Resenha: Em Águas Sombrias – Paula Hawkins

Pra quem simplesmente amou o sucesso de A Garota no Trem, best seller de Paula Hawkins que conquistou milhares de leitores no mundo, simplesmente não pode esperar menos de Em Águas Sombrias, novo sucesso da autora.

Intrigante e desesperadamente profundo, não apenas pelo cenário escolhido pela autora, Em Águas Sombrias é aterrorizante, é um pesadelo em forma de livro, mas que você não consegue por fim, não consegue interromper, você só consegue continuar seguindo em frente. E no final da leitura só consegue pensar em como a autora te levou pelo caminho que ela queria que você fosse e o quão surpreendente é sua inteligência por construir um livro tão bem segmentado e uma linha de raciocínio inabalável.

Esse sem dúvidas será seu próximo best seller.

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Sinopse: “Cuidado com superfícies muito calmas, nunca se sabe o que pode haver embaixo delas. Da mesma autora do best-seller internacional A garota no trem.
Nos dias que antecederam sua morte, Nel ligou para a irmã. Jules não atendeu o telefone e simplesmente ignorou seu apelo por ajuda. Agora Nel está morta. Dizem que ela se suicidou. E Jules foi obrigada a voltar ao único lugar do qual achou que havia escapado para sempre para cuidar da filha adolescente que a irmã deixou para trás. Mas Jules está com medo. Com um medo visceral. De seu passado há muito enterrado, da velha Casa do Moinho, de saber que Nel jamais teria se jogado para a morte. E, acima de tudo, ela está com medo do rio, e do trecho que todos chamam de Poço dos Afogamentos… Com a mesma escrita frenética e a mesma noção precisa dos instintos humanos que cativaram milhões de leitores ao redor do mundo em seu explosivo livro de estreia, A garota no trem, Paula Hawkins nos presenteia com uma leitura vigorosa e que supera quaisquer expectativas, partindo das histórias que contamos sobre nosso passado e do poder que elas têm de destruir a vida que levamos no presente.”

Bom, vamos começar falando desse livro pela narrativa surpreendente e que no começo me fez embananar tudo. É que cada personagem tem a sua narrativa, alguns em primeira pessoa como a Jules, outros em terceira pessoa. Essa mudança de narrativas foi uma coisa que confundiu um pouco, tive que ler mais de uma vez um mesmo trecho pra poder entender a ligação que cada personagem tinha com o texto e outros personagens. Mas isso, não chega a ser de fato um ponto negativo.

Pra ser bem sincera, a respeito do livro, no começo eu fiquei com muita raiva da maioria dos personagens, na verdade todos menos a Jules, eu a transformei na coitadinha da história por que só o lado dela, o que ela pensava e sentia faziam sentido pra mim. Então odiei todos os personagens menos ela logo de cara, mas algo que no decorrer da história fui consertando porque fui conhecendo cada personagem melhor e, alguns personagens que imaginei que nunca ia gostar, acabei gostando, como a Lena, sobrinha da Jules. No começo ela parecia muito mimada, mas era só uma menina sentindo a dor do luto e que não tinha espaço para viver esse luto direito. Então aos poucos fui notando o crescimento dela dentro da história e me surpreendi com o que descobri sobre ela: lealdade, garra e determinação. Não consigo imaginá-la como essas protagonistas perfeitinhas demais, ela simplesmente é imperfeita com qualidades chamativas e por isso tem um papel muito importante na história.

Eu posso dizer que Lena e Jules são as personagens que mais me liguei e mais gostei durante toda a trama, achei a história vigorosa, horrorosa (não de ser um livro ruim de se ler, mas de causar um pouco de horror sobre a série de histórias sobre mortes no Poço dos Afogamentos que o livro conta, e os trechos que ressaltam tudo isso e nos dão certa sensação de suspense ao mesmo tempo em que é fascinante), com um discernimento e uma linha tênue de raciocínio inabalável. É até difícil de imaginar tudo de uma vez e por causa de certos elementos é perceptível a presença da autora, é como se esse livro nos dissesse: Paul Hawkins está presente em cada trecho deste livro e você está exatamente aonde ela quer que esteja.

Então o leiam, se puderem, porque este livro é incrível e não há nenhum ponto negativo sobre a perfeição dele durante a leitura.

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ATENÇÃO: CONTÉM SPOILERS

Fazia tempo que não escrevia uma resenha com a parte de spoilers presente, mas achei necessário que esta leitura deveria ter para os curiosos de plantão que não aguentam esperar pra saber e para os que já leram e querem dividir seus pontos de vista, assim como eu.

Bom, eu não achei nenhum ponto negativo, como disse, porque achei tão incrível cair nas redes da autora e ser direcionada pra onde ela quisesse que me bastou por aí classificar esse como o melhor livro que li este semestre. Acabou por aí. Ponto.

Mas não, quero colocar aqui e deixar marcado meu ponto de vista. Desde o começo achei que Mark Henderson era o culpado, mas não conseguia imaginar ou ligar ele a nada, absolutamente nada, até que mais uma personagem morta apareceu: Katie Witthaker. Porém, dava pra acreditar na integridade de Mark, que eles se apaixonaram, tudo lindo e tal e realmente foi burrice a menina se suicidar alguns poucos meses antes da idade legal pra eles assumirem o relacionamento. Ou seja, uma cagada que acabou com a vida dos dois e que no final a gente não sabe se a Lena matou ele ou o que houve com ele, apenas que ele sumiu, simplesmente. Bom, este é um ponto.

O segundo ponto é que, se Louise Witthaker não fosse tão evidente o tempo todo, não daria pra ligar uma morte na outra. No começo eu me perguntava exatamente o que essa mulher tem a ver com tudo? Ok, ela odiava a protagonista mais que essencial da história, Nel Abbott, mas mesmo assim, qual o motivo dela estar ali o tempo todo? E aí as coisas foram fazendo sentido, só que de uma forma que não era uma ligação tão sólida a morte de Katie e Nel. Ok, tem todo aquele esquema de comprar remédios pra emagrecer no cartão de Nel, mas ainda assim, não era uma justificativa sólida demais para criar um elo, mesmo que Katie fosse melhor amiga de Lena.

O passe chave de tudo isso é Mark, sempre foi ele e Nickie Sage, eles são a chave que abre a porta com todas as respostas. Por que Nickie é uma senhora Medium que conversa com os mortos e sabe de coisas do passado que liga exatamente ao presente e ao por quê da morte de Nel, conhece todas as histórias macabras que envolvem mortes de mulheres no rio da cidade. E Mark por que havia achado a pulseira de Nel no escritório de Helen Townsend.

A partir daí criamos mais suspeitas, suspeitas em cima de Helen que nada mais era do que uma inocente ingênua na história toda. Então, todos os personagens de alguma forma estão ligados. E vou dizer, entendo a situação da Helen, mas ela é patética do começo da história ao final. Assim como Patrick, outro personagem que odiei, mas que no final se mostrou um pai protetor, embora culpado por ter assassinado a esposa e conseguido ocultar o fato por ser policial. Protetor por que ele simplesmente assumiu a culpa de ter matado Nel. E é aí que a gente acha que acabou, mas a surpresa vem como um back e derruba a gente como um furacão: quem matou Nel foi Sean Townsend. E pra você ver como o cara é mau caráter, deixou o pai levar a culpa e fugiu pra qualquer lugar do mundo para nunca ser encontrado. Está certo que ele matou Nel pela série de perguntas e investigações sobre a morte da mãe de Sean, o que claramente é mostrado durante toda a história que o assunto o abala de uma forma que o deixa nervoso. Dentro dos padrões do normal, mas não muda o fato. Então ele simplesmente a empurrou penhasco abaixo e ela morreu.

Então a minha conclusão sobre a morte de Nel é que foi um assassinato passional, passional por que os dois tinham um relacionamento sexual, e homicídio com intenção de matá-la, pois nos trechos finais ele fala que pela série de questionamentos sobre o passado dos pais dele que ele não queria responder e o fato dele saber sobre os encontros de Nel e Nickie que lhe contava histórias reais sobre o passado, ele queria se afastar dela, e por estar a envolvendo com os braços ele a empurrou. Colocou um ponto final para afastá-la para sempre.

O lado ruim é que Sean Townsend não foi punido.

Talvez este seja o único ponto negativo de toda a história. Sean Townsend não foi punido, mas todos viveram felizes para sempre.

Talvez o leitor se pegue pensando que há mais pontos que não foram resolvidos ou que ficaram nas entrelinhas na história. Como o paradeiro de Mark, o que Lena fez com ele durante o sequestro. Mas acredito que isso ficou bem especificado quando eles fizeram o acordo de Mark entregar a pulseira de Nel à Lena e dizer onde encontrou em troca dela limpar a barra dele com a polícia. Eu sinceramente acredito que ele realmente gostava da Katie, mas achei a morte dela completamente sem sentido, mas que sem isso a história não teria o mesmo sabor e o resultado que, provavelmente, Paula Hawkins esperava, não seria o mesmo.

Resenha: Beijada por um Anjo Vol.3 – Elizabeth Chandler

Yaaay, a leitura está cada vez mais frenética! Perceptível né? Então, não consigo desgrudar as retinas desta série e não acredito que mais três livros e eu termino. Aí vem aquela safada da ressaca literária e eu fico triste.

Bom, começando a resenha, vai ser naquela mesma proporção das anteriores, vou comentar um pouco sobre o que achei do livro e depois fazer uma parte com spoiler dos pontos positivos e negativos. Então gatos, torno a dizer, se você ainda não leu os volumes anteriores, nem perca seu tempo de ler esta resenha. Sem grosseria, mas acho importante salientar, como na resenha do segundo volume da série, que: mesmo que eu esteja discorrendo sobre o livro, contando o que achei sem spoiler, alguma coisa você vai ficar sabendo. Então, se alguém não leu os volumes anteriores, não adianta ler a resenha do terceiro volume. Esse é um aviso que, enquanto eu escrever resenhas sobre séries, sempre vai estar aqui. E não é só por que eu gosto de falar (rsrsrs), mas também para o bem da humanidade ❤

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Então, falando um pouco sobre o “Almas Gêmeas“, terceiro volume da série Beijada por um anjo, o que eu senti foi que: a Ivy tinha morrido no final do anterior e esse volume ia começar com o funeral dela. A minha impressão foi essa, então estava morrendo de medo de continuar, mas morrendo de curiosidade o suficiente pra prosseguir. Então, claro, a Ivy não estava morta, mas estava com a pulga atrás da orelha e sendo acusada de tentativa de suicídio. O que eu achei cliché. Isso é típico de personagens que tramam algo para a vítima inocente e se dão mal, e depois falam que a vítima tentou suicídio por tal motivo para se livrarem da suspeita. Clichézão! Mas de qualquer forma, eu esperava que ela tivesse morrido e a história seguisse com ela morta e tentando fazer Gregory se dar mal.

Mas o que realmente me chamou a atenção dentro de todo esse cliché, foi que naquele momento a Ivy viu a luz de Tristan, ela acreditou nos anjos novamente, aquilo bastou para que a sua crença voltasse com todas as forças, e por isso, ela não podia acreditar que estava louca.

Confesso que, achei que a Suzanne fosse melhorar, mas minha raiva dela só cresceu a cada capítulo, ela é a pior amiga do mundo, insegura demais, ciumenta demais e possessiva demais, vendo apenas o que o Gregory queria que ela visse e esquecendo que a Ivy era sua amiga há anos, na verdade essa personagem teve um crescimento simbólico dentro de todo esse sentimento ruim, essa onda, só mostrou que tanto ela quanto Gregory, um presta menos que o outro. E por falar no diabo, Gregory se mostrou quem realmente era, e isso já estava na hora também por que começou a ficar cada vez mais evidente e, desculpe-me leitor frustrado que gosta dele, massssssss: eu avisei que ele não era flor que se cheirava desde o início. Mas concordo que, sem a chatice da Suzanne e o anjo mau Gregory, o livro não teria graça alguma. Então dou um pouco de crédito por isso.

Vol 03 - 01

E como falei, na ultima resenha, as peças vão se ligando cada vez mais, Ivy vai aumentando novamente sua crença a ponto que ela consegue ver e conversar com Tristan, que também está cada vez mais forte, o que traz um certo alívio, por que agora ele pode avisá-la dos perigos, das descobertas e os dois trabalham juntos para desvendar todo o enigma que embola a trama desde o início. E como também tinha dito antes, essa leitura realmente me pescou de uma forma sobrenatural que eu não consigo largar por um mísero segundo.

Will e Beth também estão cada vez mais presentes, Philip também que se impressiona com a volta da crença da irmã e isso tudo é uma coisa muito linda, por que Ivy, embora tenha um amor inexplicável por Tristan, está seguindo em frente, está aceitando os fatos, mesmo correndo perigo e fazendo de tudo pra dar um jeito em Gregory e descobrir quais são seus reais motivos para a perseguição e as tentativas de assassinato. Também não podemos deixar de fora o Eric, que faz parte desse jogo todo tanto quanto qualquer um faz. Então por todos esses motivos, vale a pena ler o terceiro volume e mergulhar de cabeça nessa leitura, ela continua mantendo o mesmo ritmo dos anteriores, numa ordem surpreendente que faz com que o leitor acompanhe muito bem a linha de raciocínio ao mesmo tempo que os personagens narram seus pensamentos, suas ideias e isso é incrível.

AVISO: CONTÉM SPOILERS

E de praxe, é aqui que eu conto o que eu vi como ponto positivo e negativo dentro de todo o contexto do livro. Eu espero que possamos conversar depois, caso alguém já tenha lido sobre o que acha desses pontos, enfim.

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Como primeiro ponto positivo o que eu vi foi o progresso da Ivy em relação a Gregory, ela começou a desconfiar dela, começou a se lembrar de tudo o que aconteceu na estação de trem quando ele tentou matá-la. E aí eu bati palmas, por que estava no finalmente pra isso acontecer e não acontecia logo. O que eu mais queria era ver o Gregory dar de cara com o poste. Então, essa visão destampada da Ivy me trouxe certo alívio, ela começou a procurar o por que, a saber os motivos e com a sua crença nos anjos voltando, a cortina que a dividia da comunicação com Tristan se abriu e ela pôde novamente falar com ele, ver ele, não da mesma forma de quando estava vivo, mas conseguia e ele contou tudo a ela, os perigos que corria. Então, nesse volume eu realmente fiquei contente com esse progresso.

Acreditem se quiser, mas eu não gostei de Eric ter morrido, embora, achei necessário por que ele deixou para Ivy uma pequena chave, mas que abria um baú cheio de segredos que poderia entregar Gregory à policia e revelar o por que dele ter matado tantas pessoas e ainda estar atrás de Ivy. No final, achei que ele foi muito útil, embora cúmplice de Gregory. Vamos dizer que, ele morreu em paz consigo mesmo e também deu pra se livrar de um personagem chato e medíocre.

Outra coisa também, foi a Lacey, a personagem sumiu no final do livro, deixou um gostinho de quero mais, mas ela teve um desempenho incrível, eu simplesmente amei a Lacey, notei que algo nela havia mudado, talvez tivesse se apaixonado por Tristan, mas essa garota é durona, não gosta de despedidas e é o que continuou trazendo graça com suas piadas e brincadeiras para dentro da história. Eu espero vê-la novamente nos próximos volumes.

Também gostei muito de Will, a aproximação dele com Ivy no final, logo quando Tristan despediu-se, Will trouxe esperança na vida de Ivy. Embora ela sempre vá amar Tristan pelo que ele é, pelo que foi, pelo que fez, pelos motivos certos, Will é seu novo amor, e como todos sabemos, cada novo amor é diferente do anterior. Espero gostar cada vez mais do Will nos próximos volumes, uma coisa é certa: quando amamos alguém queremos o bem para ela, mesmo que isso seja vê-la feliz com outra pessoa, mesmo se estivermos infelizes com isso. Eu vi isso em Tristan durante toda a história, mas que aos poucos ele foi se desapegando, foi vendo que seu caminho ali estava terminado e Ivy tinha que seguir em frente. Foi uma coisa linda, humana.

E Eric, não vamos esquecer do peso morto, Eric, que no final das contas não era tão inútil assim. Ele sabia que algo aconteceria com ele se abrisse o bico ou não, então deixou algo para ajudar Ivy, que foi a razão de Caroline ter morrido, um teste de DNA alegando que Gregory não era filho de Andrew. E isso foi o ápice da história, um choque e eu juro que não esperava que fosse isso, embora as evidências de um homem sempre visitando o túmulo de Caroline estivesse a todo esse tempo debaixo do nariz. Esse homem, nada mais era do que o verdadeiro pai de Gregory e justamente por Gregory saber que esse pai não poderia dar nada a ele do que tinha com Andrew é que ele silenciou a própria mãe e estava disposto a se livrar de quem descobrisse. Gente, eu fiquei em choque! Isso foi muito bem trabalhado, então de fato, Eric não era tão inútil assim, ele só era chato mesmo e acabou ajudando para ficar em paz consigo mesmo.

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Como sempre, eu vejo a Suzanne sempre em primeiro lugar como ponto negativo. Gente, não tem como, eu simplesmente não consigo gostar dessa personagem desde o início e cada vez mais ela é muito chata. E nesse volume ela deu uma piorada na maldade. Na sua festa de aniversário ela pegou Gregory e Ivy no seu próprio quarto e ao invés de ficar do lado da amiga, ficou do namorado manipulador. O que me fez pensar: eles realmente se merecem. E claro que, Gregory se aproveitou da situação pra continuar tramando contra a Ivy e queimar seu filme ainda mais com Suzanne. Ou seja, não adiantava explicar, a garota não entendia e achava que Ivy estava afim de Gregory. Meu Deus, que vontade de socar a mão na cara dela.

O segundo ponto foi que, eu senti uma raiva sobrenatural de Gregory, não por que ele estava fazendo todos esses joguinhos de manipulação e maldade pra cima de Ivy, usando as pessoas que ela amava contra ela e se passando por bomzinho. Mas por que ele simplesmente envolveu a gata de Ivy, Ella em tudo isso, machucando a gata de diversas formas. O filho da mãe matou a gata com uma corda no pescoço pendurada na janela. Meu Deus, isso pra mim foi o fim. Se eu já não gostava desse personagem desde o início, agora eu queria eu mesma matar ele. Pra mim foi o ponto mais forte do livro, eu fiquei muito irritada e triste ao mesmo tempo, embora seja só uma história.

Também fiquei um pouco decepcionada pelo pai de Gregory não ter nenhum envolvimento na morte de Caroline e as mortes que sucederam ela. As tentativas de Gregory de matar Ivy, eu estava convicta de que Andrew tinha um papel dentro de tudo isso, mas no final ele era só mais um personagem figurante que estava lá só por estar, um quadro na parede fazendo sua função: a de decorar.

Odiei as atitudes da mãe de Ivy de ter achado que ela tinha matado a própria gata e ter achado que ela era louca por ter surtado por que Gregory havia tirado Philip para um passeio perto das ferrovias de Trem. Achei isso uma atitude estúpida, se você é mãe você acredita nos seus filhos. Então basicamente é isso.

Eu espero que tenham gostado da resenha, que tenham curtido o livro, quem leu, e vamos conversar sobre, comente o que achou ❤

Uma boa leitura a todos!! :*

Resenha: Beijada por um Anjo Vol.2 – Elizabeth Chandler

Ok Ok, podem me martirizar, crucificar, eu aceito! Realmente sumi das resenhas e não tenho trazido tantas novidades como gostaria. Mas felizmente encontrei tempo para continuar lendo esta série arrebatadora de livros que me prende a leitura de uma forma que beira ao paranormal.

Enfim, eu realmente não tive tempo de terminar outras leituras, como as de Janeiro e Fevereiro postadas aqui no blog, por conta de alguns problemas. E quem é leitor sabe que queremos ler tudo ao mesmo tempo e nunca dá certo. Mas calma que ainda teremos resenhas sobre Grim Reaper e O Jardim dos Esquecidos mais pra frente. Então, no momento, vamos nos contentar com o que temos e borá!

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Bom, como se trata da resenha de um segundo volume, pra quem ainda não leu o primeiro, recomendo a ler a resenha que eu fiz no começo do ano e parar por aqui por que toda resenha minha contém spoilers depois do aviso. E se você, meu anjinho leitor não tiver lido o primeiro volume, vai ver spoiler em tudo, por que a resenha nada mais é do que discorrer sobre um ponto de vista de uma história e para contar meu ponto de vista preciso falar sobre a história. Então sejam compreensivos e fiquem a vontade —- > Clique aqui para ler a resenha do primeiro volume com muito carinho.

E agora que já escancarei esse lindo aviso pra vocês, vamos começar a resenha?

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Neste segundo volume se Beijada por um anjoA Força do Amor” temos um Tristan esperançoso, embora morto, e sabemos que um echo ficou no final do primeiro volume, descobrimos que o acidente de carro de Tristan, não foi bem um acidente. Por aí já temos um indício de que a história que prossegue pode ser mais assustadora do que imaginamos no começo. E eu realmente tive esse toque de medo enquanto lia. Custou para entender que não era o Tristan o alvo dos acontecimentos e sim a Ivy. Então, nesse segundo volume, vamos percebendo cada vez mais que a Ivy é a garota que corre perigo e precisa ser protegida por que há algo ou alguém atrás dela para feri-la ou até pior.

E por isso nós temos o Tristan e Lacey, uma atriz famosa que morreu dois anos antes, que desde a morte do nosso anjo favorito está o ajudando a perseguir Ivy, tentando descobrir quem quer machucá-la, quem armou para que o carro dele não tivesse freio no dia da sua morte, quem está por trás de todo esse rolê do mal e qual a razão. E claro, Lacey sempre o ajudando a aumentar seu poder para que se comunique com pessoas de canal aberto para orientar Ivy a não pisar nas bombas do campo minado, que geralmente são sua amiga Beth, seu irmão Philip e um Will que não sabemos ainda o que ele é da Ivy, apenas que ela não quer uma aproximação com ele.

Porém, embora hajam esses avisos para Ivy, ela vive surtada, por que ela não consegue esquecer Tristan, não consegue mais acreditar nos anjos que ela passou a vida toda acreditando e isso cria um bloqueio para que Tristan não consiga chegar até ela ou que seus avisos soem piadas ou brincadeiras de mau gosto, o que coloca os amigos de Ivy e seu irmão numa saia justa.

Enfim, dentro desse contexto, o que posso dizer é que, cada página que li me prendeu de uma forma surpreendente, o livro é simples, a escrita é simples e descomplicada e por isso flui naturalmente, ou seja, não há nada demais, mas o mistério que corre devagar, o envolvimento dos personagens e os sonhos que Ivy vem tendo desde a morte de Tristan que combinam sempre com o “suicídio” da mãe de Gregory, cada pista que ela vem tendo nesses sonhos vem trazendo cada vez mais um aprofundamento, questões que precisam ser resolvidas e que me deixaram afobada pra saber logo o que acontece. É por isso que esse livro não fica para trás, não perde a graça. Ouso até mesmo dizer que ele traz um pouco de Hush Hush para dentro do contexto, só que um pouco mais melancólico e devagar.

Até agora, falei apenas dos principais personagens, mas não mencionei Gregory, irmão adotivo de Ivy, que pra quem não se lembra, veio do casamento do seu pai com a mãe de Ivy, e acredito não ter dado muitos detalhes na outra resenha; e Suzanne, sua melhor amiga. Nem mesmo Eric, melhor amigo de Gregory, que apesar de tudo, faz tanta parte desse enredo como qualquer outro personagem.

Acontece que, Gregory é uma pessoal completamente diferente nesse segundo volume, o que o torna um suspeito muito provável, por que a gente sabe né galere, uma pessoa só fica boazinha quando quer alguma coisa. E eu desde o começo não vou com a cara desse metido. O que me leva a detestar a Suzanne cada vez mais, por que essa amiga da Ivy simplesmente começou a virar uma vadia encrenca logo após começar a sair com o Gregory. E Eric, bem, esse é um personagem peso morto, viciado em drogas e sempre com jogos perigosos, desafiando Ivy e se metendo onde não deve. O problema é que, por ele ser justamente assim que ele se torna um forte alvo para Tristan investigar e ligar as coisas.

ATENÇÃO: ALERTA DE SPOILERS

Bom, como já falei um pouquinho do que acontece na história, sem literalmente falar o que acontece na história, agora esta é a parte em que eu falo os pontos positivos e negativos da história, contando um pouco de spoilers para quem já leu para que a gente converse sobre isso, enfim.

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A Lacey é um dos principais pontos positivos, ela sempre tem um comentário para ser feito que tire o leitor um pouco dessa orbita de mistério e melancolia, digamos que ela é o personagem que da graça para o livro mas que nós ainda não sabemos qual é o propósito dela ali e sabemos muito pouco sobre ela. Tudo o que sabemos é que ela é uma estrela de Hollywood que morreu num acidente aéreo. Tirando a grande ajuda que ela dá a Tristan. Enfim, acho a Lacey incrível e uma personagem que está se desenvolvendo cada vez mais.

O segundo ponto positivo, embora ache a maioria negativa no contexto de: Tristan é um anjo e nada pode ser feito é: essas pequenas dicas que a autora vai criando, vai dando para alimentar a nossa imaginação a cerca de Tristan, ele é quem faz a ligação dos pontos, ele é quem entra na mente, no sonho, no corpo das pessoas e fazem com que elas façam coisas ou digam / escrevam coisas que não querem e fazem-nas se sentir invadidas ou estranhas depois, e tudo isso para um bem maior que no final cada personagem vai entendendo melhor o que está acontecendo e acreditando com mais facilidade. Então Tristan é um personagem grandioso, ele sabe que Ivy corre perigo por que ela viu alguma coisa referente ao “suicídio” da mãe de Gregory, e por isso querem dar cabo a ela. Inclusive, é o nosso grande anjo da guarda quem a salva desse irmão adotivo que quer feri-la e só nos damos conta das intenções de Gregory justamente no final, quando ele a deixa drogada e a leva para uma estação de trem para dar cabo a ela. Então Tristan usa Philip para ir atrás de Ivy e salvá-la. Isso abre um grande espaço sobre o que realmente aconteceu no final.

Outro ponto positivo da história em relação a Tristan é a presença que ele tem sobre os amigos de Ivy, os avisos que ele manda para Ivy usando seus amigos, ela nunca acredita e acaba sendo vítima todas as vezes, tudo por que na mente dela, se os anjos realmente existissem, Tristan não teria morrido.

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Para os pontos negativos, eu deixo com certeza a Suzanne em primeiro lugar, por que olha, nesse segundo volume, ela ganhou de chata e insuportável, até mesmo de Eric, mas a diferença é que Eric a gente já sabe que é chato desde o início e por isso suporta um pouco. Mas essa menina, ela não me desceu um mísero segundo. Tudo por causa da obsessão insana dela por Gregory e um ciúme anormal dele com Ivy. Não há um momento durante toda a história que ela não da uma de chata pra cima de Ivy por que Gregory fica olhando pra ela, correndo atrás, passando tempo. Então, ela simplesmente se tornou a insuportável da história e acho que ela merece muito bem esse título.

O segundo ponto negativo é que, apesar do ciúme da Suzanne ser algo besta, ele não é de fato algo besta, por que a partir do comecinho do final do livro Gregory começa a investir em Ivy, eles se beijam, rola um clima, enfim. E eu acho isso nojento, ainda mais depois de quatro semanas Tristan ter morrido. Talvez na cabeça do leitor haja uma condenação por conta da personagem, eu mesma achei isso sem critério. Mas a jogada principal está aí: por que não se aproveitar de uma garota fragilizada pela morte do namorado para criar aproximação e confiança para que ela não desconfie de algo que está acontecendo? Esse é o intuito de Gregory. Então vemos a história criar formas e contornos cada vez mais, ele é culpado de algo, Ivy vai começar a se lembrar do que, a desconfiar e ele precisa incessantemente que ela confie nele para que ele dê cabo nela. E por favor, nem venham defender o cara, no final do livro ele drogou a menina e tentou matá-la numa estação de trem. Quem acha que foi Gregory que matou a própria mãe levanta a mãozinha aí 🙌🙌🙌

Eu tenho certeza que foi ele, e além de tudo com a ajuda de Eric e a cobertura do próprio pai Andrew. Aquela desculpinha de “vim buscar uns documentos da faculdade para levar no passeio” não colou muito comigo não. E se você não percebeu esse buraco negro sobre esse personagem que menos aparece, então lê de novo e tenta enxergar que mais cedo ou mais tarde vai ter uma reviravolta e ele vai aparecer também.

Outra coisa que me deixou muito louca é essa descrença da Ivy nos anjos, a raiva que ela criou sobre eles e a mágoa. No final do primeiro volume ela tentou quebrar todas as suas estátuas de anjos e acabou dando para Philip se ele nunca mais falasse de anjos. Ok que aos poucos vemos uma evolução na volta da crença dela. No primeiro volume eu achava que isso era uma coisa sem nexo, e logo após é que ligamos que é a morte de Tristan que dá nome ao livro, que traz a crença nos anjos e que não é só uma coisa banal que a autoria criou. Então a Ivy me irritou um pouquinho sim, por que na falta de acreditar ela não podia enxergar Tristan, nem ouvi-lo, e ele muito menos podia entrar na mente dela, nos sonhos dela para orientá-la diretamente sobre os perigos que ela corre. E quando ele fazia pelos amigos e o irmão de Ivy, isso a irritava, fazia com que ela se afastasse e eu tinha vontade de pular dentro do livro e dar um sacudão nela e falar: pelo amor de deus, acorda, menina!!

Então, é isso pessoal, espero que tenham gostado dessa resenha, eu sei que esse livro, essa série já está pra trás há um tempo, já é uma série “idosa” entre as leituras atuais, mas acho que os blogs de literatura não precisam só se ater a livros contemporâneos, a livros que estão saindo das editoras amanhã para consumo. Nós temos que levar todo tipo de leitura ao público e acho que não importa qual, mas desde que possamos transmitir, é válido.

Um grande beijo a todos, desejo uma boa leitura e logo, espero, temos mais resenhas por aqui ❤

Resenha: Infitino + Um – Amy Harmon

Quando comecei a ler Infinito + Um da autora Amy Hamon, eu comecei a criar paradoxos sobre o livro e notas mentais que gostaria de acrescentar a esta resenha, mas agora que acabei esta obra digna de ser um best seller, eu perdi completamente todas as minhas falas para este momento.

Infinito + Um conta a história de uma cantora country Bonnie Rae Shelby e um zé ninguém Finn Clyde que quer apenas recomeçar a vida do zero.
A história inicialmente aborda uma Bonnie totalmente deslocada que quer morrer, ela está em cima de uma ponte quando Clyde a impede de se jogar e por fim ao seu martírio. Depois disso, ambos começam uma aventura juntos percorrendo todo o país, atravessando cidades e sendo perseguidos pela polícia e pela mídia. Bem ao estilo Bonnie & Clyde. Nem preciso dizer o que acho da criatividade da autora, né? A leitura é deliciosa, talvez um pouco confusa inicialmente por ser uma leitura que alterna a narrativa de primeira pessoa para a terceira em algumas ocasiões, isso foi algo que me incomodou, mas depois me acostumei. Como gosto de folhas mais amareladas, achei uma leitura mais confortável e atrativa.

infinito + 1.2 - bebes que chegaram hoje

Antes de mais nada, quero dizer que, li muitas resenhas criticando o livro, falando que ele não era o melhor da autora, enfim, que não era um livro digno. Até eu fiquei encanada com o livro antes de comprar e achei melhor arriscar. Resultado: me surpreendi novamente com a Harmon e esse livro se tornou outro favorito meu. Não me arrependo de ter investido nele, e todas as resenhas que li: mentirosas!!
Além de tudo, falaram que a autora enfatiza muito a história dos foras da lei Bonnie e Clyde, eu sinceramente não achei, achei interessante que a história do livro fosse um pouco parecida. E o que seria deste livro se não tivessem referências sobre os personagens reais que deram vida aos ficcionais?

Uma coisa eu digo, Amy Harmon sabe captar a essência de tudo. Infinito + Um não é um livro qualquer, não é um livro só com tristezas, é um livro divertido que envolve superação, dor, felicidade, romance, matemática, música e com uma pitada de humor e aventura. E como sempre, Harmon sempre tem um fundamento ou um estudo para compor suas obras. Sempre tem um jeito tocante de nos alcançar com palavras, sempre tem um jeito de nos fazer refletir.
E uma curiosidade que achei super bacana, Amy Harmon sempre coloca os ensinamentos de Deus e Jesus Cristo em suas obras, um detalhe que achei que era original apenas de Beleza Perdida, mas fiquei grata por encontrar em Infinito + Um, e agora sei que, esta autora nunca irá me decepcionar e que ela já me convenceu de que é a melhor. Amy se tornou uma musa para mim e me deu inspiração para seguir minha carreira de escritora, além de estar sempre curtindo minhas fotos dos livros dela no instagram do blog 😀

foto para resenha infinito mais um 2

Um detalhe que gostei muito, foi o fato dos capítulos serem nomeados por termos matemáticos, deu mais originalidade ao livro no tom certo.
Os personagens são muito legais. Bonnie é um pouco intensa, impulsiva e maluca, está triste e Clyde se torna uma ponte, um ponto de fuga e ela se agarra a isso. Bonnie é, também, caridosa e amável, e claro que Clyde também não deixa a desejar, tendo por trás de sua história uma essência de culpa e até mesmo medo que o leitor deverá se surpreender com a profundidade e a complexidade disso. Clyde se agarra à sua amada matemática durante todo o percurso do livro, o que deixa Bonnie curiosa e ela tenta entender como funciona a cabeça de Clyde matematicamente. O livro é inteligente, surpreendente e doce.

E antes que eu encerre, quero agradecer meus leitores por estar nos acompanhando sempre por esta jornada, que vocês continuem conosco e que não importa as resenhas boas ou ruins, sempre leiam os livros que colocamos aqui e criem suas próprias opiniões acerca deles. Não é errado e nem é certo, ler é sempre o melhor investimento que você pode fazer, independente do livro, apenas aceite! ❤

ATENÇÃO: SPOILERS

Como dito antes, a Bonnie queria se matar, ela está triste e não aguenta mais. A principio achamos que ela é uma mimada por que tem tudo o que poderia querer e quer por fim a vida. Mas ao decorrer dos capítulos vemos que Bonnie Rae tem um coração tão grande quanto o mundo, e que na verdade ela só precisa de um tempo pra organizar as ideias. Esse tempo ela encontra quando conhece Clyde, que a impede de se jogar da ponte, e então eles começam a viajar pelo país todo em direção as Las Vegas. Bonnie, com a bolsa de sua avó, furtada do camarim, bancando toda a viagem e metendo a cara dos dois em todo tipo de problemas.
De inicio Clyde nem sabe quem é ela e acha que por ela se chamar Bonnie está apenas tirando com a sua cara por ele se chamar Clyde, ele tem uma prova de quem ela é quando ela começa  cantar e lhe mostra fotos dela. Então eles começam a ter cuidado com pessoas que possam lhes reconhecer, e criam uma amizade a partir da viagem que se inicia.

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Eles conhecem pessoas, ajudam pessoas e são reconhecidos, passam por poucas e boas, sobretudo começam a se conhecer e a gostar um do outro.
Um dos trechos que mais gostei foi quando Bonnie viu Finn sem camisa e notou as tatuagens de prisão no peito e nas costas. Ela ficou alarmada e tentou fugir, com medo, de que ele lhe fosse uma pessoa ruim, mas seu cartão foi recusado para outro quarto no hotel de beira de estrada onde estavam alojados e ela ficou esperando do lado de fora. Quando ele a viu, estava com raiva e foi embora, mas ele não conseguiu deixá-la para trás, e quando retornou ele a beijou.

“— Inacreditável — disse Finn entredentes e bateu no volante com a palma da mão. Diminuiu a velocidade até parar. —INACREDITÁVEL! — repreendeu-se, ao mesmo tempo em que pisava no freio. Em seguida, abriu a porta e saltou para fora do veículo parado. Bonnie ainda estava com as duas malas nas mãos, mas agora seus lábios estavam entreabertos, mostrando clara surpresa pelo fato de ele ter parado.
E ela não era a única. Finn se sentiu dividido bem ao meio. A parte racional de seu cérebro, o lado que garantia sua sobrevivência e sanidade, estava indignada, exigindo que ele continuasse dirigindo. Já o lado conectado ao coração e às partes baixas estava soltando um suspiro de alívio.
Ela não se mexia, como se tivesse certeza de que, no momento em que o fizesse, ele mudaria de ideia, entraria de novo na Blazer e iria embora.
Então ele se voltou para ela, lutando contra si mesmo a cada passo do caminho. Caminhou até estarem praticamente frente a frente. Os olhos escurosdela estavam arregalados e erguidos para ele. Finn tinha as mãos enfiadas nos bolsos para que não a estrangulasse, mas os bolsos pareciam algemas em seus pulsos. Então puxou as mãos, agarrou Bonnie pelo casaco rosa fofo e a ergueu na ponta dos pés, na altura dele, até que ficassem nariz com nariz e não pé com pé. Seus sentimentos eram uma grande bola emaranhada de raiva, anseio e injustiça, tudo embrulhado numa indignação impaciente, e Finn não conseguia separar um sentimento do outro. Assim, fez a única coisa que podia fazer. Ele a beijou.”

Então ele lhe contou a história das tatuagens e descobrimos que Finn Clyde havia sido preso sob o julgo de crime à mão armada, crime este que tirou a vida de seu gêmeo Fish, foi quando ele contou a Bonnie que também era gêmeo. Só que Clyde não havia feito nada, não havia roubado e nem matado, seu irmão quem tentara roubar uma loja de conveniência, sem saber que, o proprietário, também tinha uma arma.
Um parênteses aqui, que a Bonnie sempre relembra e até mesmo chora pela gêmea dela, a Minnie, que morreu de câncer, esse, na verdade, é o fato dela querer se matar. Por que ela está de luto, e quando a irmã morreu, ela estava em turnê e a avó (sua empresária) não lhe contou sobre a morte da irmã até que terminasse a turnê.

Bonnie e Finn passam por vários perrengues durante o tempo na estrada e Finn começa a se incomodar com o fato da polícia estar na sua cola sob inúmeras acusações de ter sequestrado Bonnie, sem ele, na verdade, ter culpa alguma. Então ele insiste para que Bonnie ligue para a avó e peça a ela que retire a queixa. Bonnie é totalmente contra, pois não quer falar com sua avó, ela sente raiva pelo controle imposto desde o começo de sua carreira, então ela foge com o carro de Finn para (nome da cidade) onde mora o pai do rapaz, deixando para trás dois mil dólares em dinheiro para que ele alugue um carro e se encontre com ela. E nesse tempo, ela fala com seu guarda costas, o Urso, que descontente aceita se encontrar com ela no dia seguinte na casa do pai de Finn.

E é a partir disso que a história realmente começa a se desenrolar, é quando Finn percebe estar apaixonado por Bonnie. Ele a encontra num parquinho infantil de madrugada cantando para as estrelas e aquela música é tão incrível que ele finalmente percebe o que sente por ela. E ela o vê, os dois se aproximam e ele beija Bonnie novamente, não mais bravo por ela ter roubado seu carro e fugido. Eles dormem na casa do pai de Finn após o carro dele ter sido guinchado no parquinho, ele não reclama e no dia seguinte, Urso aparece com as coisas de Bonnie e essa é a parte do livro que mais achei engraçada.

“No entanto, Finn estava me olhando como se tudo fosse ficar bem. Como se
quisesse me beijar de novo. E eu queria que ele me beijasse, mais do que jamais quis alguma coisa na vida. Sua boca estava tão perto que eu podia sentir seu hálito na minha língua, e eu queria lamber meus lábios para saborear a sensação.
Então os lábios dele não estavam mais próximos; eles estavam lá. E aqui. Acima. Dentro. Em volta. Minhas pálpebras tremularam, meu estômago despencou e o peso em minhas pernas me fez querer afundar no beijo como uma âncora na areia, cavando, mas estranhamente sem peso. Em seguida, as duas mãos dele estavam no meu cabelo, prendendo minha boca onde ele queria que ela ficasse, me segurando parada enquanto provava meus lábios e me pedia para deixá-lo entrar. E eu o recebi com um suspiro que deslizou pela noite fria e se afastou tal como a minha música. Era uma estrofe nova, um dueto de lábios e uma fusão de bocas. Foram o ápice da melodia e o descer dos címbalos, e era diferente de qualquer música que eu já tivesse cantado. No momento em que ele se afastou, o beijo ecoou em torno de mim, me convidando a repetir a música de sua boca contra a minha.”
“— Você é Finn Clyde? — A voz era mais aguda do que Finn teria esperado, vindo da cavidade torácica do homem do tamanho de um urso na varanda de seu pai. Assim que a comparação passou por sua cabeça, Finn soube quem era.
— Você é o Urso?
— Sou. E é melhor você tirar o rabo de branco marginal da minha frente bem depressa, ou vai descobrir por que a minha mãe me chamava de Urso. Não é porque eu sou fofinho.
Finn imaginou que merecia a classificação de branco marginal, parado com o peito nu marcado por tatuagens ofensivas e o cabelo loiro solto ao redor dos ombros, tanto que deixou o comentário passar e abriu caminho.
— Entre.
Finn deu um passo atrás, e Urso avançou para dentro da pequena sala de estar, preenchendo o espaço com malevolência, seus olhos absorvendo tudo de uma vez.
— A Bonnie está lá em cima. Ela estava dormindo da última vez que verifiquei. Se me der licença por um segundo, vou vestir uma camisa e dizer a ela que você está aqui. — Os olhos do homem se arregalaram com a menção ao fato de Bonnie ainda estar dormindo quase às onze da manhã, como se o detalhe fosse íntimo demais para Finn estar a par dele, mas o guarda-costas cruzou os braços sobre o peito enorme e abriu as pernas em uma postura que dizia “anda logo”, enquanto observava Finn subir as escadas.”

Depois disso, eles entram num acordo. Bonnie precisa aparecer no Oscar por ter recebido uma indicação e ela tem a missão de desmentir toda a falácia da mídia apresentando Finn Clyde como seu namorado. Eles topam no mesmo instante e então partem com o carro do Urso para Los Angeles enquanto o Urso volta com o carro alugado de Finn para Cincinnati.

Nesse meio tempo, eles ajudam um mendigo “profeta” chamado de William que está a deriva da estrada com um placa escrito “eu acredito em Bonnie e Clyde” e inicialmente é isso o que chama a atenção de Bonnie para ajudar o homem. Clyde relutante aceita, uma vez que, não sai do caminho de ambos deixar o mendigo numa outra cidade. E é interessante as falas de William, ele tem um diálogo com Finn que chama muito a sua atenção e o faz lembrar de seus momentos com Fish e o pai.

“— A pergunta que ele fez, se a matemática existe porque é um reflexo do nosso mundo, ou se o mundo existe por causa da matemática. Você ouviu? — ele quis saber, distraído.
— Sim. Ouvi. — Bonnie riu. — Claro que ouvi. Fiquei perplexa.
— Meu pai sempre perguntava isso pra gente. — Finn se sentiu estranho, até nervoso. — Acho que outras pessoas podem fazer a mesma pergunta, mas foi estranho ouvir William simplesmente gritá-la desse jeito.”

Para concluir, não vou contar aqui tudo o que li neste livro para não ficar uma resenha mais cansativa do que já está e muito cheia de pontos. O que posso dizer é que, Bonnie e Clyde se casaram, ficaram juntos no final mesmo se conhecendo há poucos dias, mesmo Clyde sendo pego pela polícia novamente, algo que ele consegue ser libertado estando ao lado de sua matemática e a verdade que o ajudam a, novamente, estar ao lado de Bonnie, que finalmente põe um ponto final à sua avó controladora e aproveitadora, que descobre que o próprio irmão estava tramando contra ela e por isso a polícia achava que Clyde havia sequestrado-a. Este livro, assim como Beleza Perdida de Harmon é um sucesso, uma leitura divertida, triste, com tantos pontos que faz a história parecer uma montanha russa de sentimentos. Ele é simplesmente incrível!!

Espero que tenham gostado, espero que me perdoem a demora dessa resenha, acima de tudo, afinal, ela está há meses salva nos rascunhos e só agora pude concluí-la. Agradeço a paciência, os views, todo o apoio de vocês ❤

Resenha: Anjos Caídos – Asa Schwarz

Eu deveria saber bem o que falar desse livro, mas não!

E estou sendo sincera, acreditem.

Tudo o que posso, e só o que tenho a dizer, é que Asa Schwartz criou um mundo completamente diferente das sagas de fallen angels que vemos por aí. Ela é uma excelente autora, original, que criou personagens fortes, que quebram tabus e com fundamentos reais: de salvar nosso planeta da miséria do homem.

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Ok, certo, eu sei que há muito tempo (basicamente uns 6 anos atrás) esse livro veio ao Brasil e não sei precisar se fez muito sucesso na época. A questão é que, sempre tive em mente este livro, mas dadas as circunstâncias da época, eu não o comprei e por muitos anos ele foi uma ideia esquecida no fundo da gaveta. Então, eu dei sorte, achei num sebo e o trouxe pra casa. Quem se lembra da matéria que fiz, sabe que eu trouxe junto deste livro o Beijada por um anjo, outro livro que estava super a fim de ler há mais tempo do que posso me lembrar.

Enfim, o que posso  dizer basicamente é que Anjos Caídos me trouxe uma série de nomes indecoráveis da Suécia, tendo como base Estocolmo, onde a história se passa. Asa usa muitas referências da cidade, inclusive de séculos passados e históricos. O que atiça até mesmo uma certa curiosidade de viajar além da leitura para conhecer esses pontos citados. Ou seja, espertinha ela. E foi exatamente essa pesquisa, esse conhecimento sobre a cidade, que inicialmente me chamou muito a atenção e me fez gostar logo de cara do livro.

Anjos Caídos começa já de cara com cenas impactantes, colocando nossos personagens na saia justa para descobrirem o que realmente está acontecendo e por quê.

Basicamente, a história começa com Nova, ela é uma garota de dreadloocks, ativista do Green Peace, vegana que há pouco perdeu sua mãe num acidente de carro. Não que ela se importe. Mas para Nova há muito pelo que lutar pela grande mãe natureza e os gazes liberados na camada de ozônio que ameaçam a vida do planeta. Nessas idas e vindas, ela invade o apartamento de um empresário de uma das empresas mais poluentes da Suécia para detonar com o apartamento em manifestação. Claro que, o Green Peace financia todos os atos rebeldes de seus ativistas e paga pelo que é, digamos que, destruído. Porém, quando Nova deixa seu belo trabalho estampado nas paredes do apartamento descobre um casal e um cachorro mortos, colocados nus e estripados um ao lado do outro. Nojento, devo dizer, mas Nova, a partir desse momento se torna a principal suspeita por ter deixado seus vestígios e mais nomes importantes que estavam em sua lista começam a morrer da mesma forma cruel e horrorosa que o casal.

“Uma grotesca instalação pornográfica se amontoava na cama, o que levou o pensamento de Nova às profecias do Juízo Final. A dona, o dono e o pastor alemão, num último abraço na morte. Na cabeceira da cama, números e letras escritos com fezes: Gênesis 6:4. Eram claramente visíveis contra a parede de trás, dourada e prateada. O brilho da lâmpada vermelha ao lado da cama reforçava a cor do tapete de sangue que rodeava o móvel. As franjas da colcha e o espelho do teto faziam lembrar um bordel.
Um bordel no Inferno.
Deu tempo de Nova ver, através do espelho, que os intestinos do cão estavam em volta do pescoço da mulher, como uma coleira.”

Uau, que pesado!!

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A história do livro é incrível, não vou dizer que não se trata realmente de anjos caídos, na verdade, isso é bem evidente durante toda a trama, pois os versículos de Gênesis sempre estão presentes, o que leva Nova e a polícia a buscas sobre a relação dos assassinatos com o livro da Bíblia. Mas é a partir da metade do livro que as coisas começam a fazer mesmo sentido e muita coisa vai se desenrolando.
Nova é uma personagem forte e a cada página isso é ainda mais evidente, ela foge do esteriótipo de donzela indefesa, ela quebra os padrões de beleza socialmente aceitos e tudo sob uma questão de ótica diferenciada que, mesmo com amigos apaixonados por ela, ela não precisa de nada além da amizade deles que parece ser bem profissional. E isso é o que mais gosto na personagem, ela não hesita em nenhum ponto e até mergulhamos em uma parte pessoal que nos faz conhecer melhor Nova.
A história combina um pouco de mistério com um universo não factual e romance policial. As páginas amareladas e as letras um pouco maiores tornam a leitura mais rápida e mais confortável, a emoção é evidente, embora esperasse uma conclusão melhor no final, uma explicação melhor sobre o que acontece com os personagens secundários e a tão citada FON (friends of nephilim) que é uma organização determinada a proteger o meio ambiente eliminando os principais empresários defensores da poluição. Eu achei um pouquinho só, mal acabado, pensei numa atropelação de informações que poderiam ter sido melhor trabalhado, mas que, mesmo assim, gostei e recomendo para os fãs de sagas que falem sobre anjos. Sendo um pouco mais específica, eu com certeza leria outros livros da autora.

Esse livro não me atingiu da forma que eu esperava, mas me atingiu de formas que eu não imaginava, é uma leitura um pouco mais pragmática que as convencionais no tema, o que pode fazer com que a leitura seja classificada como chata, menos divertida ou até mesmo demorada. Cada capítulo é uma narrativa de um personagem, é uma visão diferente e essa brincadeira caiu bem à trama, tira-nos um pouco da zona de conforto e cada informação vem na hora certa sendo trabalhada de formas claras. A autora soube usar todos os artifícios que ela possuía em mãos para concluir esse livro, embora eu ache que faltou a maldita cereja no topo do bolo. De qualquer forma, não é uma leitura ruim, o volume é único e eu espero que, embora, seja um livro idoso no Brasil, vocês leiam e me falem o que acharam, o importante é ler, sendo bom ou ruim, todo livro nos ensina algo ❤

Boa leitura!!

Conheça os livros que ganharão as telonas em 2017

Você sabe quais livros serão adaptados para o cinema em 2017? Pois bem! O Estação Imaginária traz uma lista de alguns livros que ganharão as telonas neste ano.

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Resenha – House of Cards

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Vendo esse título e essa imagem acima você deve estar se pensando: “você fez uma resenha da série House of Cards??”. Não meu amigo, devo te informar que a tão aclamada série foi baseada no livro de Michael Dobbs que leva o mesmo nome. E vai por mim, não tenho muito tempo para assistir a uma série e por esse motivo resolvi ler o livro e valeu muito a pena.

Ao decorrer da minha leitura, eu debatia com um amigo, que já tinha visto a série, sobre os pontos diferentes de cada meio, e o ponto mais importante é que o House of Cards, a série, se passa nos EUA, já no livro a trama acontece na Inglaterra. Aí meus amigos, a confusão já está armada, pois a política de cada país é diferente: na Inglaterra não temos um presidente, mas sim um primeiro-ministro.

Nas duas tramas temos o mesmo protagonista Frank Urquhart. Ele é o tipo de cara sério, sem tempo pra nada e que passa por cima de todos para conseguir o que quer, e vai por mim, ele consegue tudo o que quer.

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O atual primeiro-ministro Henry Collingridge é obrigado a renunciar do cargo e indica alguns nomes como possíveis candidatos. Frank é um deles. O tempo todo, Frank demonstra não querer o cargo e até se torna o braço direito de Henry para ajudá-lo a voltar. Todos os jornais destacam os acontecimentos políticos durante toda a campanha (de forma manipulada, o que ajuda muito Frank, por isso é bom ter networking).

O que mais me surpreendeu foi como acaba o livro. É uma daquelas situações em que você espera algo totalmente plausível, como são todos os finais de livro, mas Michael Dobbs foge de toda a mesmice e transforma o final.

Ficha técnica

House of Cards

Autor: Michael Dobbs

Editora: Saraiva

Ano: 2014

336 páginas

Resenha – Morte Súbita

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Finalmente eu li, efetivamente, um livro de J.K. Rowling. Não me julguem: eu não li Harry Potter, apenas assisti aos filmes. Mas já prometi que vou ler em breve. Enfim, Morte Súbita, é o primeiro livro que leio com o nome de J.K., apesar de ter lido seus outros três livros sob o pseudônimo de Robert Galbraith (que tem resenha aqui também!). Bom, se eu adorei esses livros, sabia que Morte Súbita não seria diferente. Lembrando que daqui pra baixo tem spoilers e o risco é todo seu! 

Por mais de 500 páginas, eu conheci o pequeno povo de Pagford (e adjacências). Eu diria que essa pequena cidade tem todos os requisitos para um lugar aconchegante, pequeno, que algumas pessoas odeiam mas que as que vivem ali há décadas defendem com unhas e dentes. J.K. consegue mostrar isso com maestria. Ela te introduz na pequena comunidade como se você morasse lá e fosse um observador de toda aquela história que se baseia, no que muitos descrevem, e eu concordo plenamente, em um protagonista ausente: Barry Fairbrother.

Sim, é um grande spoiler, mas, vivo, Fairbrother só aparece nas primeiras páginas. Todas as demais vezes em que ele é mencionado, é apenas a memória do falecido que desencadeia tantas coisa que ao final da leitura, você fica sem fôlego. Eu me senti assim.

Deixe-me caracterizar um pouco os residentes de Pagford (e adjacências): tem os fofoqueiros de plantão, os amantes, os forasteiros, adolescentes pirracentos, pessoas em busca de poder e, um dos pontos principais da trama, os dependentes químicos, Você pode ver a partir disso que Morte Súbita trata de assuntos tão relevantes como o uso das drogas, o preconceito, a infidelidade, entre outros temas.

O fato é que todas essas páginas passam rapidamente enquanto você se envolve na história dos residentes da cidade, tudo, sempre, em consequência à morte de Fairbrother. Quando eu vi a descrição de que esse livro tinha um protagonista ausente, fiquei curioso e me surpreendi como J.K. conseguiu conduzir a história diante desse fato. E não são só as histórias, mas há uma certa filosofia em cada uma dessas pessoas e eu acho que isso, muitas vezes, reflete no que nós pensamos.

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Um pequeno spoiler para, quem sabe, te instigar a ler esse livro: o distrito de Pagford não tem uma prefeitura. Tem um conselho formado por pessoas que tomam as decisões pela cidade. Fairbrother tinha uma cadeira no conselho, e era um dos principais conselheiros, com opinião forte e, com toda certeza, conseguia obter votos a favor de algo que, para ele, era em benefício da cidade. Pois bem, eis que ele morre e sua cadeira fica livre para alguém ocupar. É a partir daí que surge toda a trama: quem substituirá Fairbrother, já que a escolha é primordial para uma decisão que abalaria toda a cidade.

É como uma guerra, ou duas ideologias: a direita e a esquerda. Um lado tem uma opinião contundente sobre o que deve ser feito com a clínica de reabilitação e a permanência de um bairro que, na verdade, é marcado por dependentes químicos. O outro lado defende a permanência dessas pessoas, o apoio a elas já que, para eles, o trabalho tem gerado resultados. Essa é a mesma opinião de Fairbrother e a escolha de seu sucessor depende de tudo isso.

Qual lado ganha? Posso te garantir que até descobrirmos tudo isso, já estaremos tão envolvidos na história que seremos, de fato, residentes de Pagford e do seu receptivo povo. Enquanto isso, recomendo essa leitura e espero que você goste. São pouco mais de 500 páginas de diversas histórias, todas ligadas à mesma pessoa e não fica cansativo nunca. Na verdade, tudo o que você quer ver é: até que ponto as pessoas vão continuar vivendo normalmente até o momento em que tudo explode? Bom, isso, você só vai descobrir lendo!

Ficha técnica

Morte Súbita (título original: The Casual Vacancy)

Autora: J.K. Rowling

Editora: Nova Fronteira

Ano: 2012

512 páginas

Resenha: Lead – Kylie Scott

E, por fim, enquanto ainda não temos Deep, temos que nos contentar com Lead sendo nossa última resenha aqui no blog. Mas não fiquem tristes, logo tem mais resenha por aqui  para sanar aquela ressaca literária.

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Jimmy Ferris, irmão mais velho do David, o maior problema da banda, vocalista, problemático, lindo e talentoso, além de ter passado um bom tempo em reabilitação para drogas e alcool.

Aparentemente, Jimmy parece ser indiferente, chatão, que não está nem aí com o coração das pessoas. Na verdade, a história dele é uma das mais pesadas dos três livros que compõe essa série. Um tema recorrente na vida de integrantes de bandas, sabemos qual foi a trágica história de Kurt Cobain e muitos outros astros do rock que enfrentaram uma barra por conta do vicio. Ficamos apreensivos quando lemos algo como Lead que nos mostra exatamente como é encarar os fatos, um pouco dessa realidade. Talvez não totalmente igual, mas uma parte, uma pequena parte que faz com que Jimmy se mantenha na sua, se afaste, fale pouco, não se relacione. Aos poucos vamos descobrindo que esse personagem tem coração sim e não é de Lead que criamos essa percepção, mas sim de Lick.

Temos Lena como sua assessora ou conselheira que mantém Jimmy nos trilhos, ela começa a conhecer um pouco mais dos por quês de Jimmy, pela convivência entre eles, eles passam a se abrir mais um com o outro e criando um relacionamento de guerra e paz, desordem e ordem, tudo ao mesmo tempo e misturado que faz com que eles criem uma ligação forte a ponto de se apaixonarem. Mas Jimmy parece não estar pronto ou não querer assumir por medo, e a todo custo faz com que Lena tente se interessar por outros homens, o que claro, não da certo, até por que, Jimmy ou sempre está com ela nos encontros ou está morrendo de ciúme.

A princípio, Lead não me conquistou muito, foi do meio do livro pro final que comecei a apreciar mais Jimmy, além de ver os problemas que ele enfrenta com a mãe viciada que faz um estardalhaço o acusando de algo que ele não é.
A primeira cena do livro é, logo de cara, chocante, pois retrata o funeral da segunda mãe de Jimmy e David, a mãe de Mal, Lori. Ela os abrigou, cuidou deles, deu apoio, comida e o que vestir e Jimmy esta fora de controle, pois teria que falar no funeral e estava completamente perdido, além de triste. Foi nesse primeiro momento que ele e Lena tiveram um contato, foi quando Jimmy a abraçou e disse que sua mãe estava o ameaçando. Então pós funeral, a mãe de Jimmy apareceu fazendo cena.
Se eu pudesse dizer, com toda precisão do mundo, qual cena mais me chocou, foi esta! E o meu pensamento foi o seguinte: como um homem lida com isso? Então a história deste membro da banda é um pouco complexa, além das traições, as bobeiras e erros que o assombram, o abandono, a falta de apoio. Lena é a única pessoa que, por amor, queria desistir, e por amor, ficou até o final.

Acho que, uma das características de Kylie, além de construir personagens problemáticos que resolveram a vida, é construir personagens fortes, que sabem o que querem, o que não querem e dão conta do recado.

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Se eu pudesse dizer o que acho de Jimmy Ferris, diria que ele é um maldito bipolar (rsrsrs), mas vemos que ele só tem medo de pisar firme no chão. Não apenas Jimmy, como Lena também tem medo de seu coração ser magoado. Esta, é uma outra personagem que teve de enfrentar traições de pessoas muito próximas que ela amava e se importava e vemos ainda, que isso é algo que a machuca e não está resolvido.

No geral, não tenho muito o que dizer ou reclamar da leitura, eu só achei que ela poderia ter se desenvolvido mais e tido um final mais impactante e menos cliché, embora tenha gostado mesmo assim. E não desisti, ainda estou sedenta e quero ler a conclusão da série, Deep. Afinal, estamos falando de 4 membros de uma banda mais que famosa.

Lead também é sexy, o que diferencia é a falta de alcool e drogas, mas não deixa de ser interessante e nem hot, uma vez que, a provocação sempre está presente entre Jimmy e Lena.

“Seus lábios se abriram um pouco e ele se manteve rígido, deixando-me assumir a liderança. A expressão hesitante em seu rosto diminuiu até se parecer com curiosidade, seus olhos foram se fechando gradualmente.

-Obrigada. -Eu passei meus lábios nos dele, bem de leve -Você tem uma boca tão bonita, Jimmy, e seus lábios são tão quentes e macios. -Ele fez um barulho como aviso. Achonquenfoi bom. -Eu estava morrendo de vontade de te beijar.

Nossos narizes bateram um no outro e eu sorri, mudei a inclinaçâo do meu queixo e continuei. Abri meus lábios um pouco, beijando seu lábio superior mais e mais. Podia sentir sua respiração contra o meu rosto e sua barba na minha pele. Eu queria afundar inteira nele, conhecê-lo por dentro e por fora. Eu queria proteger e estimar, incentivar e amar. Muito lentamente ele se inclinou, se aproximando, me encontrando no meio do caminho.”

Chega até ser engraçado certas cenas do livro como Lena tentando arrombar a porta do quarto do Jimmy e torcendo o pé. É cômico por que Jimmy está na pior e só por que ele conseguiu arrombar a porta dela numa tentativa dela de ignorá-lo, ela acha que pode conseguir o mesmo e isso acabou bem ruim.

O nosso Dave passa a ser mais presente e preocupado, ele tem um crescimento secundário dentro do livro, mas sempre presente, costumo dizer que a força motriz é sempre David e Ev, eles são como monarcas, estão sempre preocupados e sempre dando conselhos aos amigos e tentando ajudá-los. E isso tanto com Lena quanto com Jimmy e só o fato deles se preocuparem com ambos faz com que os amemos ainda mais. E sabemos, isso não é só com Lena e Jimmy, foi também com Anne e Mal em seus piores momentos em Play. Se não fossem tão jovens, eu diria que David e Ev são os pais preocupados dos integrantes da banda. Mas afinal, todos eles são uma grande família.

E pra finalizar, deixo mais uma música para acompanhar na leitura de quem se interessou por toda a trilogia e vai mergulhar nas loucuras de Stage Dive, e realmente, você vai rir a beça, vai sentir raiva, vai se apaixonar e até mesmo chorar em certos momentos,  mas vai amar cada partezinha, cada detalhe. Eu espero que tenham gostado, que tenham chego até aqui e agradeço com o coração eufórico por estarem acompanhando. Um grande beijo ❤

Resenha: Play – Kylie Scott

Depois de quase engasgar com a leitura e todos os desafios e sentimentos proporcionados por Lick, já era hora de se entregar novamente a leitura de Play. E vou dizer, fica melhor!!

Na verdade, Play foi o primeiro livro da série Stage Dive que eu li, embora ele seja o segundo volume. Eu nem me lembro direito como conheci esse livro, provavelmente estava xeretando o Kindle e apareceu como recomendação, e como a capa é sexy eu fui logo de cara seduzida, por que não é possível, toda vez que olho para as capas da trilogia, é como se fosse a primeira vez, o primeiro beijo (rsrsrs). Mas explicando um pouco melhor, quando conheci Play eu nem imaginava que se tratava de uma trilogia, e achei incrível que a leitura dos livros seja individual, ou seja, não se precisa ler o primeiro volume para prosseguir logo para o segundo. Então de imediato me apaixonei, isso foi meados de maio ou março, não me lembro agora, e não fiz a resenha antes por que queria ter o livro em mãos para fotos, trechos mais precisos e afins. O que demorou um pouco, pois só fui comprar os livros na Bienal.

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O principal motivo pelo qual Play é meu livro favorito de toda a série deve-se ao fato de que simplesmente sou contagiada pelo o humor de Mal Ericson e a sua relação maníaca com Anne Rollins. Inclusive dei o nome dele para o meu peixe betta 😀

A história do livro basicamente se trata do baterista mais famoso do mundo, Malcolm Ericson que precisa de uma namorada de mentira por algum motivo que o tem agoniado, o que gera preocupações dos caras da banda. Anne Rollings precisa de dinheiro (eu também, gata) por que sua “amiga” que dividia o apartamento a deixou sem dizer nada e do nada. Então, Lauren, a amiga de Ev, e Nate, o irmão de Ev, a convidam para uma festa no próprio apartamento de Ev. E nisso, Mal e Anne se conhecem, Mal fazendo graça, dizendo que vai morar com ela, rolando com ela no chão do nada, falando que ela é sua garota e Anne não acreditando numa palavra sequer. Afinal, estamos falando de Mal Galinha Ericson. E pra varias, Anne é uma grande fã da banda e principalmente de Mal. E para a surpresa da garota, Mal realmente cumpre com a sua palavra e uma história entre os dois começa a se desenrolar.
Temos também o Reece, que é o chefe de Anne, que ela sempre gostou e nunca deu bola pra ela até se deparar com Mal habitando o apartamento da garota. E uma coisa que reparei muito nessas duas ultimas leituras: Kylie adora criar personagens problemáticos, e isso se aplica tanto a personagens femininos quanto masculinos. O que torna a coisa toda especial, por que eles se entendem e convivem juntos, se ajudam e se apoiam a medida do possível. Brigam, mas acima de tudo se amam.

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Dois gatos em uma foto só =^.^=

Muito bem, vamos lá, como eu disse antes, a história é cômica por conta do humor de Mal, ele é sempre alegre, o modo como ele fala é sempre engraçado e o jeito como ele faz as coisas, típicas de um astro. Embora algumas desagradem Anne quando o relacionamento deles começa a ficar mais criterioso, vamos dizer assim. Mal também sempre está fazendo algumas loucuras e, Deus, esse homem é louco, maníaco, doido, tudo o que ele tem direito de ser chamado, além de bom ❤

“Por sorte, a chuva parara de cair. David se aproximou de novo, ajudando Mal a chegar até o Jeep, encostando-o na lateral. Um dos Escalades reluzentes estava estacionado ali perto.

-Cara, onde você colocou a chave? -David perguntou, enfiando a mão nos bolsos de Mal.
-Puxa, Davie. Eu estava guardando isso só pra Anne.
-Não estou interessado no seu pau. Onde está a chave do seu carro?
-Não me entenda mal, cara. Eu te amo, mas não desse jeito.”

Em relação a Anne, eu facilmente consigo imaginá-la, ela é uma garota que trabalha numa livraria, sustenta a irmã na faculdade e tem um grande problema quando se trata da sua mãe alcoólatra, e a todo momento ela tenta superar, perdoar. Anne está em crescimento, ri das piadas e das atitudes de Mal e acima de tudo, se preocupa com ele, tenta arrancar dele passivamente o que o chateia e aos poucos eles vão se entendendo a modo que um saiba que o outro se importa e isso é importante. Anne é forte!

“Que par a gente formava. Às vezes, parecia que precisaríamos de um milagre para fazer aquilo funcionar. Mas o meu costumeiramente precavido coração já estava comprometido.

-Obrigada. -Apoiei a mão no peito dele. -Não precisa se preocupar com Reece.
-Eu sei, eu sei. Ele não é nada comparado com a minha magnificência. -Seus dedos afagaram os meus e os olhos brilharam. -Mas, só por curiosidade, como você se sentiria com o meu nome tatuado na testa?”

E o mais legal de tudo é que, os caras da banda se entendem como família e tanto Ev quanto Anne e até mesmo Lena que é levemente mencionada em Play, fazem parte desta família. E eu começo a imaginá-los realmente como uma família que se entende, q ue não importa as besteiras que façam, ninguém vai ligar e vai simplesmente rir e pensar: é assim mesmo, é exatamente assim que fazemos. Então, Play nos traz mais um pouco da familiaridade e é como se fosse uma porta aberta para nos sentirmos em casa.

“Mal e David passavam bastante tempo juntos, já que Ben e Jimmy iam e vinham entre as casas deles e os nossos apartamentos. A família Stage Dive nunca sequer piscou com a minha inclusão, algo pelo qual sou extremamente grata.”

Querem mais pontos positivos? Então vamos lá!

Além da capa #hot, aliás, hot de todos os livros, criativa, chamativa e linda, as páginas tem uma textura fina, levemente amareladas, a leitura é carregada de bom humor, é rápida e fácil. São 319 páginas de perdição, alcança todas as expectativas, e como dito na resenha de Lick, que garota nunca sonhou se ver com seu astro do rock? Então é delirante, emocionante e Kylie trabalha muito bem quando se trata em escrever e descrever, essa mulher não tem vergonha e nem pudor! Acho ótimo!

Um único pontozinho negativo que me incomodou durante toda a leitura é que os cabelos de Anne são descritos com tom de cenoura. Na tradução livre do pdf que li no começo do ano, Mal a chamava de Abóbora (o que faz mais sentido) e na tradução da editora ele a chama de Moranguinho (o que não faz sentido nenhum). Então, isso me incomodou muuuuito e toda vez que lia Moranguinho eu automaticamente corrigia a editora, mas nada com que eu não possa conviver ou sobreviver. Esse livro pra mim ja é 5 estrelas e com certeza o leria de novo, é um dos livros dos quais nunca vou enjoar e recomendo. Então leiam, essa leitura é obrigatória aos meus leitores ❤

E, antes que eu finalize esta resenha, uma música ao nível de Play (pra quem gosta) para acompanhar na leitura:

♠ ♠ ♠

De praxe, um grande beijo pra vocês que tem acompanhado todos os nossos posts aqui, um bom restinho de semana :*
Caso eu dê uma leve sumida é por que meu computador está dando pane e não concertei, mas não deixem de esperar por mais, estamos aqui. Vocês podem interagir comigo e com os outros colunistas pelo nosso twitter, nosso instagram e a fanpage do facebook ❤

Resenha: Lick – Kylie Scott

A princípio, quando comecei a ler Lick, eu estava com a expectativa correndo pelas minhas veias impressionantemente, e posso confirmar, embora tenha sentido muita raiva do Dave por uma certa parte mais pro fim da leitura, eu amei, cada pedaço, cada linha. E, além de tudo, amigo leitor, eu devo dizer que, a Ev é como a mãe do restante da sequência, ela é bem presente e preocupada com os amigos. Lick é o começo de tudo, e que começo hein?!

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Bom, o que falar? Lick é uma mistura de loucura, uma dose de adrenalina e muita bebedeira em Vegas com direito a casamento e tudo. O que torna a trama do livro divertido é justamente a confusão feita em torno dos acontecimentos. Como uma garota normal, que segue os planos da família, acaba casada com o astro do rock mais bonito, mais talentoso e rico do mundo e acaba famosa no dia seguinte e bajulada pela mídia? Quem nunca sonhou algo parecido com o seu cantor, guitarrista, baterista, enfim, favorito, que atire a primeira pedra.

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E o gatilho inicial pra isso tudo é que simplesmente Ev está fazendo 21 anos e quer comemorar em grande estilo, ela e a amiga Lauren vão para Vegas e o impossível acaba acontecendo: Ev acorda na manhã seguinte passando mal da bebedeira e casada com David Ferris, guitarrista da banda Stage Dive. Totalmente atormentada pela mídia, pelos fãs loucos e tudo o que a fama pode proporcionar a uma pessoa que não está acostumada com atenção. Ev tem o nome de David tatuado na bunda glúteo, e David o nome de Ev no antebraço como um símbolo forte e a mostra.
Eu acho que estou enfatizando a ideia, mas é realmente engraçado e aos poucos vamos descobrindo exatamente o que aconteceu na noite em que ambos decidiram se casar, pois Ev não se lembrava de nada e isso parecia (obviamente) deixar Dave chateado, já que ela também o cobrava a respeito. Eles acabam por optar pelo divórcio logo de início, Ev é atormentada pelos advogados e Dave, sendo salva no final por Mal, o baterista da banda que acrescenta em Lick um pouco do seu humor e de sua verdadeira personalidade. Guarda essa informação, pois falaremos dele na próxima resenha ❤
Então, Ev e Dave acabam por passar um tempo em Monterey numa casa de Dave, longe de qualquer paparazzi ou jornalista e ali, eles acabam se redescobrindo. Ev, que tem um grande sentimento por Dave, e Dave que nunca tinha tanta certeza quanto a se casar com Ev. Mas a história que envolve a casa, os brincos de Dave e uma fofoca de Lauren a respeito da primeira namorada dele tê-lo traído faz com que Ev sinta-se desconfortável e sem saber onde pisar.

“Só se consegue cantar “I Will Survive” determinado número de vezes antes de sentir vontade de se esganar.”

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Enfim, ao decorrer da história veremos uma grande evolução de Ev e Dave, um forte acontecimento que fica difícil de Ev perdoá-lo, mas que aos poucos vai se provando o quanto se amam e o quanto estão dispostos um pelo outro. Ev até mesmo sai da zona de conforto imposta por seus pais e resolve seguir sua vida do seu próprio jeito e ao lado de Dave, sem se importar com nada. Afinal, não era esse o plano inicial?

E eu devo dizer, o que mais amei em Lick foi toda a linguagem que Kylie usou, tornando-a sempre divertida, relaxada, fácil e fazendo com que eu não desgrudasse nunca os olhos. Essa leitura durou cerca de 4 dias e atendeu todas as minhas expectativas. E embora você não precise ler os livros na sequência (assim como eu fiz), você tem que saber que, alguns mínimos detalhes poderão revelar spoilers.
Eu havia comprado toda a trilogia na estande da editora Universo das Letras na Bienal, então dos 10 livros que comprei lá, esse foi o primeiro que li, e a única forma de eu não ter me matado por ter acabado é que eu definitivamente já havia começado a ler Play no mesmo instante e isso se aplicou ao Lead também, quando terminei Play. E vale lembrar, cada livro se trata de um personagem que compõe a banda. Os risos foram muitos, as cenas quentes são bem trabalhadas e Ev é com certeza uma personagem mulher forte e adulta, ela nos faz pensar que, às vezes a nossa inconsequência pode ser uma bênção, ela literalmente saiu do casulo e eu a adorei. Todos os personagens são bem construídos, embora o foco de cada um fique em cada livro da saga, mas eles nos dão noção do que virá depois de Lick.
Espero que vocês também gostem, pois essa trilogia entrou pro meu ranking de 10 livros favoritos ❤

E pra finalizar, uma música da minha banda favorita para acompanhar nessa delicia de leitura. Um beijo pra quem fica e uma boa leitura a todos 😉

Resenha: As Feiticeiras de East End

Essa é uma resenha bem curta. Razoavelmente curta. E não por que eu quero, mas porque não há muito o que se falar deste livro depois de ter assistido ao seriado cancelado na segunda temporada pela Lifetime.

Há muitas coisas neste livro que são mudadas na série, como por exemplo: Freya e Ingrid são imortais, elas não morrem varias vezes como é na série. Além disso, Joanna não tem a tia Wendy como irmã, o que nos leva a outra irmã, uma chamada Helda que habita o submundo. Grave essa referência, por que se você, meu caro leitor, assistiu Witches Of East End até o final (ou seu respectivo e maldito cancelamento), vai entender boa parte da história da série nos livros.

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Bom, o que posso falar desse livro? Eu ainda não criei, certamente, uma opinião própria sobre ele além do pacato “gostei” “dou tantas sei lá quantas estrelas” e mimimi. Na verdade, tudo isso por que é difícil falar do livro sem buscar alguma referência da série, ainda mais quando eu assisti primeiro a série e depois li o livro. Não é decepção, não é ponto morto e muito menos um trágico “não sei opinar”. Na verdade, estou tentando ser o menos criteriosa possível para escrever para vocês.

O livro tem seus altos e baixos. A série tem sua produção e efeitos especiais. Tudo muda, mas novamente: difícil falar de um sem tomar a referência do outro.

Não sei se vocês sofrem do mesmo que eu, que é quando você assiste antes de ler e depois fica se perguntando como seria se fosse o contrário. Eu odeio isso, me deixa confusa.

Mas tudo o que posso dizer é: não descarte este livro só pela minha resenha! Ele não é ruim, se você assistiu a série primeiro, como eu, talvez te agrade muito pelo livro ter mais detalhes que na série não são relevantes, mas talvez você também odeie por que você prefere a produção da série que é mais plausível do que as explicações do livro. E pra você que não conhece, está aí uma ótima oportunidade de conhecer e embarcar, talvez você se apaixone, só o que encontrei não foi muita novidade, ou talvez eu esperasse que fosse mais igual à série, embora alguns detalhes mereçam palmas pelo capricho e cuidado de Melissa de la Cruz, pontos que na série são um incrível e enorme ponto de interrogação.

Bom, respira e vamos lá!

A história é semelhante, lá está as mulheres Beauchamp tentando sobreviver em sua cidade como pessoas normais, elas são protegidas por um tipo de conselho que restringe elas de usarem bruxaria, mas sabemos que, não fica só por aí quando muita coisa estranha e duvidosa começa a acontecer e elas são obrigadas a se defender da melhor forma que sabem: usando magia!

Parece clichê, mas a história é fantástica, com detalhes meio viajados sobre as bruxas, mas interessante para quem gosta de ficção e ainda mais do tema. E claro, não para por aí, esse livro nos da a impressão de que muito mais virá pela frente assim que terminamos de ler, o que deixa o leitor intrigado.

Falando um pouco sobre a impressão: não achei das melhores, poderia melhorar sim, mas como gosta de olhas amareladas e fontes um pouco maiores, já dou 10. E não só isso, cada personagem tem sua própria narrativa, ou seja, só as mulheres Beauchamp. Tudo é bem bonitinho e organizado, a leitura não é demorada ou chata, na verdade ela segue uma linha de raciocínio linear, embora eu ache que os acontecimentos no final foram feitos na correria e poderia ter tido mais explicação, embora passe longe daquele típico final Disney de felizes para sempre, nos trazendo uma bela surpresinha, que tanto na série quanto no livro, eu não esperava. Também é válido falar aqui que todas as mulheres Beauchamp são exatamente iguais as da série, não só fisicamente quando se vê a descrição de cada uma, mas o temperamento e a forma como cada uma é, também é igual da série.
O livro nos trás familiaridade quando o lemos depois de assistir a série, e ouso até dizer: mata um pouco da saudade.

Abaixo uma frase do livro para você se interessar mais:

Droga, ele tinha que ser tão bonito? Ela pensou estar imune a esse tipo de coisas. Que clichê: alto, moreno e bonito. Ela odiava caras arrogantes e metidos, que pensavam que as mulheres viviam para servir seus vorazes apetites sexuais. Ele era o pior criminoso do tipo, fazendo guinchar sua Harley; e que cabelo ridículo, aquele tipo de franja confusa e farta caindo nos olhos, aquele calor sensual de chega-mais. Mas havia outras coisas. Uma inteligência. O saber em seus olhos. Era como se, ao olhar para ela, ele soubesse exatamente o que ela era e como ela era. Uma feiticeira. Uma deusa. Alguém não desta Terra, mas também não fora dela. Uma mulher a ser amada, temida e adorada.”

Bom, a partir daqui darei meu ponto de vista sobre os principais pontos do livro em relação a série, não sei se é bom vocês lerem, mas se quiserem fiquem a vontade, só não vale reclamar depois. O aviso foi dado ❤

ATENÇÃO: CONTÉM SPOILERS

Pontos positivos: O livro detalha melhor o relacionamento de Freya com os irmãos Gardiner, na verdade, o relacionamento deles é até diferente da série (ah vah) e não me culpem, eu achei o livro ótimo, só que gostei mais da série. Porém, o livro vai revelar coisas sobre os irmãos Bran (Dash na série) e Killian Gardiner que na série são um tremendo mistério. Até por que na série vemos o gêmeo de Freya tretar de leve com Killian e isso tem algo em comum com o livro, por que em algum determinado ponto dele, esse irmão gêmeo vai aparecer e dizer que quer se vingar de Killian por que não sei hahaha e o pior, não sei mesmo, mas da pra ter uma noção, já que Bran apronta horrores nesse primeiro volume.
Além desse ponto positivo, eu gostei muito das duas histórias, da série e do livro serem parecidas, terem um cenário confortável. Gostei muito de cada mulher Beauchamp ter um mascote, por exemplo: Freya tem um gato preto chamado Siegfried, Ingrid tem um grifo chamado Oscar e Joanna um morcego chamado Gilly, e elas podem se transformar ou adotarem a mesma forma desses mascotes.
E o ponto mais interessante é que na série vemos uma restrição de magia que é imposta por Joanna durante toda a trama, no livro há um conselho que restringe as bruxas de usarem seus poderes enquanto habitam o mundo humano, chamada de terra do meio.

Pontos negativos: O que mais odiei foi a falta que senti de Wendy, me decepcionei em saber que na série ela é uma figura criada e no livro ela não existe. Pelo menos não sei até que ponto do livro ela não existe, mas fiquei muito decepcionada com isso, uma vez que a nossa querida tia Wendy era a alma da coisa toda, dava humor e tinha um espirito carismático. Esse foi, pra mim, o ponto negativo principal. Mas pelo menos temos uma breve ideia do que é o inferno que ela se meteu no final da segunda temporada, pois no livro fala brevemente sobre o submundo, onde é habitado por Helda, irmã de Joanna. O interessante é como tanto o livro quanto a série aborda o tema de deuses e deusas nórdicas, é por isso que acho tão incrível, por que nunca vi alguém falar disso de uma maneira inteligente.
Outro ponto negativo: Os nomes de alguns personagens foram mudados, por exemplo, Dash da série se chama Bran nos livros, e o pai de Freya que se chamava Viktor na série tem outro nome no livro. Isso foi algo que logo de começo confunde um pouco dependendo da perspectiva.

♠ ♠ ♠

Finalizando, esse foi o nosso especial mês das bruxas, não pudemos fazer mais do que algumas resenhas no tema, o que foram 4, mas nós continuamos com certeza a todo vapor idependente da data e é isso aí. Se você gostou, não deixe de continuar nos acompanhando, pois são vocês que fazem toda a diferença por aqui. Um grande beijo ❤

Resenha: Saga As Filhas de Dana – Simone O. Marques

Para aqueles que decidiram trilhar o caminho de pedras e flores.

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Há um pequeno porém do porque esta resenha ser tão diferente das outras e do porque resolvi que esta deveria ser diferente das outras (rsrsrs). Por se tratar de uma trilogia, eu decidi que faria uma visão geral da trilogia sem spoilers. E, primeiramente, esse foi o livro mais real de bruxas pagãs que eu já li. E não digo que foi real pela época, contexto, as imagens femininas fortes e independentes, mas por sentir na pele delas, enquanto lia cada parágrafo seus desafios diários.

A trilogia da autora brasileira Simone O. Marques, nos traz uma realidade de um dos piores momentos que a humanidade mostrou-se intolerante e ignorante: a inquisição. Mulheres que nem sabiam o que significava o termo bruxa eram condenadas por serem autônomas, por serem bonitas, férteis, conhecerem a natureza e saberem como utilizá-la a seu favor. E nesta trilogia, vemos cada vez mais o crescimento destas mulheres, que se tornavam fortes e capazes de lutarem por suas próprias crenças, embora vivessem mascaradas para que não fossem descobertas pelos olhos da igreja que as condenavam.
O que estou dizendo é que, embora as protagonistas dessa história fossem realmente pagãs, que mal fazem essas mulheres? O pior de tudo: ainda vivemos nesse mesmo mundo? Afinal, parece tão distante, mas o olhar do julgamento, da intolerância, da ignorância, ainda é uma coisa que anda colada com os tempos em que vivemos, e vem se despertando cada vez mais para que nunca caia no esquecimento e que lembre: estamos de olho em você!

Enfim, falando um pouco do que achei: eu simplesmente amei toda a trilogia. É um romance de época misturando um pouco de ficção, embora no final, a autora afirme que tem toda uma pesquisa acerca dos livros e que se trata de uma linhagem de mulheres reais atuantes em suas épocas, isso é o mais surpreendente de tudo. Sempre que me deparo com algum livro que fala no final que é baseado em algum fato, embora a história não seja de todo factual, um arrepio percorre todo meu corpo e me dá uma sensação boa e de realidade. Eu fico imaginando o que essas mulheres passaram para que sua linhagem chegasse tão a frente e o que cativa são os personagens masculinos que deram apoio a estas mulheres, que realmente enxergavam a frente de seu tempo e que ainda precisamos de imagens fortes como estas que enxerguem a frente de seu tempo. Então, amei toda a trilogia, ela tem um vocabulário coloquial que se adapta geograficamente entre Portugal e Brasil, além de se adaptar às épocas em que se passa a história. Os três livros: Paganus, Samhain e Beltane tem capas maravilhosas e as páginas são todas decoradas, amareladas do jeito que eu gosto e me deixou viciada. Consegui perder várias vezes a noção do tempo e li cada um em três dias. É uma leitura super rápida, não são livros de páginas numerosas, mas isso não é um ponto negativo. Só que no final você espera por uma continuação.

AVISO IMPORTANTE: AS TRÊS RESENHAS A SEGUIR PODEM CONTER SPOILER

paganus

Paganus é o primeiro volume da Saga As Filhas de Dana. Vou dizer que logo os primeiros capítulos eu achei um pouco tedioso, embora soubesse que esses primeiros seriam a chave para a história dos capítulos seguintes. Conhecemos os gêmeos Diogo e Douglas que, desde pequenos, competem um com o outro na busca de serem um melhor que o outro. Não é preciso ser exímio pra saber que Diogo é o gêmeo do bem e Douglas o gêmeo do mal, tanto que o pai de ambos tenta corrigir Diogo durante a infância até a época adulta sem muitos resultados, e eles são os principais a dar inicio à trama de perseguição às bruxas, embora Diogo não seja a favor, ele é forçado pelo pai a caminhar para este caminho.
O engraçado é que, realmente, em vilas e vilarejos em Portugal, existiam tribos pagãs que foram perseguidas e convertidas, e são essas vilãs e vilarejos que em Paganus são queimadas com mulheres, homens, crianças e idosos. E em meio a essa perseguição, Diogo conhece Gleide, a personagem mais forte de toda a trama. Você chega a ter ódio dela, mas ela é de um espírito forte e totalmente indomável, espiritualista, livre e até mesmo geniosa. Ele se encanta pela filha de Gleide, Adele, que carrega um bebê na noite em que o pai dele segue até a vila para converter os pagãos ou os levarem para a inquisição.
Eu, sinceramente, acho esse o ponto mais forte de toda a história, pois Diogo se tranca dentro de uma casa com Adele que está tendo seu bebê e Gleide que tenta ajudar ela a prosseguir. Tudo está queimando porque Douglas ameaçou colocar fogo na casa se Diogo não saísse e, se existe prova de que Diogo é um homem diferente, então aí está: ele salva Adele e Gleide de morrerem queimadas, ignora completamente o irmão que tentara matá-lo e as leva para um lugar seguro onde Adele tem sua criança em paz. Os dois jovens se apaixonam intensamente e Diogo as ajudam a mascarar suas crenças perante à igreja numa tentativa de proteção. Ele assume a criança de Adele, pois o pai morreu pelas mãos de Douglas. Se eu pudesse dizer, com certeza, quais personagens mais gostei, sem dúvidas seriam Adele e Diogo, porque eles construíram um amor tão grande que nem Gleide foi capaz de se colocar entre eles como barreira, já que esta personagem parece emitir um desagrado enorme pelos homens.
Então eu simplesmente amo esse casal, acho eles o mais forte de todos os casais durante a trilogia, eles fazem de tudo um pelo outro, o que leva Diogo a abandonar seu status, abandonar suas crenças pelo amor de Adele e protegê-la com esse amor como se não houvesse amanhã, como se ela fosse sua vida toda em suas mãos. E há sentimento mais doce que esse?

Os pontos negativos de Paganus foi Gleide, por que realmente gostava dela no início, mas a personalidade forte demais dela e a descrença no amor e nos homens foi uma coisa que foi ficando chata, por que atiçava Diogo de uma forma que constrangia ele e magoava Adele, embora não fique muito evidente a mágoa de Adele. E Douglas, ele foi o maior dos pontos negativos, tão igual a Diogo e tão diferente ao mesmo tempo. Durante toda a trama ele tentava ser algo para agradar o pai e ser o filho perfeito. E você, meu leitor, já deve imaginar o resto se tratando de um personagem tão negro.

Na segunda parte do livro, temos Daniele. Ou seja, Adele e Diogo, eram só um empurrãozinho para o que acontece no restante da trama. E desde o início, Gleide diz que a criança de Adele terá uma missão especial preparada pela Deusa Dana, a qual eles tem toda sua fé. E a menina é preparada por toda a vida pra isso. Daniele é praticamente uma criança quando descobre que o seu propósito se aproxima e ela conhece Guilherme, que deverá ajudá-la a encarar todas as suas escolhas. Mas até mesmo Daniele terá provações e caminhos tortos, tais quais os de sua mãe. Ela sabe que sua missão se encontra do outro lado do oceano, numa terra chamada Brasil e que tomar essa decisão pode custar deixar tudo o que ela ama para trás.
Galere, no começo, Daniele é muito menina ainda, embora esteja na transição de se tornar mulher. E um homem da corte (Dom Francisco), de posses, deseja tomá-la. E conhecendo Diogo, sabemos que ele faria de tudo para proteger sua família. Ela é uma menina muito forte que é levada por Guilherme, junto de seu irmão mais novo Mateus (Angus) para o porto, no intuito de mantê-los seguros ali, longe das garras de Dom Francisco. E quando chegam lá, Guilherme tem a promessa que fizera ao pai de Daniele que a faria feliz e a levaria até o porto para que partisse para o Brasil. Então ela conhece Antônio, o irmão mais velho de Guilherme que logo se encanta pela jovem, e eles ficam todos alojados no pequeno apartamento de Antônio, que ajuda com os papeis do embarque. Nesse meio tempo, Daniele irá percorrer um caminho de pedras e flores, que a levará para a perseguição, a descoberta do seu real amor e a fuga para o Brasil, que é também desencadeada pela descoberta de sua gravidez.

samhain

Em Samhain, Daniele chegou ao Brasil e, sinceramente, esta é a parte que eu mais gosto de toda a história, pois adiante eu começo a pensar em como Daniele é fraca, mas que na verdade não é. Ela compreende que as coisas seguem seu devido caminho, querendo ela ou não, e isso a faz uma personagem realmente forte, e a mais forte, porque ela é a personagem que se lança nos desafios sem pensar duas vezes, a fé dessa mulher é inabalável e ela não é mais uma menina que sofre por ter deixado a família para trás, ela é uma mulher que agora tem filhos, marido e precisa lidar com as dificuldades de ser pagã. Por que, embora a inquisição não tenha vindo ao Brasil, a perseguição se fazia presente e os padres que perseguiam, ou matavam, ou levavam de volta para Portugal para enfrentar a inquisição. E por que este é meu cenário favorito? Por que eu simplesmente me impressionei com a chegada ao Brasil, por que os índios também tinham sua cultura pagã, e não apenas os índios, mas também os negros que vieram como escravos.
Eu falo do crescimento de Daniele, mas vale ressaltar o crescimento dos homens também, pois Antônio, que já tinha a imagem de homem turrão, trabalhador e destemido, passa a ser uma imagem forte dentro de todo o contexto. Ele é um grande companheiro à Daniele, um pai surreal para seus filhos e o homem mais respeitado na fazenda que os acolheu na chegada ao Brasil. Os patrões tinham um enorme carinho pelo casal e seus filhos.
Ouso falar até mesmo de Mateus, que se tornou um guerreiro protetor da família de Antônio, e cada vez mais crescido e esperto. Por que quando eles partem de Portugal, Mateus ainda era uma criança, que chorava pelos pais, sentia falta e tinha a companhia de seus brinquedos e mimos e, quando ele chega ao Brasil, embora ainda seja um menino, começamos a acompanhar o crescimento ao decorrer dos anos de todos estes personagens, inclusive Mateus. Esse é um ponto excelente, não apenas em Samhain, mas em todos os outros livros. Simone sabe exatamente como construir e evoluir um personagem junto da história e por isso me perdi tanto entre as linhas e devorei rapidamente os três livros.
Mas, a partir de determinado ponto da história, passamos a compreender a verdadeira missão que levou Daniele ao Brasil, que ela mesma não compreendia e sabia que não estava no fim; contamos novamente com a presença de Guilherme que voltara na esperança de ter Daniele de volta e uma encruzilhada separa mãe e filha mais uma vez por uma tragédia que ao mesmo tempo se torna uma bênção no final, e a história passa a ser contada, agora, por Tereza, filha de Daniele.
Mas, por que tragédia e ao mesmo tempo uma bênção? Bem, vamos dizer que aprontam para Daniele, o que a separa de sua família. Os índios a levam para a mata onde podem cuidar dela, levando Mateus consigo, que depois volta para levar Antônio que lamentava a morte do bebê Antoninho. Então, um explorador misterioso, de cabelos ruivos, aparece e se identifica com Mateus. Ele começa a contar sua história ao menino de quatorze anos, que por seus recentes atos de manter sua família segura, o fez um homem. O explorador revela que foi apaixonado por Gleide e que tinha uma filha chamada Adele, mas que fora expulso da vida de Gleide por ser apaixonado por ela e, como conhecemos Gleide bem, já sabemos o que isso pode ser para ela. Gente, eu chorei horrores nessa parte, porque é a parte mais emocionante de Samhain. Ele parte com a família de Antônio para suas terras, onde eles podem desfrutar da vida em segurança, deixando, assim, Tereza e o tio Guilherme para trás com uma nova promessa: manter Tereza em segurança, e dessa vez ele não iria falhar.

beltane

Em Beltane, Tereza já está crescida, entrando na fase adolescente onde se torna mulher e a mulher que cuidou dela durante anos está adoentada.
Daniele vive com Antônio em terras afastadas de seu avô cultivando a prosperidade com mais duas filhas que tivera e Antônio aparece para fazer uma visita à Tereza na fazenda. No dia da visita, ela se dá com Miguel Seixas, o sobrinho da mulher que ferrou com Daniele em Samhain (ou que pelo menos ajudou a ferrar). Miguel está tentando, junto de seus escravos, a domar um bezerro que escapou de sua fazenda. Tereza torcia pela bezerra enquanto assistia, embora censurada pela Ama. Ele conseguiu capturar a Bezerra e foi convidado a entrar na casa. Miguel cumprimentou a “avó” de Tereza e foi convidado a retornar com as irmãs quando quisesse. Ele pediu permissão para que levasse Tereza para ver a Bezerra já que notara o quanto ela torcia pelo animal e, assim que se aproximaram e ela passou a mão na bezerra, perguntou se ela teria um nome. Miguel sugeriu que ela lhe desse um nome e a bezerra foi batizada de Finola. E, embora Tereza ainda fosse uma criança em transição, eles se apaixonaram naquele momento.
Mais tarde, o pai de Tereza chegou com o “avô” dela e mais um índio. Ela o reconheceu, apesar dos anos, e não se desgrudou de Antônio que sentia-se nostálgico de estar lá, onde o pequeno filho foi morto e sua filha havia permanecido. Ele tinha intenções de levar Tereza embora, que não sabia que a mãe estava viva.
Guilherme também veio recebê-los e teve sua presença notada pela irmã mais velha de Miguel, Catarina, que desde sempre foi apaixonada por ele e queria ter um pouco do brilho de Daniele. Ela se sentia culpada pela “morte” de Daniele e sua irmã Lara, que também sofria nas mãos da tia, também queria se ver livre da censura. Catarina e Guilherme tiveram uma noite de amor num casebre que o pai da moça havia construído para ficar longe da madrasta e tia dos filhos. Essa noite de amor ficou pregada na mente de ambos por muito tempo depois do ocorrido.
Mais tarde, Antônio disse que Tereza deveria escolher partir ou ficar e que, embora ele quisesse que ela fosse com ele, ela deveria escolher. A menina havia escolhido ficar ao lado dos avós que tanto amava, por que no fundo ela sabia: seu caminho estava ali, a missão que deveria realizar estava bem ali. E na partida de Antônio, algo inusitado aconteceu: a irmã de Miguel, Lara, havia fugido de casa para ir junto deles, e o índio, junto da moça, o convenceu a levá-la junto.
E os anos se passaram, Tereza se tornou uma mulher e o filho do casal que cuidara dela, Henrique havia retornado. Eles eram prometidos em noivado assim que atingissem a idade adulta, o que foi revogado quando Antônio partiu. Henrique não sabia e olhava Tereza com desejo assim que a viu. O mau humor dele afetou toda a casa quando soube que não se casaria com Tereza e não tinha a permissão do pai de ser um pretendente. Miguel novamente reapareceu, num momento que Tereza se viu triste por ter ouvido tantas coisas cruéis sobre sua mãe, ela era acompanhada de uma escrava Iáiá que chamou Miguel quando o viu do outro lado da cerca e ele trouxe felicidade de volta ao rosto de Tereza. Naquela noite, ele foi convidado com a irmã Catarina para jantarem ali e ele havia pedido permissão para namorar Tereza, o que foi consentida por Guilherme e o avô da garota, provocando a ira de Henrique e jogando a verdade na cara de todos: foi a madrasta de Miguel que entregou Daniele à igreja, provocando sua morte e a morte do irmãozinho de Tereza. Além disso, na mesma hora, a morte da avó veio como um tapa na cara que deixou Tereza baqueada.
Ok que, mais pra frente, tudo se resolve por meio de Guilherme, que conta a verdade para Tereza, revelando também que sua mãe continuava viva, mas que era um segredo para mantê-la segura e assegurando que Miguel e suas irmãs nada tiveram em participação do ocorrido, deixando apenas a madrasta e tia deles com todo o crédito.
Um casamento foi marcado, não antes de Henrique tentar abusar de Tereza que estava sob uso de Láudano, uma droga usada como entorpecente para domar meninas que a Ama estava usando nela. Iáiá foi quem percebeu o que estava acontecendo e mandou chamar o tio de Tereza, dando uma pancada na cabeça de Henrique que havia rasgado o vestido de Tereza, que não conseguia se defender e chorava com medo.
Não é preciso ser adivinho para saber que Henrique foi espancado por Guilherme e pelo pai que tomou a decisão de casar Tereza com Miguel e partir à Portugal em seguida para manter Henrique o mais longe possível daquela nova família que se formava. E, também, depois de tanto tempo, Guilherme também se casa com Catarina, descobrindo nela o verdadeiro amor que ele buscava quando veio ao Brasil.
O tempo passa novamente e desta vez ele traz Mateus, irreconhecível, um homem feito e tendo Lara como sua companheira. Eles vieram à nova casa de Tereza, para uma visita, carregando uma criança e a notícia dos pais de Tereza, e um novo ciclo começa. Esse novo ciclo nos leva para 1918, onde conhecemos Adelaide, trancafiada num convento que se apaixona por um jovem padre que é enviado ao convento pelo bispo. A história de Adelaide é bem curtinha, mas as freiras do convento a drogam com Láudano e logo vemos uma jovem incapaz, que é chamada de bruxa e renegada pelo pai por uma briga entre irmãos em que um acabou morrendo e o outro acusou Adelaide de tê-los enfeitiçado um contra o outro por ser tão bela. E ali estava ela, dando continuação a linhagem de Gleide, onde tantas como ela lutaram por suas vidas contra a perseguição. Mas o que esperar de Adelaide? Ela é quem dá as cartas finais de Beltane.

♠ ♠ ♠

De todo meu coração espero que você, meu leitor, leia essa trilogia. A Simone é fantástica, uma escritora brasileira excelente, e eu com certeza quero ler seus outros inúmeros livros. Peço desculpas se eu dei muitos spoilers (rsrsrsrs), mas ainda assim, espero que tenha chegado até aqui e com curiosidade o suficiente para comprar a Saga As Filhas de Dana. Livros que leria novamente com certeza e recomendo. 5 estrelas com toda certeza!!
Um enorme beijo no coração.