.
Eu corri e você veio logo atrás, eu gritei e caímos juntos entre as folhas secas. Abraçados, enroscados, feito linhas de poemas que eu nunca queria me desvencilhar, dormir ao teu lado é tão reconfortante quanto a paz da natureza. Éramos o campos elísios um do outro, tudo era ouro, tudo era quente e nada mais parecia ter importância enquanto estávamos um ao lado do outro.
Você é meu pássaro branco, anjo, meu sentimento mais puro, minha humanidade em forma de homem, o melhor de mim que está em você e cada pedaço teu marcando meu corpo como brasa.

Foto: Rodrigo Aquino

Start Swimming

20130829-193120

É tão escuro aqui dentro que talvez se você entrar não enxergue nada, mas não há problema, quero que apenas entre e acenda as luzes, cada uma devagar e pacientemente. Essa é a minha casa, mas eu quero que se sinta a vontade para ficar. Quero que veja o que há dentro em mim, quero que veja que não é só medo e fuga, aqui também há algo como felicidade aprisionada, como uma sereia em um rochedo presa por marinheiros. Liberta-me!
E a maré sobe, e devagar ela se transforma. A lua cheia brilha sobre nós, seus sorrisos puros, as mãos dadas e os olhos que brilham sorrindo em minha direção.
Há quadros na parede, retratos na cabeceira da cama, poesias por todas as paredes, se você reparar melhor, poderá ver todos os meus sonhos e desejos listados, e saberá que em tudo isso há um pouco de você também.
Eu sou sua hoje à noite e amanhã também, todas as horas e em todas as estações.
Então se afogue, mergulhe em mim, não me solte, me agarre com mais força para que eu possa sentir você afundar sobre mim. E então você vai descobrir que eu não machuco como antes avisaram. Eu não sou espinho, não sou rocha, não sou gelo. Eu sou, como a velha lua uma vez me disse: você é todo o amor que eu lhe dei.

Foto: Pinterest

In the world that I created I’m intoxicated

7054ac2d3b8b946f50a8418b3ff84815

Criei você e recriei milhões de vezes, milhões de pedacinhos teus em minha mente, para te trazer mais perto, para que nunca me esquecesse do quão belo és. Uma partitura, uma canção há muito tempo guardada, engavetada, mas que estava ali para ser tocada… empoeirada, amarelada, amada. A sinfonia da alma, a ventania do tempo, as cinzas deixadas para trás num sopro, cada memoria engaiolada, intocada, nua, crua, delicada. Espólios. Eu senti frio quando permiti que voltassem para meus braços, mas tão acolhida por que me trouxeram você, por que me reviveram com você dentro de mim.
Então o piano velho voltou a tocar, a nossa musica, e ela dizia: eu quero ser seu. E era como a noite observar nascer o dia, a escuridão ver a luz ser criada, era como estar em teus braços naquela noite dançando, e eu podia morrer, mas não era nada sem a melhor parte de mim segurando minhas mãos.
Tudo sonho, eu estava tão intoxicada que era quase impossível respirar, algo tão claro sendo deixado de lado pela simples incapacidade de desviar o olhar.
Todas elas voltaram para a gaveta, por mais um dia.

Imagem via Pinterest

Resenha: Infitino + Um – Amy Harmon

Quando comecei a ler Infinito + Um da autora Amy Hamon, eu comecei a criar paradoxos sobre o livro e notas mentais que gostaria de acrescentar a esta resenha, mas agora que acabei esta obra digna de ser um best seller, eu perdi completamente todas as minhas falas para este momento.

Infinito + Um conta a história de uma cantora country Bonnie Rae Shelby e um zé ninguém Finn Clyde que quer apenas recomeçar a vida do zero.
A história inicialmente aborda uma Bonnie totalmente deslocada que quer morrer, ela está em cima de uma ponte quando Clyde a impede de se jogar e por fim ao seu martírio. Depois disso, ambos começam uma aventura juntos percorrendo todo o país, atravessando cidades e sendo perseguidos pela polícia e pela mídia. Bem ao estilo Bonnie & Clyde. Nem preciso dizer o que acho da criatividade da autora, né? A leitura é deliciosa, talvez um pouco confusa inicialmente por ser uma leitura que alterna a narrativa de primeira pessoa para a terceira em algumas ocasiões, isso foi algo que me incomodou, mas depois me acostumei. Como gosto de folhas mais amareladas, achei uma leitura mais confortável e atrativa.

infinito + 1.2 - bebes que chegaram hoje

Antes de mais nada, quero dizer que, li muitas resenhas criticando o livro, falando que ele não era o melhor da autora, enfim, que não era um livro digno. Até eu fiquei encanada com o livro antes de comprar e achei melhor arriscar. Resultado: me surpreendi novamente com a Harmon e esse livro se tornou outro favorito meu. Não me arrependo de ter investido nele, e todas as resenhas que li: mentirosas!!
Além de tudo, falaram que a autora enfatiza muito a história dos foras da lei Bonnie e Clyde, eu sinceramente não achei, achei interessante que a história do livro fosse um pouco parecida. E o que seria deste livro se não tivessem referências sobre os personagens reais que deram vida aos ficcionais?

Uma coisa eu digo, Amy Harmon sabe captar a essência de tudo. Infinito + Um não é um livro qualquer, não é um livro só com tristezas, é um livro divertido que envolve superação, dor, felicidade, romance, matemática, música e com uma pitada de humor e aventura. E como sempre, Harmon sempre tem um fundamento ou um estudo para compor suas obras. Sempre tem um jeito tocante de nos alcançar com palavras, sempre tem um jeito de nos fazer refletir.
E uma curiosidade que achei super bacana, Amy Harmon sempre coloca os ensinamentos de Deus e Jesus Cristo em suas obras, um detalhe que achei que era original apenas de Beleza Perdida, mas fiquei grata por encontrar em Infinito + Um, e agora sei que, esta autora nunca irá me decepcionar e que ela já me convenceu de que é a melhor. Amy se tornou uma musa para mim e me deu inspiração para seguir minha carreira de escritora, além de estar sempre curtindo minhas fotos dos livros dela no instagram do blog 😀

foto para resenha infinito mais um 2

Um detalhe que gostei muito, foi o fato dos capítulos serem nomeados por termos matemáticos, deu mais originalidade ao livro no tom certo.
Os personagens são muito legais. Bonnie é um pouco intensa, impulsiva e maluca, está triste e Clyde se torna uma ponte, um ponto de fuga e ela se agarra a isso. Bonnie é, também, caridosa e amável, e claro que Clyde também não deixa a desejar, tendo por trás de sua história uma essência de culpa e até mesmo medo que o leitor deverá se surpreender com a profundidade e a complexidade disso. Clyde se agarra à sua amada matemática durante todo o percurso do livro, o que deixa Bonnie curiosa e ela tenta entender como funciona a cabeça de Clyde matematicamente. O livro é inteligente, surpreendente e doce.

E antes que eu encerre, quero agradecer meus leitores por estar nos acompanhando sempre por esta jornada, que vocês continuem conosco e que não importa as resenhas boas ou ruins, sempre leiam os livros que colocamos aqui e criem suas próprias opiniões acerca deles. Não é errado e nem é certo, ler é sempre o melhor investimento que você pode fazer, independente do livro, apenas aceite! ❤

ATENÇÃO: SPOILERS

Como dito antes, a Bonnie queria se matar, ela está triste e não aguenta mais. A principio achamos que ela é uma mimada por que tem tudo o que poderia querer e quer por fim a vida. Mas ao decorrer dos capítulos vemos que Bonnie Rae tem um coração tão grande quanto o mundo, e que na verdade ela só precisa de um tempo pra organizar as ideias. Esse tempo ela encontra quando conhece Clyde, que a impede de se jogar da ponte, e então eles começam a viajar pelo país todo em direção as Las Vegas. Bonnie, com a bolsa de sua avó, furtada do camarim, bancando toda a viagem e metendo a cara dos dois em todo tipo de problemas.
De inicio Clyde nem sabe quem é ela e acha que por ela se chamar Bonnie está apenas tirando com a sua cara por ele se chamar Clyde, ele tem uma prova de quem ela é quando ela começa  cantar e lhe mostra fotos dela. Então eles começam a ter cuidado com pessoas que possam lhes reconhecer, e criam uma amizade a partir da viagem que se inicia.

foto para resenha infinito mais um

Eles conhecem pessoas, ajudam pessoas e são reconhecidos, passam por poucas e boas, sobretudo começam a se conhecer e a gostar um do outro.
Um dos trechos que mais gostei foi quando Bonnie viu Finn sem camisa e notou as tatuagens de prisão no peito e nas costas. Ela ficou alarmada e tentou fugir, com medo, de que ele lhe fosse uma pessoa ruim, mas seu cartão foi recusado para outro quarto no hotel de beira de estrada onde estavam alojados e ela ficou esperando do lado de fora. Quando ele a viu, estava com raiva e foi embora, mas ele não conseguiu deixá-la para trás, e quando retornou ele a beijou.

“— Inacreditável — disse Finn entredentes e bateu no volante com a palma da mão. Diminuiu a velocidade até parar. —INACREDITÁVEL! — repreendeu-se, ao mesmo tempo em que pisava no freio. Em seguida, abriu a porta e saltou para fora do veículo parado. Bonnie ainda estava com as duas malas nas mãos, mas agora seus lábios estavam entreabertos, mostrando clara surpresa pelo fato de ele ter parado.
E ela não era a única. Finn se sentiu dividido bem ao meio. A parte racional de seu cérebro, o lado que garantia sua sobrevivência e sanidade, estava indignada, exigindo que ele continuasse dirigindo. Já o lado conectado ao coração e às partes baixas estava soltando um suspiro de alívio.
Ela não se mexia, como se tivesse certeza de que, no momento em que o fizesse, ele mudaria de ideia, entraria de novo na Blazer e iria embora.
Então ele se voltou para ela, lutando contra si mesmo a cada passo do caminho. Caminhou até estarem praticamente frente a frente. Os olhos escurosdela estavam arregalados e erguidos para ele. Finn tinha as mãos enfiadas nos bolsos para que não a estrangulasse, mas os bolsos pareciam algemas em seus pulsos. Então puxou as mãos, agarrou Bonnie pelo casaco rosa fofo e a ergueu na ponta dos pés, na altura dele, até que ficassem nariz com nariz e não pé com pé. Seus sentimentos eram uma grande bola emaranhada de raiva, anseio e injustiça, tudo embrulhado numa indignação impaciente, e Finn não conseguia separar um sentimento do outro. Assim, fez a única coisa que podia fazer. Ele a beijou.”

Então ele lhe contou a história das tatuagens e descobrimos que Finn Clyde havia sido preso sob o julgo de crime à mão armada, crime este que tirou a vida de seu gêmeo Fish, foi quando ele contou a Bonnie que também era gêmeo. Só que Clyde não havia feito nada, não havia roubado e nem matado, seu irmão quem tentara roubar uma loja de conveniência, sem saber que, o proprietário, também tinha uma arma.
Um parênteses aqui, que a Bonnie sempre relembra e até mesmo chora pela gêmea dela, a Minnie, que morreu de câncer, esse, na verdade, é o fato dela querer se matar. Por que ela está de luto, e quando a irmã morreu, ela estava em turnê e a avó (sua empresária) não lhe contou sobre a morte da irmã até que terminasse a turnê.

Bonnie e Finn passam por vários perrengues durante o tempo na estrada e Finn começa a se incomodar com o fato da polícia estar na sua cola sob inúmeras acusações de ter sequestrado Bonnie, sem ele, na verdade, ter culpa alguma. Então ele insiste para que Bonnie ligue para a avó e peça a ela que retire a queixa. Bonnie é totalmente contra, pois não quer falar com sua avó, ela sente raiva pelo controle imposto desde o começo de sua carreira, então ela foge com o carro de Finn para (nome da cidade) onde mora o pai do rapaz, deixando para trás dois mil dólares em dinheiro para que ele alugue um carro e se encontre com ela. E nesse tempo, ela fala com seu guarda costas, o Urso, que descontente aceita se encontrar com ela no dia seguinte na casa do pai de Finn.

E é a partir disso que a história realmente começa a se desenrolar, é quando Finn percebe estar apaixonado por Bonnie. Ele a encontra num parquinho infantil de madrugada cantando para as estrelas e aquela música é tão incrível que ele finalmente percebe o que sente por ela. E ela o vê, os dois se aproximam e ele beija Bonnie novamente, não mais bravo por ela ter roubado seu carro e fugido. Eles dormem na casa do pai de Finn após o carro dele ter sido guinchado no parquinho, ele não reclama e no dia seguinte, Urso aparece com as coisas de Bonnie e essa é a parte do livro que mais achei engraçada.

“No entanto, Finn estava me olhando como se tudo fosse ficar bem. Como se
quisesse me beijar de novo. E eu queria que ele me beijasse, mais do que jamais quis alguma coisa na vida. Sua boca estava tão perto que eu podia sentir seu hálito na minha língua, e eu queria lamber meus lábios para saborear a sensação.
Então os lábios dele não estavam mais próximos; eles estavam lá. E aqui. Acima. Dentro. Em volta. Minhas pálpebras tremularam, meu estômago despencou e o peso em minhas pernas me fez querer afundar no beijo como uma âncora na areia, cavando, mas estranhamente sem peso. Em seguida, as duas mãos dele estavam no meu cabelo, prendendo minha boca onde ele queria que ela ficasse, me segurando parada enquanto provava meus lábios e me pedia para deixá-lo entrar. E eu o recebi com um suspiro que deslizou pela noite fria e se afastou tal como a minha música. Era uma estrofe nova, um dueto de lábios e uma fusão de bocas. Foram o ápice da melodia e o descer dos címbalos, e era diferente de qualquer música que eu já tivesse cantado. No momento em que ele se afastou, o beijo ecoou em torno de mim, me convidando a repetir a música de sua boca contra a minha.”
“— Você é Finn Clyde? — A voz era mais aguda do que Finn teria esperado, vindo da cavidade torácica do homem do tamanho de um urso na varanda de seu pai. Assim que a comparação passou por sua cabeça, Finn soube quem era.
— Você é o Urso?
— Sou. E é melhor você tirar o rabo de branco marginal da minha frente bem depressa, ou vai descobrir por que a minha mãe me chamava de Urso. Não é porque eu sou fofinho.
Finn imaginou que merecia a classificação de branco marginal, parado com o peito nu marcado por tatuagens ofensivas e o cabelo loiro solto ao redor dos ombros, tanto que deixou o comentário passar e abriu caminho.
— Entre.
Finn deu um passo atrás, e Urso avançou para dentro da pequena sala de estar, preenchendo o espaço com malevolência, seus olhos absorvendo tudo de uma vez.
— A Bonnie está lá em cima. Ela estava dormindo da última vez que verifiquei. Se me der licença por um segundo, vou vestir uma camisa e dizer a ela que você está aqui. — Os olhos do homem se arregalaram com a menção ao fato de Bonnie ainda estar dormindo quase às onze da manhã, como se o detalhe fosse íntimo demais para Finn estar a par dele, mas o guarda-costas cruzou os braços sobre o peito enorme e abriu as pernas em uma postura que dizia “anda logo”, enquanto observava Finn subir as escadas.”

Depois disso, eles entram num acordo. Bonnie precisa aparecer no Oscar por ter recebido uma indicação e ela tem a missão de desmentir toda a falácia da mídia apresentando Finn Clyde como seu namorado. Eles topam no mesmo instante e então partem com o carro do Urso para Los Angeles enquanto o Urso volta com o carro alugado de Finn para Cincinnati.

Nesse meio tempo, eles ajudam um mendigo “profeta” chamado de William que está a deriva da estrada com um placa escrito “eu acredito em Bonnie e Clyde” e inicialmente é isso o que chama a atenção de Bonnie para ajudar o homem. Clyde relutante aceita, uma vez que, não sai do caminho de ambos deixar o mendigo numa outra cidade. E é interessante as falas de William, ele tem um diálogo com Finn que chama muito a sua atenção e o faz lembrar de seus momentos com Fish e o pai.

“— A pergunta que ele fez, se a matemática existe porque é um reflexo do nosso mundo, ou se o mundo existe por causa da matemática. Você ouviu? — ele quis saber, distraído.
— Sim. Ouvi. — Bonnie riu. — Claro que ouvi. Fiquei perplexa.
— Meu pai sempre perguntava isso pra gente. — Finn se sentiu estranho, até nervoso. — Acho que outras pessoas podem fazer a mesma pergunta, mas foi estranho ouvir William simplesmente gritá-la desse jeito.”

Para concluir, não vou contar aqui tudo o que li neste livro para não ficar uma resenha mais cansativa do que já está e muito cheia de pontos. O que posso dizer é que, Bonnie e Clyde se casaram, ficaram juntos no final mesmo se conhecendo há poucos dias, mesmo Clyde sendo pego pela polícia novamente, algo que ele consegue ser libertado estando ao lado de sua matemática e a verdade que o ajudam a, novamente, estar ao lado de Bonnie, que finalmente põe um ponto final à sua avó controladora e aproveitadora, que descobre que o próprio irmão estava tramando contra ela e por isso a polícia achava que Clyde havia sequestrado-a. Este livro, assim como Beleza Perdida de Harmon é um sucesso, uma leitura divertida, triste, com tantos pontos que faz a história parecer uma montanha russa de sentimentos. Ele é simplesmente incrível!!

Espero que tenham gostado, espero que me perdoem a demora dessa resenha, acima de tudo, afinal, ela está há meses salva nos rascunhos e só agora pude concluí-la. Agradeço a paciência, os views, todo o apoio de vocês ❤

Leituras do mês de Janeiro e Fevereiro!!

Começando o ano com duas super leituras de capas cheias de impacto e chamativas. Pra quem não se lembra, esses foram livros que comprei na linda e maravilhosa #bienaldolivro2016.

“Ah, mas você é tão lerda, ainda está lendo a pilha gigante e obscena que você comprou lá” – Pois é né kkkkkkk isso eu realmente admito, mas não posso fazer nada, afinal, eu compro mais livros do que realmente consigo ler, e acho que, não sou a única dentre os leitores viciados e apaixonados que sofre esse descaso.

leituras-atuais

Pra começar bem, eu escolhi uma leitura nacional e uma estrangeira, pra não ter desigualdade. A grande maioria dos leitores sentem um pouco de receio ou são totalmente contra leituras nacionais de novos escritores ou escritores jovens como é o caso da Miss Nick e a Bettina Winkler, a dupla escritora de Grim Reaper. Na Bienal, ainda tive a oportunidade de conhecer a ambas e ter um cartaz e o livro autografados.
Até onde li, a história tem se mostrado exótica e interessante, embora um tanto cliché que poderia ser melhor aproveitado ou trabalhado.
But, leituras nacionais não são ruins e muito menos perda de tempo e dinheiro, basta tentar olhar com outros olhos e ter vontade. Eu ainda estou em fase de quebra desse esteriótipo de que tudo que é nacional é sinônimo de ser ruim e eu recomendo o mesmo a vocês.

De quebra ainda embarquei na leitura de V.C. Andrews, e eu não vou mentir que o que me chamou mais a atenção foi a capa misteriosa e chamativa. Porém, ao decorrer da leitura, fui sentindo que todas as minhas expectativas da sinopse eram muito erradas, esse livro me surpreende a cada página e fiquei ainda mais surpresa por saber que há um filme que conta a história de O Jardim dos Esquecidos. A história não é assustadora, mas as circunstâncias pela qual ela passa são, e a realidade do livro é algo tão absurdo que mexe com a cabeça e o coração de quem está lendo.

De qualquer forma, não darei muitos detalhes, apenas que ambas as leituras estão sendo mais lentas e a seu grosso modo interessantes. Vamos esperar por resenhas em breve, sim ou claro? 😀

Resenha: Beijada por um Anjo Vol.1 – Elizabeth Chandler

Quando comecei a ler Beijada por um Anjo, livro que já vinha desejando desde muito tempo e, por pura sorte, o encontrei num sebo perto de casa para trocar com uma pilha de livros que tinha, eu não botava realmente muita fé. Foi um livro rápido, eu demorei apenas dois dias para ler, mas que me deixou com aquela pulga enorme roendo minha orelha. Não posso afirmar que de longe foi o melhor livro que li na minha vida ou que é meu livro favorito daqui até a eternidade. Mas ele me agarrou de uma forma que agora estou frenética para saber mais.

No começo, parecia só uma besteira com anjos, uma crença idiota da protagonista, nada parecia ter ligação direta com anjos e coisa e tal, por isso achei meio sem graça e cara de Fallen. Não, definitivamente Fallen é melhor. Esse era meu pensamento até quando comecei a ler Hush Hush e veja só agora, Hush Hush é minha série favorita no tema. E, embora eu goste de Fallen, eu não consigo dizer que é melhor que Hush Hush, embora a história dele fale sobre reencarnações, karma, maldições e tudo o que faz de Fallen o Best Seller mais famoso no tema e o favorito de todo mundo. Não me julguem por preferir Hush Hush. É por que simplesmente o Patch é diferente de qualquer outro protagonista (tirando o Noah – A Desconstrução de Mara Dyer – e o Daemon – Obsidiana).
Mas, bem, essa não é uma resenha ou crítica sobre as duas sagas, né? Então vamos falar sobre Beijada Por Um Anjo, pow!

beijada-por-um-anjo-resenha

A história é bem simples, logo de cara quando você inicia a leitura você começa a se perguntar: por que raios o livro se chama beijada por um anjo se só tem a crença de Ivy como ponto de referência?
Meu caro leitor, você vai ter uma base no final deste livro para o próximo (talvez, por que não li ainda os outros volumes, mas pela sinopse já da pra ter uma noção). E não é que eu não queira explicar, mas eu não posso explicar sem revelar spoilers, embora a sinopse em si já dê alguns spoilers pesadões. Mas não desistam desse livro, ele é um amorzinho, você logo vai se apaixonar por Tristan e perceber como é impossível um cara assim existir e como o amor dele e de Ivy é um amor livre. A leitura é leve, não é demorada, demorei apenas dois dias pra ler, pois ele tem as letras um pouco volumosas, a capa dele é super simples e aquilo que eu chamo de: menos é mais! Além das páginas amareladas que eu amo. Não sei se porque peguei no sebo ou se já é assim mesmo, mas quem me conhece sabe que, pra mim, esse é o ponto principal para um livro me conquistar. Não é nem a capa ou a sinopse, mas sim as páginas amareladas. Dá pra entender? Não, obviamente que não kkkkkkk #coisasdeleitora.

“-Anjos  de luz, anjos queridos, cuidem de nós. Cuidem de quem mais fica comigo.”

Bom, esta resenha não é comprida. A partir daqui vou separá-la por pontos positivos e negativos da história. Eu começarei a fazer minhas resenhas assim, mas tome cuidado, pois sempre a partir daqui terá um aviso de spoilers. Então não briguem comigo se eu soltei o verbo aqui e vocês decidiram avançar. Bele?

AVISO: CONTÉM SPOILERS

01

O que eu mais gostei nesta história foi o título. Eu sou uma viciada em anjos e coleciono tudo sobre anjos, desde livros, até penas de ganso que imitem ou lembrem dos anjos. Então o título e a capa serviram de grande ajuda, foi o meu início, eu sempre quis ler essa série e tive a oportunidade quando fui trocar livros no sebo. Ele estava ali pra mim, foi o primeiro que vi e não pensei duas vezes.
Segundo que me vi muito em Ivy por sua crença nos anjos, por que, segundo ela, foi salva de morrer afogada por um anjo. Ela o descreve com amor e beleza e narra o fato. Aos poucos ela é ajudada por Tristan a combater o seu medo. Ele se aproxima dela de maneiras diversas e impensáveis, sendo adotando a gata dela ou a salvando de cair do trampolim na piscina. Ele é o herói de Ivy durante toda a história. Quem não se apaixonaria desse jeito?

“Lá em baixo, a piscina parecia dançar, coberta por uma névoa. Tentou se concentrar no trampolim. Não conseguia. Era como se a água viesse na sua direção, pronta para engoli-la. Depois recuava, voltando para baixo. Ivy cambaleou. Uma perna foi ao chão.

-Oh! -ouviu-se nas arquibancadas.

A outra perna foi ao chão, saindo do trampolim. Ivy agarrou-se com o desespero de um gato. Estava pendurada, metade no trampolim, metade fora -Alguém a ajude! -gritou Suzanne.
Anjos das águas, rezou Ivy silenciosamente. Anjos das águas, não me deixem cair. Você me ajudou uma vez. Por favor, anjo…
Então ivy sentiu seus braços tremerem com o movimento do trampolim. Suas mãos estavam úmidas e escorregadias. Solte, disse a si mesma. Confie em seu anjo. Seu anjo não vai deixar você se afogar. Anjos das águas, rezou pela terceira vez, mas seus braços não soltavam. O trampolim continuou a vibrar. Suas mãos estavam escorregadias e começavam a soltar.

-Ivy.

Virou o rosto ao ouvir a voz, batendo a bochecha no trampolim. Tristan tinha subido a escada e estava do outro lado do trampolim. -Vai dar tudo certo, Ivy.”

Outro ponto positivo é o mistério que se instala na história. A morte da mãe de Gregory, irmão postiço de Ivy, e a sabotagem que é feita no carro de Tristan, o que o leva a morte e deixa Ivy levemente ferida. Galere, Tristan morre no final (chora 😦 ) e antes de que ele monte o raciocínio de que foi sabotado, eu já estava farejando isso, e eu estou louca pra ler a continuação por que tenho minhas suspeitas de quem pode ter sido. E, além de morto e invisível aos olhos de Ivy, que não acredita mais nos anjos, ele é ajudado por uma atriz famosa que havia morrido no passado. Ela é cômica, o humor dela é negro e eu quero ver essa personagem se desenvolver, na verdade, eu acredito no desenvolvimento dela nos próximos volumes e no de Tristan com a ajuda dela.

02

Bom, não precisa ser exímio pra saber o que me desagradou nesse livro. E sim, eu falo da morte de Tristan, embora eu já esperasse que fosse acontecer, mas não da forma descrita no livro, o que ficou, realmente, cara de caô. Eu odiei o sofrimento de Ivy, que se enlutou e se torturou, quebrou todas as estatuas de anjos, nem quis mais acreditar nos anjos que a vida toda ela pensou estarem com ela.
Essa sem dúvida foi a parte que menos gostei do livro, mas que achei necessária para ter uma continuação, para que a história se desenvolva de um jeito que nos agrade.
Também detestei o casamento da mãe de Ivy com o pai de Gregory, achei uma bosta, literalmente, por que odiei o Gregory e acho que ele pode ter muito a ver com a sabotagem do carro de Tristan, pelo menos ele e os amigos, ou algum amigo próximo dele que não gostava do nosso herói, e também por que acho que ele vai se aproveitar muito de Ivy. Isso, na verdade, é bem presente no começo do livro, antes de Ivy namorar com Tristan, ele a provocava e no dia do casamento chegou a beijar Ivy na boca. Então, eu definitivamente não gosto de Gregory, mas posso estar errada, certo?

♠ ♠ ♠

Bom amores, chegamos ao fim de mais uma resenha, eu espero que tenham gostado, embora, bem curtinha e vocês sabem que eu adoro falar, interagir com vocês. Eu espero que vocês leiam ou considerem com carinho essa recomendação de leitura. Beijos pra quem chegou até aqui, e se você já leu, comenta nos comentários o que achou, quais foram seus pontos negativos e positivos acerca da história ❤

Resenha: Lead – Kylie Scott

E, por fim, enquanto ainda não temos Deep, temos que nos contentar com Lead sendo nossa última resenha aqui no blog. Mas não fiquem tristes, logo tem mais resenha por aqui  para sanar aquela ressaca literária.

lead-01

Jimmy Ferris, irmão mais velho do David, o maior problema da banda, vocalista, problemático, lindo e talentoso, além de ter passado um bom tempo em reabilitação para drogas e alcool.

Aparentemente, Jimmy parece ser indiferente, chatão, que não está nem aí com o coração das pessoas. Na verdade, a história dele é uma das mais pesadas dos três livros que compõe essa série. Um tema recorrente na vida de integrantes de bandas, sabemos qual foi a trágica história de Kurt Cobain e muitos outros astros do rock que enfrentaram uma barra por conta do vicio. Ficamos apreensivos quando lemos algo como Lead que nos mostra exatamente como é encarar os fatos, um pouco dessa realidade. Talvez não totalmente igual, mas uma parte, uma pequena parte que faz com que Jimmy se mantenha na sua, se afaste, fale pouco, não se relacione. Aos poucos vamos descobrindo que esse personagem tem coração sim e não é de Lead que criamos essa percepção, mas sim de Lick.

Temos Lena como sua assessora ou conselheira que mantém Jimmy nos trilhos, ela começa a conhecer um pouco mais dos por quês de Jimmy, pela convivência entre eles, eles passam a se abrir mais um com o outro e criando um relacionamento de guerra e paz, desordem e ordem, tudo ao mesmo tempo e misturado que faz com que eles criem uma ligação forte a ponto de se apaixonarem. Mas Jimmy parece não estar pronto ou não querer assumir por medo, e a todo custo faz com que Lena tente se interessar por outros homens, o que claro, não da certo, até por que, Jimmy ou sempre está com ela nos encontros ou está morrendo de ciúme.

A princípio, Lead não me conquistou muito, foi do meio do livro pro final que comecei a apreciar mais Jimmy, além de ver os problemas que ele enfrenta com a mãe viciada que faz um estardalhaço o acusando de algo que ele não é.
A primeira cena do livro é, logo de cara, chocante, pois retrata o funeral da segunda mãe de Jimmy e David, a mãe de Mal, Lori. Ela os abrigou, cuidou deles, deu apoio, comida e o que vestir e Jimmy esta fora de controle, pois teria que falar no funeral e estava completamente perdido, além de triste. Foi nesse primeiro momento que ele e Lena tiveram um contato, foi quando Jimmy a abraçou e disse que sua mãe estava o ameaçando. Então pós funeral, a mãe de Jimmy apareceu fazendo cena.
Se eu pudesse dizer, com toda precisão do mundo, qual cena mais me chocou, foi esta! E o meu pensamento foi o seguinte: como um homem lida com isso? Então a história deste membro da banda é um pouco complexa, além das traições, as bobeiras e erros que o assombram, o abandono, a falta de apoio. Lena é a única pessoa que, por amor, queria desistir, e por amor, ficou até o final.

Acho que, uma das características de Kylie, além de construir personagens problemáticos que resolveram a vida, é construir personagens fortes, que sabem o que querem, o que não querem e dão conta do recado.

lead-02

Se eu pudesse dizer o que acho de Jimmy Ferris, diria que ele é um maldito bipolar (rsrsrs), mas vemos que ele só tem medo de pisar firme no chão. Não apenas Jimmy, como Lena também tem medo de seu coração ser magoado. Esta, é uma outra personagem que teve de enfrentar traições de pessoas muito próximas que ela amava e se importava e vemos ainda, que isso é algo que a machuca e não está resolvido.

No geral, não tenho muito o que dizer ou reclamar da leitura, eu só achei que ela poderia ter se desenvolvido mais e tido um final mais impactante e menos cliché, embora tenha gostado mesmo assim. E não desisti, ainda estou sedenta e quero ler a conclusão da série, Deep. Afinal, estamos falando de 4 membros de uma banda mais que famosa.

Lead também é sexy, o que diferencia é a falta de alcool e drogas, mas não deixa de ser interessante e nem hot, uma vez que, a provocação sempre está presente entre Jimmy e Lena.

“Seus lábios se abriram um pouco e ele se manteve rígido, deixando-me assumir a liderança. A expressão hesitante em seu rosto diminuiu até se parecer com curiosidade, seus olhos foram se fechando gradualmente.

-Obrigada. -Eu passei meus lábios nos dele, bem de leve -Você tem uma boca tão bonita, Jimmy, e seus lábios são tão quentes e macios. -Ele fez um barulho como aviso. Achonquenfoi bom. -Eu estava morrendo de vontade de te beijar.

Nossos narizes bateram um no outro e eu sorri, mudei a inclinaçâo do meu queixo e continuei. Abri meus lábios um pouco, beijando seu lábio superior mais e mais. Podia sentir sua respiração contra o meu rosto e sua barba na minha pele. Eu queria afundar inteira nele, conhecê-lo por dentro e por fora. Eu queria proteger e estimar, incentivar e amar. Muito lentamente ele se inclinou, se aproximando, me encontrando no meio do caminho.”

Chega até ser engraçado certas cenas do livro como Lena tentando arrombar a porta do quarto do Jimmy e torcendo o pé. É cômico por que Jimmy está na pior e só por que ele conseguiu arrombar a porta dela numa tentativa dela de ignorá-lo, ela acha que pode conseguir o mesmo e isso acabou bem ruim.

O nosso Dave passa a ser mais presente e preocupado, ele tem um crescimento secundário dentro do livro, mas sempre presente, costumo dizer que a força motriz é sempre David e Ev, eles são como monarcas, estão sempre preocupados e sempre dando conselhos aos amigos e tentando ajudá-los. E isso tanto com Lena quanto com Jimmy e só o fato deles se preocuparem com ambos faz com que os amemos ainda mais. E sabemos, isso não é só com Lena e Jimmy, foi também com Anne e Mal em seus piores momentos em Play. Se não fossem tão jovens, eu diria que David e Ev são os pais preocupados dos integrantes da banda. Mas afinal, todos eles são uma grande família.

E pra finalizar, deixo mais uma música para acompanhar na leitura de quem se interessou por toda a trilogia e vai mergulhar nas loucuras de Stage Dive, e realmente, você vai rir a beça, vai sentir raiva, vai se apaixonar e até mesmo chorar em certos momentos,  mas vai amar cada partezinha, cada detalhe. Eu espero que tenham gostado, que tenham chego até aqui e agradeço com o coração eufórico por estarem acompanhando. Um grande beijo ❤

Resenha: Play – Kylie Scott

Depois de quase engasgar com a leitura e todos os desafios e sentimentos proporcionados por Lick, já era hora de se entregar novamente a leitura de Play. E vou dizer, fica melhor!!

Na verdade, Play foi o primeiro livro da série Stage Dive que eu li, embora ele seja o segundo volume. Eu nem me lembro direito como conheci esse livro, provavelmente estava xeretando o Kindle e apareceu como recomendação, e como a capa é sexy eu fui logo de cara seduzida, por que não é possível, toda vez que olho para as capas da trilogia, é como se fosse a primeira vez, o primeiro beijo (rsrsrs). Mas explicando um pouco melhor, quando conheci Play eu nem imaginava que se tratava de uma trilogia, e achei incrível que a leitura dos livros seja individual, ou seja, não se precisa ler o primeiro volume para prosseguir logo para o segundo. Então de imediato me apaixonei, isso foi meados de maio ou março, não me lembro agora, e não fiz a resenha antes por que queria ter o livro em mãos para fotos, trechos mais precisos e afins. O que demorou um pouco, pois só fui comprar os livros na Bienal.

play-01

O principal motivo pelo qual Play é meu livro favorito de toda a série deve-se ao fato de que simplesmente sou contagiada pelo o humor de Mal Ericson e a sua relação maníaca com Anne Rollins. Inclusive dei o nome dele para o meu peixe betta 😀

A história do livro basicamente se trata do baterista mais famoso do mundo, Malcolm Ericson que precisa de uma namorada de mentira por algum motivo que o tem agoniado, o que gera preocupações dos caras da banda. Anne Rollings precisa de dinheiro (eu também, gata) por que sua “amiga” que dividia o apartamento a deixou sem dizer nada e do nada. Então, Lauren, a amiga de Ev, e Nate, o irmão de Ev, a convidam para uma festa no próprio apartamento de Ev. E nisso, Mal e Anne se conhecem, Mal fazendo graça, dizendo que vai morar com ela, rolando com ela no chão do nada, falando que ela é sua garota e Anne não acreditando numa palavra sequer. Afinal, estamos falando de Mal Galinha Ericson. E pra varias, Anne é uma grande fã da banda e principalmente de Mal. E para a surpresa da garota, Mal realmente cumpre com a sua palavra e uma história entre os dois começa a se desenrolar.
Temos também o Reece, que é o chefe de Anne, que ela sempre gostou e nunca deu bola pra ela até se deparar com Mal habitando o apartamento da garota. E uma coisa que reparei muito nessas duas ultimas leituras: Kylie adora criar personagens problemáticos, e isso se aplica tanto a personagens femininos quanto masculinos. O que torna a coisa toda especial, por que eles se entendem e convivem juntos, se ajudam e se apoiam a medida do possível. Brigam, mas acima de tudo se amam.

play-02

Dois gatos em uma foto só =^.^=

Muito bem, vamos lá, como eu disse antes, a história é cômica por conta do humor de Mal, ele é sempre alegre, o modo como ele fala é sempre engraçado e o jeito como ele faz as coisas, típicas de um astro. Embora algumas desagradem Anne quando o relacionamento deles começa a ficar mais criterioso, vamos dizer assim. Mal também sempre está fazendo algumas loucuras e, Deus, esse homem é louco, maníaco, doido, tudo o que ele tem direito de ser chamado, além de bom ❤

“Por sorte, a chuva parara de cair. David se aproximou de novo, ajudando Mal a chegar até o Jeep, encostando-o na lateral. Um dos Escalades reluzentes estava estacionado ali perto.

-Cara, onde você colocou a chave? -David perguntou, enfiando a mão nos bolsos de Mal.
-Puxa, Davie. Eu estava guardando isso só pra Anne.
-Não estou interessado no seu pau. Onde está a chave do seu carro?
-Não me entenda mal, cara. Eu te amo, mas não desse jeito.”

Em relação a Anne, eu facilmente consigo imaginá-la, ela é uma garota que trabalha numa livraria, sustenta a irmã na faculdade e tem um grande problema quando se trata da sua mãe alcoólatra, e a todo momento ela tenta superar, perdoar. Anne está em crescimento, ri das piadas e das atitudes de Mal e acima de tudo, se preocupa com ele, tenta arrancar dele passivamente o que o chateia e aos poucos eles vão se entendendo a modo que um saiba que o outro se importa e isso é importante. Anne é forte!

“Que par a gente formava. Às vezes, parecia que precisaríamos de um milagre para fazer aquilo funcionar. Mas o meu costumeiramente precavido coração já estava comprometido.

-Obrigada. -Apoiei a mão no peito dele. -Não precisa se preocupar com Reece.
-Eu sei, eu sei. Ele não é nada comparado com a minha magnificência. -Seus dedos afagaram os meus e os olhos brilharam. -Mas, só por curiosidade, como você se sentiria com o meu nome tatuado na testa?”

E o mais legal de tudo é que, os caras da banda se entendem como família e tanto Ev quanto Anne e até mesmo Lena que é levemente mencionada em Play, fazem parte desta família. E eu começo a imaginá-los realmente como uma família que se entende, q ue não importa as besteiras que façam, ninguém vai ligar e vai simplesmente rir e pensar: é assim mesmo, é exatamente assim que fazemos. Então, Play nos traz mais um pouco da familiaridade e é como se fosse uma porta aberta para nos sentirmos em casa.

“Mal e David passavam bastante tempo juntos, já que Ben e Jimmy iam e vinham entre as casas deles e os nossos apartamentos. A família Stage Dive nunca sequer piscou com a minha inclusão, algo pelo qual sou extremamente grata.”

Querem mais pontos positivos? Então vamos lá!

Além da capa #hot, aliás, hot de todos os livros, criativa, chamativa e linda, as páginas tem uma textura fina, levemente amareladas, a leitura é carregada de bom humor, é rápida e fácil. São 319 páginas de perdição, alcança todas as expectativas, e como dito na resenha de Lick, que garota nunca sonhou se ver com seu astro do rock? Então é delirante, emocionante e Kylie trabalha muito bem quando se trata em escrever e descrever, essa mulher não tem vergonha e nem pudor! Acho ótimo!

Um único pontozinho negativo que me incomodou durante toda a leitura é que os cabelos de Anne são descritos com tom de cenoura. Na tradução livre do pdf que li no começo do ano, Mal a chamava de Abóbora (o que faz mais sentido) e na tradução da editora ele a chama de Moranguinho (o que não faz sentido nenhum). Então, isso me incomodou muuuuito e toda vez que lia Moranguinho eu automaticamente corrigia a editora, mas nada com que eu não possa conviver ou sobreviver. Esse livro pra mim ja é 5 estrelas e com certeza o leria de novo, é um dos livros dos quais nunca vou enjoar e recomendo. Então leiam, essa leitura é obrigatória aos meus leitores ❤

E, antes que eu finalize esta resenha, uma música ao nível de Play (pra quem gosta) para acompanhar na leitura:

♠ ♠ ♠

De praxe, um grande beijo pra vocês que tem acompanhado todos os nossos posts aqui, um bom restinho de semana :*
Caso eu dê uma leve sumida é por que meu computador está dando pane e não concertei, mas não deixem de esperar por mais, estamos aqui. Vocês podem interagir comigo e com os outros colunistas pelo nosso twitter, nosso instagram e a fanpage do facebook ❤

Resenha: Lick – Kylie Scott

A princípio, quando comecei a ler Lick, eu estava com a expectativa correndo pelas minhas veias impressionantemente, e posso confirmar, embora tenha sentido muita raiva do Dave por uma certa parte mais pro fim da leitura, eu amei, cada pedaço, cada linha. E, além de tudo, amigo leitor, eu devo dizer que, a Ev é como a mãe do restante da sequência, ela é bem presente e preocupada com os amigos. Lick é o começo de tudo, e que começo hein?!

lick-01

Bom, o que falar? Lick é uma mistura de loucura, uma dose de adrenalina e muita bebedeira em Vegas com direito a casamento e tudo. O que torna a trama do livro divertido é justamente a confusão feita em torno dos acontecimentos. Como uma garota normal, que segue os planos da família, acaba casada com o astro do rock mais bonito, mais talentoso e rico do mundo e acaba famosa no dia seguinte e bajulada pela mídia? Quem nunca sonhou algo parecido com o seu cantor, guitarrista, baterista, enfim, favorito, que atire a primeira pedra.

lick-03

E o gatilho inicial pra isso tudo é que simplesmente Ev está fazendo 21 anos e quer comemorar em grande estilo, ela e a amiga Lauren vão para Vegas e o impossível acaba acontecendo: Ev acorda na manhã seguinte passando mal da bebedeira e casada com David Ferris, guitarrista da banda Stage Dive. Totalmente atormentada pela mídia, pelos fãs loucos e tudo o que a fama pode proporcionar a uma pessoa que não está acostumada com atenção. Ev tem o nome de David tatuado na bunda glúteo, e David o nome de Ev no antebraço como um símbolo forte e a mostra.
Eu acho que estou enfatizando a ideia, mas é realmente engraçado e aos poucos vamos descobrindo exatamente o que aconteceu na noite em que ambos decidiram se casar, pois Ev não se lembrava de nada e isso parecia (obviamente) deixar Dave chateado, já que ela também o cobrava a respeito. Eles acabam por optar pelo divórcio logo de início, Ev é atormentada pelos advogados e Dave, sendo salva no final por Mal, o baterista da banda que acrescenta em Lick um pouco do seu humor e de sua verdadeira personalidade. Guarda essa informação, pois falaremos dele na próxima resenha ❤
Então, Ev e Dave acabam por passar um tempo em Monterey numa casa de Dave, longe de qualquer paparazzi ou jornalista e ali, eles acabam se redescobrindo. Ev, que tem um grande sentimento por Dave, e Dave que nunca tinha tanta certeza quanto a se casar com Ev. Mas a história que envolve a casa, os brincos de Dave e uma fofoca de Lauren a respeito da primeira namorada dele tê-lo traído faz com que Ev sinta-se desconfortável e sem saber onde pisar.

“Só se consegue cantar “I Will Survive” determinado número de vezes antes de sentir vontade de se esganar.”

lick-02

Enfim, ao decorrer da história veremos uma grande evolução de Ev e Dave, um forte acontecimento que fica difícil de Ev perdoá-lo, mas que aos poucos vai se provando o quanto se amam e o quanto estão dispostos um pelo outro. Ev até mesmo sai da zona de conforto imposta por seus pais e resolve seguir sua vida do seu próprio jeito e ao lado de Dave, sem se importar com nada. Afinal, não era esse o plano inicial?

E eu devo dizer, o que mais amei em Lick foi toda a linguagem que Kylie usou, tornando-a sempre divertida, relaxada, fácil e fazendo com que eu não desgrudasse nunca os olhos. Essa leitura durou cerca de 4 dias e atendeu todas as minhas expectativas. E embora você não precise ler os livros na sequência (assim como eu fiz), você tem que saber que, alguns mínimos detalhes poderão revelar spoilers.
Eu havia comprado toda a trilogia na estande da editora Universo das Letras na Bienal, então dos 10 livros que comprei lá, esse foi o primeiro que li, e a única forma de eu não ter me matado por ter acabado é que eu definitivamente já havia começado a ler Play no mesmo instante e isso se aplicou ao Lead também, quando terminei Play. E vale lembrar, cada livro se trata de um personagem que compõe a banda. Os risos foram muitos, as cenas quentes são bem trabalhadas e Ev é com certeza uma personagem mulher forte e adulta, ela nos faz pensar que, às vezes a nossa inconsequência pode ser uma bênção, ela literalmente saiu do casulo e eu a adorei. Todos os personagens são bem construídos, embora o foco de cada um fique em cada livro da saga, mas eles nos dão noção do que virá depois de Lick.
Espero que vocês também gostem, pois essa trilogia entrou pro meu ranking de 10 livros favoritos ❤

E pra finalizar, uma música da minha banda favorita para acompanhar nessa delicia de leitura. Um beijo pra quem fica e uma boa leitura a todos 😉

Halloween – Curiosidades & Dicas de Livros 👻👻👻👻

TRICK OR TREAT?

halloween

A principal origem do “Halloween” não vem de fantasias ou doces e travessuras, mas vem de mulheres que, desde muito tempo, são queimadas sobre o calor do fogo da inquisição e julgadas hereges por entenderem demais da natureza, por cultuarem deuses pagãos e terem o espírito livre. Elas são as bruxas!
E sim, no sentido literal. Pois o Halloween, na cultura celta, simboliza aquele “adeus ano velho, bem-vindo ano novo” que dizemos todo final de ano. O chamado Samhain.

“Na Irlanda do século V (a.C.), o dia 31 de outubro fazia parte de um conjunto de quatro datas comemorativas do calendário celta que marcava a transição das estações, o período de plantação e colheita, e o ciclo vital da Terra. A primeira data era celebrada no dia 2 de Fevereiro em honra a deusa da cura Brigith. No mês de maio celebrava-se o Beltane, considerado o dia que iniciava a temporada de semear. Nesta data realizavam-se rituais de fertilidade e prosperidade para incentivar o crescimento da lavoura. A terceira data ocorria em agosto: a festa da colheita em reverência ao deus sol Lugh. Finalmente, no dia 31 de outubro celebrava-se um feriado denominado Samhaim, que marcava o final do ano celta em honra ao deus pagão Samhan (Senhor dos Mortos), também o fim do verão e início do inverno.
[…]
A expressão Halloween tem origem na contração errônea da expressão inglesa All Hallows Eve (que significa Dia de Todos os Santos). Esta data foi instituída pelo Papa Bonifácio IV, e era celebrada no dia 13 de maio. Porém, em 835 o Papa Gregório III alterou o Dia de Todos os Santos para o primeiro dia de novembro. Sua intenção era unir as crenças cristãs e pagãs, aproximando as datas comemorativas. Outro objetivo do Papa era apaziguar os conflitos entre esses povos no noroeste europeu. Assim, os cristãos celebravam o dia dos santos falecidos no dia posterior ao rito pagão do Senhor dos Mortos. Desta forma, a expressão Halloween tornou-se sinônimo da celebração pagã de 31 de outubro.” – Spectrum Gothic

Para saber mais sobre esta data tão cheia de curiosidades que muitos nem sabem existir, ou apenas tem um raso conhecimento sobre, CLIQUE AQUI!

Agora, vamos às nossas dicas?

mia-no-mundo-das-bruxas-01

Pra começar bem, começamos com a minha linda bruxinha (sobrinha) Mia, que foi minha modelo para este post. Ela não é uma gracinha toda vestida de bruxinha?

mia-no-mundo-das-bruxas-02

A trilogia As Filhas de Dana já foi postada aqui no blog, onde conhecemos um pouco sobre a origem dessa cultura druídica, tendo divergências entre vilas e vilarejos de Portugal e uma pós colonização do Brasil. Vemos personagens mulheres fortes que lutam pelos seus ideais e missões. Homens que enxergam a frente de seu tempo e as apoiam com amor. Vale a pena ler a obra toda da autora brasileira Simone O. Marques. A trilogia é constituída por: Paganus, Samhain e Beltane. Você pode ler a resenha CLICANDO AQUI.

mia-no-mundo-das-bruxas-05

O romance Brida de Paulo Coelho é um dos meus favoritos do autor. Ele pega como tema principal a busca do amor, da sua outra parte por meio da magia. É um livro muito lindo. Nele há explicações sobre a divisão da alma em duas partes quando estamos vindo ao mundo, há rituais e até uma passagem linda que diz que quando você encontrar seu verdadeiro amor, você vai sentir, vai saber e pode ver, por meio de um ponto de luz que essa pessoa é parte de você, é sua outra parte. É um livro mágico, vemos até mesmo uma vida passada da Brida e a acompanhamos por todo o seu percalço dentro do livro. Muito bem elaborado e não pode faltar!

mia no mundo das bruxas 03.png

Nossa terceira recomendação é essa super dupla: A Profecia das Irmãs e a Guardiã do Portal da autora Michelle Zink.
Esse é um livro um pouco mais pesado. Trata de todo o universo espiritual e fala um pouco sobre viagens astrais, além de ter algumas referências de wicca e apocalipse. Algumas descrições podem beirar o assustador e podem atormentar (experiência própria), tanto que faz mais de cinco anos que li o primeiro volume e ainda não tive coragem de ler o segundo, já sabendo que tem um terceiro. Então, leiam por mim e depois me falem ❤
Mas afinal, estamos falando de Halloween, certo? Então tem que ser assustador!!
Esse é um livro que vai, literalmente, f#@$% com a sua mente.

mia-no-mundo-das-bruxas-04

O Bruxos e Bruxas, eu vou ser bem sincera, eu ainda não li. Mas por que ele está na lista? Simples, ele tem uma sinopse interessante que trata de todo o contexto da perseguição/caça às bruxas, e por falta de ter o que falar sobre ele, segue a sinopse abaixo:

“É como entrar em um pesadelo. Do nada, você é retirado de sua casa, preso, e acusado de bruxaria. Parece século 17, mas é o governo da Nova Ordem, e está acontecendo agora!
Sob a ideologia da Nova Ordem, O Único Que É O Único mantém seu poder à força, sem música, nem internet, nem livros, arte ou beleza. E ter menos de 18 anos já é motivo suficiente para que você seja suspeito de conspiração.
Os irmãos Allgood estão encarcerados nesse pesadelo e, para escapar desse mundo de opressão e medo, terão que contar um com o outro e aprender a usar a magia.
Do autor best-seller James Patterson, Bruxos e Bruxas é uma saga para se ler… antes que seja tarde.”

Menos é mais!
Tenho dito isso sempre e, por justamente menos ser mais, é que a sinopse me interessou. O que pode ser mais interessante do que uma perseguição às bruxas em pleno século XXI? Não, não responda essa pergunta, vá ler antes que seja tarde demais.
E acreditem, isso é uma coisa que desde a inquisição tem retornado para nunca ser esquecido. Reflita sobre isso!

afeer

E para terminar, nossa ultima recomendação: As Feiticeiras de East End!
A resenha deste livro, que também trata-se de bruxas, está ao ar desde ontem e pode ser acessada CLICANDO AQUI.
Um único motivo para ler este livro: fala de bruxas a partir da mitologia nórdica. Ponto. Vá ler e acabou, sem discussão. Aposto horrores que você nunca vai achar um livro que una bruxas a mitologia nórdica. Embora eu tenha gostado mais da série cancelada pelo Lifetime que, aliás, é bem fiel ao livro, o livro conta com elementos que explicam melhor alguns fatores da série. Há uma divergência e eu posso ter me confundido um pouco na resenha, mas não desista de mim e nem das minhas recomendações. Vá lá ler uns livros e depois me conta aqui que eu adoro conversar com vocês :*
Eu sei que a foto não está combinando muito com todo o estilo do post, mas não deu tempo de preparar algo melhor que isso, espero que entendam e que tenham gostado, esse foi nosso especial #mêsdomedo aqui no blog ❤