Sorteio de Inverno

Bem-vindo inverno, e ao segundo sorteio do Estação Imaginária!

Como adoramos um bom friozinho, decidimos fazer um super sorteio de inverno propício a leituras quentinhas.

E o nosso escolhido foi o recém lançamento da Editora GaleraEm Águas Sombrias da autora Paula Hawkins, mesma autora de A Garota no Trem.

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Para participar é muito simples, primeiro você deve acessar seu Instagram e entrar no nosso perfil. Clique aqui!

REGRAS DO SORTEIO

Assim que tiver acesso ao nosso perfil, deverá procurar a foto oficial do sorteio colorida e seguir o passo a passo na descrição da imagem, que consiste em: curtir a foto, compartilhar no modo público, marcar três amigos por comentário e seguir nosso perfil.

Mas atenção: não contamos marcações de perfis fantasmas, perfis desativados e perfis de famosos, também não vamos dar credibilidade a perfis que deixarem de nos seguir antes da conclusão do sorteio, cada uma dessas coisas geram pontos e quem pontuar mais alto ganha 😉

Temos como principal regra ao ganhador: Este deverá se apresentar no chat privado do Instagram com dados para envio até 24h depois de anunciado, caso contrário será escolhido um novo ganhador que deverá respeitar também o prazo.

IMPORTANTE

Não nos responsabilizamos pela entrega, pois ela será feita mediante às informações fornecidas pelo ganhador e pela transportadora das livrarias online em que será feita a compra do livro.

O sorteio será finalizado no dia 31/07/17.

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Desejamos aos participantes que a sorte esteja a seu favor e agradecemos por mais um sorteio aqui no blog ser possível ❤
Um ótimo friozinho a todos!!

Atenciosamente,
A Equipe Maria Fumaça!

Resenha: Em Águas Sombrias – Paula Hawkins

Pra quem simplesmente amou o sucesso de A Garota no Trem, best seller de Paula Hawkins que conquistou milhares de leitores no mundo, simplesmente não pode esperar menos de Em Águas Sombrias, novo sucesso da autora.

Intrigante e desesperadamente profundo, não apenas pelo cenário escolhido pela autora, Em Águas Sombrias é aterrorizante, é um pesadelo em forma de livro, mas que você não consegue por fim, não consegue interromper, você só consegue continuar seguindo em frente. E no final da leitura só consegue pensar em como a autora te levou pelo caminho que ela queria que você fosse e o quão surpreendente é sua inteligência por construir um livro tão bem segmentado e uma linha de raciocínio inabalável.

Esse sem dúvidas será seu próximo best seller.

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Sinopse: “Cuidado com superfícies muito calmas, nunca se sabe o que pode haver embaixo delas. Da mesma autora do best-seller internacional A garota no trem.
Nos dias que antecederam sua morte, Nel ligou para a irmã. Jules não atendeu o telefone e simplesmente ignorou seu apelo por ajuda. Agora Nel está morta. Dizem que ela se suicidou. E Jules foi obrigada a voltar ao único lugar do qual achou que havia escapado para sempre para cuidar da filha adolescente que a irmã deixou para trás. Mas Jules está com medo. Com um medo visceral. De seu passado há muito enterrado, da velha Casa do Moinho, de saber que Nel jamais teria se jogado para a morte. E, acima de tudo, ela está com medo do rio, e do trecho que todos chamam de Poço dos Afogamentos… Com a mesma escrita frenética e a mesma noção precisa dos instintos humanos que cativaram milhões de leitores ao redor do mundo em seu explosivo livro de estreia, A garota no trem, Paula Hawkins nos presenteia com uma leitura vigorosa e que supera quaisquer expectativas, partindo das histórias que contamos sobre nosso passado e do poder que elas têm de destruir a vida que levamos no presente.”

Bom, vamos começar falando desse livro pela narrativa surpreendente e que no começo me fez embananar tudo. É que cada personagem tem a sua narrativa, alguns em primeira pessoa como a Jules, outros em terceira pessoa. Essa mudança de narrativas foi uma coisa que confundiu um pouco, tive que ler mais de uma vez um mesmo trecho pra poder entender a ligação que cada personagem tinha com o texto e outros personagens. Mas isso, não chega a ser de fato um ponto negativo.

Pra ser bem sincera, a respeito do livro, no começo eu fiquei com muita raiva da maioria dos personagens, na verdade todos menos a Jules, eu a transformei na coitadinha da história por que só o lado dela, o que ela pensava e sentia faziam sentido pra mim. Então odiei todos os personagens menos ela logo de cara, mas algo que no decorrer da história fui consertando porque fui conhecendo cada personagem melhor e, alguns personagens que imaginei que nunca ia gostar, acabei gostando, como a Lena, sobrinha da Jules. No começo ela parecia muito mimada, mas era só uma menina sentindo a dor do luto e que não tinha espaço para viver esse luto direito. Então aos poucos fui notando o crescimento dela dentro da história e me surpreendi com o que descobri sobre ela: lealdade, garra e determinação. Não consigo imaginá-la como essas protagonistas perfeitinhas demais, ela simplesmente é imperfeita com qualidades chamativas e por isso tem um papel muito importante na história.

Eu posso dizer que Lena e Jules são as personagens que mais me liguei e mais gostei durante toda a trama, achei a história vigorosa, horrorosa (não de ser um livro ruim de se ler, mas de causar um pouco de horror sobre a série de histórias sobre mortes no Poço dos Afogamentos que o livro conta, e os trechos que ressaltam tudo isso e nos dão certa sensação de suspense ao mesmo tempo em que é fascinante), com um discernimento e uma linha tênue de raciocínio inabalável. É até difícil de imaginar tudo de uma vez e por causa de certos elementos é perceptível a presença da autora, é como se esse livro nos dissesse: Paul Hawkins está presente em cada trecho deste livro e você está exatamente aonde ela quer que esteja.

Então o leiam, se puderem, porque este livro é incrível e não há nenhum ponto negativo sobre a perfeição dele durante a leitura.

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ATENÇÃO: CONTÉM SPOILERS

Fazia tempo que não escrevia uma resenha com a parte de spoilers presente, mas achei necessário que esta leitura deveria ter para os curiosos de plantão que não aguentam esperar pra saber e para os que já leram e querem dividir seus pontos de vista, assim como eu.

Bom, eu não achei nenhum ponto negativo, como disse, porque achei tão incrível cair nas redes da autora e ser direcionada pra onde ela quisesse que me bastou por aí classificar esse como o melhor livro que li este semestre. Acabou por aí. Ponto.

Mas não, quero colocar aqui e deixar marcado meu ponto de vista. Desde o começo achei que Mark Henderson era o culpado, mas não conseguia imaginar ou ligar ele a nada, absolutamente nada, até que mais uma personagem morta apareceu: Katie Witthaker. Porém, dava pra acreditar na integridade de Mark, que eles se apaixonaram, tudo lindo e tal e realmente foi burrice a menina se suicidar alguns poucos meses antes da idade legal pra eles assumirem o relacionamento. Ou seja, uma cagada que acabou com a vida dos dois e que no final a gente não sabe se a Lena matou ele ou o que houve com ele, apenas que ele sumiu, simplesmente. Bom, este é um ponto.

O segundo ponto é que, se Louise Witthaker não fosse tão evidente o tempo todo, não daria pra ligar uma morte na outra. No começo eu me perguntava exatamente o que essa mulher tem a ver com tudo? Ok, ela odiava a protagonista mais que essencial da história, Nel Abbott, mas mesmo assim, qual o motivo dela estar ali o tempo todo? E aí as coisas foram fazendo sentido, só que de uma forma que não era uma ligação tão sólida a morte de Katie e Nel. Ok, tem todo aquele esquema de comprar remédios pra emagrecer no cartão de Nel, mas ainda assim, não era uma justificativa sólida demais para criar um elo, mesmo que Katie fosse melhor amiga de Lena.

O passe chave de tudo isso é Mark, sempre foi ele e Nickie Sage, eles são a chave que abre a porta com todas as respostas. Por que Nickie é uma senhora Medium que conversa com os mortos e sabe de coisas do passado que liga exatamente ao presente e ao por quê da morte de Nel, conhece todas as histórias macabras que envolvem mortes de mulheres no rio da cidade. E Mark por que havia achado a pulseira de Nel no escritório de Helen Townsend.

A partir daí criamos mais suspeitas, suspeitas em cima de Helen que nada mais era do que uma inocente ingênua na história toda. Então, todos os personagens de alguma forma estão ligados. E vou dizer, entendo a situação da Helen, mas ela é patética do começo da história ao final. Assim como Patrick, outro personagem que odiei, mas que no final se mostrou um pai protetor, embora culpado por ter assassinado a esposa e conseguido ocultar o fato por ser policial. Protetor por que ele simplesmente assumiu a culpa de ter matado Nel. E é aí que a gente acha que acabou, mas a surpresa vem como um back e derruba a gente como um furacão: quem matou Nel foi Sean Townsend. E pra você ver como o cara é mau caráter, deixou o pai levar a culpa e fugiu pra qualquer lugar do mundo para nunca ser encontrado. Está certo que ele matou Nel pela série de perguntas e investigações sobre a morte da mãe de Sean, o que claramente é mostrado durante toda a história que o assunto o abala de uma forma que o deixa nervoso. Dentro dos padrões do normal, mas não muda o fato. Então ele simplesmente a empurrou penhasco abaixo e ela morreu.

Então a minha conclusão sobre a morte de Nel é que foi um assassinato passional, passional por que os dois tinham um relacionamento sexual, e homicídio com intenção de matá-la, pois nos trechos finais ele fala que pela série de questionamentos sobre o passado dos pais dele que ele não queria responder e o fato dele saber sobre os encontros de Nel e Nickie que lhe contava histórias reais sobre o passado, ele queria se afastar dela, e por estar a envolvendo com os braços ele a empurrou. Colocou um ponto final para afastá-la para sempre.

O lado ruim é que Sean Townsend não foi punido.

Talvez este seja o único ponto negativo de toda a história. Sean Townsend não foi punido, mas todos viveram felizes para sempre.

Talvez o leitor se pegue pensando que há mais pontos que não foram resolvidos ou que ficaram nas entrelinhas na história. Como o paradeiro de Mark, o que Lena fez com ele durante o sequestro. Mas acredito que isso ficou bem especificado quando eles fizeram o acordo de Mark entregar a pulseira de Nel à Lena e dizer onde encontrou em troca dela limpar a barra dele com a polícia. Eu sinceramente acredito que ele realmente gostava da Katie, mas achei a morte dela completamente sem sentido, mas que sem isso a história não teria o mesmo sabor e o resultado que, provavelmente, Paula Hawkins esperava, não seria o mesmo.

Leitura em #trio

Este mês, as top leitoras do #EstaçãoImaginária entram numa leitura tripla e o bonito escolhido é um lançamento do mês de abril, da autora Paula Hawkins: Em Águas Sombrias. Mesma autora do best seller A Garota do Trem.

Clique nas imagens para ampliar:

Os livros foram um presente da nossa linda #KFSchneider, a loirinha de óculos mais amorzinho que você vai ver hoje e que você respeita, isso é que é amiga de verdade: que compra livros e envia com todo carinho do mundo para as outras ❤

Além de tudo, nossa amiga vai estar na Bienal do Livro do Rio este ano para pegar autógrafos com a autora. A notícia não é fantástica?

Então galere, partiu ler!

E você? Já ganhou algum livro de uma amiga top? E qual sua leitura do mês? Conta pra gente que super queremos saber!!